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Servidores determinados em lutar para vencer!

do site Sintrasem de sexta-feira, 12 de agosto de 2016.

Os trabalhadores do serviço público municipal seguem em greve, entrando na segunda semana de paralisação com mais adesão e garra para conquistar os direitos! A Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) segue tentando frear a mobilização, mas como não tem sucesso cada vez se desespera mais, tentando em vão intimidar os servidores. Ao invés de negociar e apresentar propostas dignas, o prefeito César Souza Júnior (PSD) [que pede a ilegalidade da greve] continua dando desculpas e mentindo, mostrando todo seu descaso com trabalhadores e a população.

A greve iniciou com paralisações em todos os setores: da saúde à educação, da assistência social à Guarda Municipal, administrativo e obras. A cada dia, mais trabalhadores cruzam os braços, vendo o tratamento desrespeitoso do Executivo com os servidores - já são mais de ⅔ de toda a categoria participando da greve!

Vendo a determinação dos servidores, o prefeito César Souza Júnior sente medo. Mesmo assim, segue fazendo sua escolhas políticas por beneficiar apenas os que são seus parceiros ao invés de trabalhar a favor da cidade. Não negocia, mente inventando estatísticas de adesão e quer intimidar falando de cortes: são tentativas tolas! Os trabalhadores só vão sair da greve quando houver proposta atendendo as reinvindicações da categoria - que não são nada além do que é direito dos servidores!

Não fossem os descumprimentos e calotes do prefeito, os servidores estariam trabalhando, batalhando dia a dia para atender a população mesmo em condições precárias como fazem durante o ano todo. No entanto, atitudes como o não pagamento da segunda parcela do PCCV do civil, o PCS dos agentes de saúde e combate de endemias e o reenquadramento das auxiliares de sala - compromissos firmados pela prefeitura na greve no primeiro semestre de 2016 - somados a precarização das condições de trabalho, cortes e “austeridade” em muitas áreas e contínuos ataques à previdência dos trabalhadores forçaram a greve.

Os ataques à previdência não são de hoje: durante toda a gestão de César Souza Júnior, houve sete parcelamentos do pagamento da parte patronal - sete vezes em que a prefeitura deixou de pagar o que deveria, um parcelamento por semestre de gestão, causando uma dívida de mais de R$ 300 milhões nos fundos previdenciários. A tentativa mais recente é o PL 1.560/2016, ataque brutal aos fundos através de diversas mudanças na previdência - nunca discutidas com os trabalhadores e sem audiência pública, vetada pela base do prefeito na Câmara Municipal de Florianópolis (CMF) e previsto para ser votado na quarta-feira, 17/08.

O descaso e o desrespeito do prefeito com os trabalhadores, o serviço público e a população causaram a greve e só há uma solução: Prefeito, pague o que deve! Se o trabalhador está na rua, a culpa é sua! Vamos unificados conquistar a vitória! Juntos somos fortes!

Fonte: Sintrasem

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