16 de dez de 2014

Água na produção agrícola e industrial

 A Globo reivindicou o direito autoral deste vídeo (passou no Jornal Nacional http://g1.globo.com/.../veja-o-volume-usado-para.../3830685/). O uso do vídeo, como deste blog, é integralmente educativo, sem nenhum interesse comercial. Fiz a publicação usando o vídeo no youtube (sem nenhuma edição link do blog http://santiagosiqueira.blogspot.com.br/.../agua-na... Quando a emissora pega alguma imagem da internet (inclusive vídeo) escreve apenas "imagens da internet", se serve para a Globo, deveria servir para os outros também. Fala tanto de "educação" e não permite uso de vídeos que já passou em TV ABERTA com finalidade educativa? Vamos rever essa política de uso, pense nas possibilidades de usos para professores.
Veja abaixo. como o post foi publicado originalmente:

Uma reportagem interessante sobre o uso de água no processo produtivo na agropecuária e na indústria. Um bom pretexto para se discutir, em sala de aula, os vários tipos de usos da água.

11 de dez de 2014

Coisas do Trânsito

Nossa motorista falando ao celular não notou que estacionou exatamente em um lugar onde a sinalização proíbe parar e estacional.
Carro estacionado em local proibido na Av. Rio Branco em Florianópolis-SC (2014).

Prova Floripa 2014 - Geografia



10 de dez de 2014

Materiais na Geosala Milton Santos

Caros alunos (Turmas 61 e 62) com o (quase) fim dos trabalhos do ano letivo de 2014, venho solicitar a retirada dos materiais desenvolvidos durante o ano, especialmente as maquetes.

Cada aluno fica responsável pela retirada de seu trabalho e isso pode ser feito amanhã após a aplicação da prova Floripa.

9 de dez de 2014

Amanhã têm aula?

Tentando responder para alguns alunos os motivos das aulas de geografia continuarem normalmente, apesar dos pesares...




Europa - Brasil

Imagem que ajuda a compreender as dimensões de nosso país.
Fonte: Reprodução/Facebook

6 de dez de 2014

Pedalando com o CTB

Para quem gosta de andar de bicicleta (com segurança) é bom compreender o que diz o CTB.

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

No flagrante abaixo caso o motorista desvie da bicicleta ele pode bater frontalmente contra o outro veículo que está em sua mão correta. Caso o motorista mantenha em sua mão correta (direita) ele poderá colidir com a bicicleta, mesmo com a frenagem do carro a bicicleta poderá colidir com o mesmo caso não seja feito o desvio para a pista contrária. Se a bicicleta estivesse no mesmo fluxo que os carros (conforme orienta o CTB), o veículo teria a possibilidade de frenagem atrás da bicicleta e, com isso, esperar o melhor momento para ultrapassar (se for o caso) o condutor da mesma.
Exemplo de como não se deve andar de bicicleta em via pública.














O vídeo abaixo é o exemplo correto de como se deve fazer ao andar de bicicleta em vias públicas quando não há ciclofaixa. O carro que está atrás da bicicleta freia e espera o melhor momento para fazer, com segurança, a ultrapassagem.


Veja outro (bom) exemplo.

5 de dez de 2014

Curiosidade, filas e hábitos

Uma sequência de imagens que mostram como a curiosidade é inimiga da fluidez no trânsito.
Um acidente na SC 405 (Rio Tavares, Florianópolis-SC), aparentemente sem vítima fatal (felizmente), fez esta manhã de sexta-feira iniciar com bastante lentidão no trânsito local.
As filas neste local não é algo incomum, mas basta um evento singular para que motoristas que, constantemente apressados, nervosos, embrutecidos no trânsito, assumam a áurea de curioso, desacelerado. Não é visível nenhum espírito do bom samaritano querendo ajudar o próximo, o que percebo é a mais pura e simples curiosidade. Nada estranho, enfim, a curiosidade é (também) humana.
O problema é a estupidez (que também é humana) de quem insiste em fazer coisas erradas no trânsito. Como o ônibus que atravessa a rodovia sinalizada com faixa contínua dupla (Veja CTB o que isso significa) na "esperteza", talvez, de achar que vai ganhar tempo e a suposta "certeza", de que mesmo que flagrado pelas autoridades de trânsito não será punido, sequer advertido, pois trata-se de uma prática comum entre alguns motoristas que transitam diariamente por esta rodovia.
Não há fiscalização que dê conta desses constantes flagrantes de abusos. E o pior é que alguns motoristas acham que têm o direito de fazer o que fazem.
Voltando ao nosso motoqueiro que acabou se envolvendo no acidente, fico feliz e despreocupado, pois pela quantidade de pessoas que paravam pala vê-lo sendo atendido no local, ele ganhou uma grande quantidade de fãs que irão, certamente (será?) visitá-lo no hospital para ter certeza de sua boa condição de saúde.

O que percebo rodando o globo, é que a Terra gira e o povo gira com ela.

3 de dez de 2014

O conceito de Paisagem, lugar, território e Região

A Geografia assim como outras ciências também possui conceitos que são fundamentais para o seu estudo sendo eles a Paisagem, lugar, território e a Região.

Espaço: No senso comum o espaço denota as estrelas, às distâncias de um lugar a outro, ou ainda, o tamanho ocupado pelos objetos e pessoas. O espaço se constitui de diferentes formas e estas, por sua vez, apresentam alguma relação com as pessoas que o habitam. O exemplo disso é percebido a sua volta a partir da observação dos elementos existentes na sua localidade, próximo a sua moradia, as ruas, as avenidas, as casas, os prédios comerciais, residenciais e industriais os quais apresentam serventia ao Homem. Pelas ruas nos deslocamos. As casas servem de abrigo e moradia, os prédios podem conter lojas e indústrias e nestes se encontram o local de trabalho de grande parte da população.

Lugar: É onde as dinâmicas das relações dos indivíduos são de proximidade e vivências diretas e, ainda, onde cada pessoa busca as referências pessoais e constrói os seus sistemas de valores que fundamentam a vida em sociedade. Portanto, o conceito de lugar está relacionado à dimensão cultural e fortemente relacionado à identidade e ao cotidiano. Com isso o conceito passa a ter forte grau de subjetividade, reconhecendo seu conceito antagônico de não-lugar, como espaço criado e sem identidade, como um shopping, um resort ou um aeroporto. Apesar da aparente proximidade com a escala local, tal confusão dificulta a assimilação de tal conceito. Local é uma escala geográfica de limite, mais ou menos definido, está muito relacionado à questão de proximidade geográfica. O lugar, no contexto da globalização, pode dar-se na escala local, mas também nas escalas regionais, nacionais e globais.

Região: Os lugares são diferentes entre si, cada qual com suas especificidades. Constituem-se por formas e funções diversas. As regiões surgem a partir do agrupamento de lugares que possuem características comuns naturais e culturais como, por exemplo, extensas planícies fluviais cobertas de vegetação ombrófila, ou então, uma significativa concentração de estabelecimentos comerciais e industriais. Também é possível distinguir esses lugares por sua localização como, por exemplo, quando a porção da cidade está em um dos extremos, denominando-as de região Norte, Sul, Leste e Oeste. Dividir o espaço em regiões é bastante útil, pois possibilita uma melhor administração dos dos recursos naturais e humanos.

Paisagem: A paisagem se constitui a partir da presença em diferentes escalas dos elementos naturais e culturais sobre os quais a sociedade interage e cuja percepção permite a leitura do espectador a partir dos princípios da semiótica, linguística, psicologia e sociologia, não há uma escala determinada, aceitando percepções diferenciadas.

Território: Considera-se que são feições do espaço geográfico que vão além do identificar limites e extensões. Compreende também o conhecimento da sociedade de que a ele pertence, das razões que o mantém coeso e das relações de poder, uma construção social. O território é transitório e mutável, depende das relações e escalas temporais.

Originalmente publicado em: Observatório Histórico Geográfico
http://obshistoricogeo.blogspot.com.br/2014/12/o-conceito-de-paisagem-lugar-territorio.html. Acesso em 02/12/2014. Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil.

2 de dez de 2014

O currículo e a cidade

“O currículo está na rua e devemos investigá-lo”

Pesquisador espanhol Jaume Martínez Bonafé defende nova leitura das ruas para que cidadãos valorizem cidades

Por Ana Luiza Basilio, do Portal Aprendiz
A rua é uma aula, uma lousa, um lugar onde se escreve. Não é apenas parte do caminho percorrido até o museu, o centro cultural ou a escola. A rua também ensina e precisamos aprender a ler as mensagens que ela emite. Essa é a provocação feita pelo pesquisador Jaume Martínez Bonafé aos educadores brasileiros durante sua passagem por Belo Horizonte (MG). O espanhol, docente na Universidade de Valência, defende que é preciso superar a concepção de uma escola articulada com seu entorno e adotar a cidade toda como currículo.
“Proponho que exploremos a ideia da cidade fazendo currículo. Há milhares de situações construindo constantemente significados. Creio que a cidade junto aos meios de comunicação são elementos que estão nos fazendo como sujeitos, nos moldando. Portanto, são currículo e devem ser estudados como tal.”
crédito Halfpoint / Fotolia.com
Segundo ele, para colocar em prática essa visão, é preciso admitir que há um currículo fora da escola, que pode ser construído a partir das diferentes experiências e práticas culturais, e levando em conta as inúmeras formas de entender e vivenciar o mundo. “Se nos ensinassem a ler a rua de outra maneira, muito provavelmente, seríamos cidadãos diferentes, saberíamos valorizar as praças e as cidades a partir de um outro olhar.”
Além de deslocar a aprendizagem para fora das instituições de ensino, a proposta de Bonafé convoca urbanistas, engenheiros, prefeitos, secretários, comunicadores, a sociedade como um todo, a refletir sobre quais mensagens as cidades que projetamos e vivemos passam para as crianças desde a mais tenra idade. É o chamado “texto da cidade” que, em sua opinião, urge ser transformado.
“É necessário intervir nesse texto da cidade, a partir de uma outra pedagogia – que não cabe só aos educadores, mas também aos prefeitos, às pessoas que têm responsabilidade na gestão municipal.”
Para entender como a cidade pode ser tomada pela educação enquanto currículo, o Portal Aprendiz conversou com Bonafé, após sua palestra no I Seminário Internacional de Educação Integral, realizado pelo Territórios, Educação Integral e Cidadania (TEIA) da UFMG, entre 5 e 7 de novembro.
Portal Aprendiz: Como se dá a construção do currículo na rua?
Jaume Martínez Bonafé: Minha hipótese de trabalho é que agora estamos pensando o currículo apenas dentro da escola. O currículo é o conjunto de significados que a escola articula, dentro de seus objetivos específicos, para dizer ‘isto é o que você tem que aprender, assim você vai ser uma pessoa útil’. Este é um pouco o seu discurso institucional.
Eu creio que também há um currículo fora dela. Há uma prática cultural que gera significados, formas de subjetivação e formas de entender o mundo e de compreender-se nele que têm a ver com as experiências vividas na cidade. Minha proposta de trabalho parte da cidade como currículo. Portanto, teríamos que analisá-la como formadora de práticas, experiências, relações e materialidades que vão articulando uma forma de entender a cultura e de se entender como parte dela.
A questão é: quem escreve o texto na cidade? Minha hipótese é que hoje o texto da cidade é a pedagogia do capitalismo, mas há também outras linguagens, outros significados, outras práticas sociais que têm a ver com os movimentos sociais e com um currículo contra-hegemônico.
Aprendiz: E como crê que a escola pode dialogar com estes elementos?
Bonafé: São coisas diferentes. Na minha conferência, eu quis diferenciar de uma proposta pedagógica bastante antiga e vinculada aos projetos de inovação, que diz que a escola tem que sair para o entorno, pesquisá-lo, explorá-lo. Portanto, suas matemáticas, histórias e geografias devem contemplar o entorno no trabalho pedagógico, mas eu não falo disso. Acho que, com isso, a escola não rompe com o currículo tradicional. O que faz é oxigená-lo, não para discutir a rua, e sim para que as matemáticas, histórias e geografias possam se fazer mais próximas ao sujeito, aproximando-as da rua.
O que eu digo é que o currículo está na rua e devemos investigá-lo. Vamos entender o que significam as grandes avenidas, os centros comerciais e as praças; qual o significado para as crianças ou para as pessoas mais velhas, para os homens ou mulheres, para negros e para os brancos. Vamos ver quais significados se constroem na cidade e nos dar conta de que em uma cidade há muitas cidades, interpretadas segundo o mundo de cada um.
Proponho que exploremos a ideia da cidade fazendo currículo. Há milhares de situações que estão construindo constantemente significado. Creio que a cidade junto aos meios de comunicação são elementos que estão nos fazendo como sujeitos, nos moldando. Portanto, são currículo e devem ser estudados como tal.
Aprendiz: Na Espanha, alguma experiência segue esse caminho?
Bonafé: Este é um conceito novo. Há algumas experiências, como na minha faculdade, onde trabalho com meus estudantes, mas o tema ainda é muito incipiente.
Aprendiz: Como as políticas públicas podem dialogar com isso?
Bonafé: É preciso que haja tamanho comprometimento de uma prefeitura com a pedagogia política, pública e social que isso possa influenciar em sua gestão. Uma possibilidade, por exemplo, seria intervir sobre o modo por meio dos quais os cidadãos se convertem em machistas. Isso não pode depender só da vontade do comércio que vende a roupa ou do publicitário, entende? É preciso um debate político e pedagógico.
É necessário intervir nesse texto da cidade, a partir de uma outra pedagogia – que não cabe só aos educadores, mas também aos prefeitos, às pessoas que têm responsabilidade na gestão municipal.
Por exemplo, eu sei que uma cidade necessita da circulação rápida de automóveis, mas penso que quem desenha os entornos do urbanismo social deveria se dar conta de que com isso nos passam a seguinte mensagem: “você vive em um mundo de pressas e, além disso, é insignificante ao lado dos carros, posto que até os semáforos são todos pensados para eles”. Isso é um texto pedagógico. Estão nos dizendo, desde pequenos, que nas cidades em que vivemos a pressa é fundamental. Acredito que os urbanistas também têm a responsabilidade de propor que o desenho dos entornos urbanos contemple uma outra maneira de entender os sujeitos.
De modo geral, nós não fomos formados para as relações que se dão com os espaços. Tampouco a escola nos ajuda a nos pensar neles, pois também está distanciada do tempo e do espaço real, por estar concentrada em seus próprios arranjos de tempo e espaço.
Aprendiz: A rua é então um espaço de socialização?
Bonafé: A rua é uma aula, uma lousa, um lugar onde se escreve. É o melhor lugar onde se dita as mensagens, é um texto pedagógico. É muito interessante analisá-la a partir da pedagogia que se propõe. Se nos ensinassem a ler a rua de outra maneira, muito provavelmente, seríamos cidadãos diferentes, saberíamos valorizar as praças e as cidades a partir de um outro olhar.
Por exemplo, me contaram de uma cidade em que na região onde os edifícios são mais altos, viviam as pessoas mais ricas. Pra mim, isso mostra o quão analfabetos podem ser os ricos, posto que sempre será mais cômodo, mais habitável, viver em um lugar mais horizontal, com pouca densidade habitacional, do que em um prédio de 30 andares. Se isso é valorizado como melhor, pior para os ricos, não? Tudo isso são mensagens culturais. É melhor viver num prédio de 30 andares? Pra mim, não. Eu quero ter um jardim, cultivar uma horta.
Aprendiz: Algumas cidades são reconhecidas como cidades educadoras. O que pensa sobre elas?
Bonafé: É um conceito interessante, mas tampouco é o que estou falando. A cidade é um veículo. Precisamos colocar os dispositivos culturais dela nas mãos dos projetos educativos das escolas, fazê-la educadora nesse sentido. A cidade passa a contemplar a ideia de que suas instituições, sobretudo culturais, cumpram seus objetivos. Que os museus tenham material didático; que os hospitais tenham um projeto pedagógico também para as crianças que se hospitalizam ou para as pessoas, etc. Isso me parece bom, mas o que eu proponho é ir além dessa questão.
Aprendiz: Então, não basta ter o equipamento sem uma intenção pedagógica?
Bonafé: Claro. A cidade educadora não é só o museu, o teatro. A rua também educa. E este espaço é, digamos, “desproblematizado” do ponto de vista pedagógico. Mas, veja, é ele que o professor utiliza para conduzir a criança até o museu. Ou seja, é tão educativo quanto, mas passa uma outra educação, outro discurso, outra pedagogia.
Originalmente publicado em: http://porvir.org/porpensar/o-curriculo-esta-na-rua-devemos-investiga-lo/20141127?__scoop_post=43851a20-7682-11e4-a2e1-842b2b775358&__scoop_topic=415879#__scoop_post=43851a20-7682-11e4-a2e1-842b2b775358&__scoop_topic=415879. Acesso em 01/12/2014.

1 de dez de 2014

Troque mãe por professora

Troque Mãe por professora
Foto: reprodução DC 01/12/2014.

Finlândia: um exemplo de um sistema de ensino

Finlandia: En el mejor sistema educacional del mundo está prohibido seleccionar a los alumnos 

Es de conocimiento público que Finlandia ostenta el título de ser el país con el mejor sistema educativo público del mundo. Esto, de acuerdo al Programa para la Evaluación Internacional de Alumnos de la OCDE (PISA, por sus siglas en inglés), de 2009

Este informe, donde Chile ocupó el lugar 44 de 65 países, evalúa hasta qué punto los alumnos han adquirido conocimientos y habilidades necesarias para la participación en la sociedad, según indica el sitio oficial de PISA. 

Entre las razones que configuran que este sistema sea tan exitoso están: la carrera de profesor es una de las más prestigiosas (sólo el 10% de los aspirantes logra ingresar a estudiarla en la universidad), los niños inician la escuela a los 7 años cuando tienen suficiente madurez emocional, no hay más de 20 alumnos por sala, no se ponen notas hasta el 5º grado para evitar fomentar la competencia, se busca más la curiosidad que la memorización, la planificación educativa es consensuada entre apoderados y profesores, el 80% de los padres van a la biblioteca con sus hijos, el gasto en educación es cercano al 6,8% del PIB del país y desde el material hasta el transporte escolar es gratuito. 

“Los finlandeses consideran que el tesoro de la nación son sus niños y los ponen en manos de los mejores profesionales del país”, expresó en una oportunidad el psicólogo escolar y ex director de un colegio de Barcelona, Javier Melgarejo, en una entrevista con el diario español ABC. 

Y además de todo esto, está el hecho de que en Finlandia está prohibido por ley que los colegios seleccionen a los alumnos, les pregunten a qué se dedican sus padres o pidan antecedentes económicos de éstos.


Así lo afirmó la investigadora post-doctoral y profesora de formación inicial, política educativa y metodología de investigación educacional en la Universidad de Helsinki (Finlandia), Sonja Kosunen, quien durante una charla realizada en la Pontificia Universidad Católica de Chile explicó las principales diferencias entre el sistema educativo de nuestro país y el del suyo. 

En la oportunidad, la académica señaló que los padres finlandeses no fomentan la segregación social inscribiendo a sus hijos en colegios de élite, argumentando que la razón más probable es que exista una especie de trauma social por la guerra civil de principios del siglo XX. 

La docente invitada por el Centro de Estudios de Políticas y Prácticas en Educación (CEPPE UC) comentó que es habitual que las familias finlandesas lleven a sus hijos al colegio público que corresponde a su distrito, donde el gobierno local regula la matrícula. 

“La idea basal es que no existe selección. Todos van a la misma escuela, no existen diferencias de clase, ni de sueldo de los padres, ni del lugar donde viven, ni de las creencias que tienen. El hijo de un doctor estudia al lado del hijo de un albañil. No existe la posibilidad de selección. El dinero no está involucrado como factor, no se toma en cuenta ni se considera el capital económico para la educación”, afirmó. 

Por otro lado, en Finlandia no existe una prueba similar al SIMCE, ya que no es necesario controlar el nivel educativo de los colegios y los profesores, porque es “un sistema basado en la confianza”. 

También aseguró que todos los niños reciben educación preescolar porque es obligatoria, la primaria o básica se rige bajo un programa nacional para cada curso. Al concretar esta etapa, se debe rendir una prueba que determina qué tipo de enseñanza seguirá el alumno de acuerdo a su vocación. 

“Existe algo muy similar a la PSU, un examen nacional, más la selección que cada universidad pide para ingresar a sus propios estudiantes”, explicó. 

Con respecto a los profesores, la académica señaló que “en Finlandia, trabajar de profesor genera un reconocimiento y prestigio social alto. La formación se realiza en Escuelas Normales, que forman parte de las propias universidades, con un fuerte periodo de práctica profesional”

A continuación te mostramos un gráfico realizado por el medio español United Explanations, con correcciones mínimas de BioBioChile. 

Originalmente publicado em: http://www.biobiochile.cl/2014/04/10/finlandia-en-el-mejor-sistema-educacional-del-mundo-esta-prohibido-seleccionar-a-los-alumnos.shtml&usg=ALkJrhglun5nptDMIfuRLO2tXfVOg8isgw. Acesso em 01/12/2014.