31 de jul de 2013

Milton Santos: “No mundo cabem 80 bilhões, sem problemas”

Durante a greve dos professores e servidores da USP  (maio de 2000), um dos mais respeitados geógrafos do mundo recebeu a reportagem da Revista da Adufg para uma conversa com a generosidade e afabilidade típicas de um sábio. O vigor intelectual e a independência são características fundamentais da atuação e da “original reflexão de resistência” de Milton Santos. Foi por esses motivos que decidimos destacá-lo nesta edição. Nascido em 1926, em Brotas de Macaúbas, Bahia, ele é professor emérito de Geografia da USP, ganhador do Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, em 1994, com 12 títulos de Doutor Honoris Causa em importantes universidades estrangeiras. Autor de mais de 30 livros e 400 artigos científicos, publicados em diversos idiomas, ele não pára: este ano já lançou Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal (Record) e Território e sociedade (Fundação Perseu Abramo). Enquanto isso, trabalha na estruturação de Brasil sociedade e território no início do século XXI, uma interpretação do país à luz da geografia, que também deverá ser publicado pela Record. E retoma uma proposta sua de 25 anos atrás: estudar o circuito superior e o circuito inferior (setor informal) da economia. “Estamos retomando à luz da globalização, para eventualmente sermos úteis na reconstrução do Brasil, quando isso começar.”

Como o senhor escolheu a Geografia?
A partir do momento em que era menino e  ficava impressionado com o movimento das pessoas e objetos. Talvez isso  tenha me dado depois a  vontade de trabalhar com a Geografia.

Não foi o primeiro curso que o senhor fez.Foi Direito. Mas quando eu estudei, na própria faculdade o Direito era menos técnico, mais filosófico e sociológico. Exigia-se uma formação humanistica, drástica e densa que nos levava a estudar filosofia, historia, ciência política e geografia humana. Além disso,  havia professores muito interessantes no ginásio que me faziam ler livros muito importantes.

Os professores são responsáveis para estimular os alunos?
É preciso distinguir um pouco entre professor e mestre. O professor hoje é um funcionário da educação.  Então, não tem influência porque ele é mais ou menos burocrata. Mas quando o aluno tem a sorte de ter alguns mestres, tudo muda. Há um engrandecimento da relação.

O senhor acha que a mudança de postura dos professores é decorrente da situação da educação brasileira?
Acho que são várias coisas.  O mundo mudou e a prioridade é dada a uma série de soluções de ordem prática, utilitária. O ensino se massificou, aceitou mais facilmente ser burocratizado. E tudo se burocratiza de cima a baixo, inclusive a atividade professoral. E como tudo que é burocrático, tende a se empobrecer. A luta dos professores para não serem burocratas, às vezes, não é vencida. É perdida. Isso é um problema que tem de ser enfrentado: a desburocratização da vida acadêmica, da vida escolar, que inclui, no meu modo de  ver, a desinstitucionalização da universidade, porque ela é cada vez mais instituição do que universidade. Acho que esse é um problema central da universidade atual, que atinge a todas.

Na sua opinião, como geógrafo, qual é o principal problema no Brasil hoje?Talvez eu pudesse dizer que todos querem é ser cidadãos. Então, geógrafo pode olhar o problema do ponto de vista técnico ou do ponto de vista de cidadão. Como cidadão, o maior problema do Brasil hoje é a formidável indiferença em relação à sociedade brasileira. Os parâmetros não são construídos a partir da sociedade brasileira. São, sobretudo, resultado de uma visão ideológica do mundo e do país, que dá como conseqüência essa enormidade de problemas que nós estamos presenciando. Como geógrafo, o click, constatar o drama da nação, é mais fácil. A geografia tem mais condições, no mundo atual, de perceber a enormidade das contradições. Porque o território, sobretudo nas cidades, é um revelador dessas problemáticas e contradições.

Se o senhor fosse consultado pelo presidente a apontar um conselho para os problemas do país, o que falaria para ele?
Hipótese que não se verificará. Primeiro, porque o presidente prefere estar rodeado de medíocres. Não me considero medíocre. E, segundo, porque ele imagina que não precisa de conversas com os que têm como tarefa pensar. Ele sozinho sabe tudo. E, sobretudo, a nossa tarefa não é falar com presidente. É tentar falar com a sociedade. Acho que é esse o diálogo importante. Não é com os que estão no poder.  Porque, deles, a gente não  pode esperar nada.

Acredita que o intelectual brasileiro está cumprindo o seu papel?
Acho que há um bom número de intelectuais que estão cumprindo com seu papel. Mas deixa eu dizer o que vejo também: A vida acadêmica brasileira é empobrecida pelos grupos fechados, pelo autocontentamento desses grupos. De tal maneira que um grande número de pessoas jovens e as menos jovens poderiam estar tendo a palavra e não a têm porque a palavra é monopolizada por grupos muito bem salvaguardados do contato mais aberto e que se mediocrizam. Há uma reserva de gente interessante nas universidades que não tem como se fazer escutar. Acho que um dos papéis de associações como esta (Adufg) seria o de ajudar a revelar isso  ao invés de permanecer na coisa repetitiva de medalhões, pessoas que são importantes. Esse é o drama da vida acadêmica, que a empobrece.

Como isso poderia ser feito?
Seria o caso de encontrar a forma de torná-los evidentes. As universidades brasileiras não sabem premiar. Não há um sistema de premiação de dentro e que seja feito de maneira isenta. Devemos incitar as autoridades acadêmicas a fazer. E, ao mesmo tempo, tomar iniciativas. Aí, o processo de produção e difusão de idéias seria acelerado.

O senhor defende um papel mais incisivo das entidades de docentes na divulgação da produção do que na ação sindical?
Também. Acho que devia juntar tudo. Estimular  a originalidade do pensamento, despertar posições e fazê-las conhecidas da sociedade em geral.

O senhor é critico severo da globalização. No seu novo livro, propõe outro tipo de globalização. Qual seria?A historia é um processo formado em diversos componentes. Entre eles, privilegio dois para fins de análise em nossa conversa: Um é a técnica; outro, a política. A técnica, quando ela nasce, se renova, ela se põe à disposição das pessoas para ser usada. Não há um dictactum prévio da técnica sobre o homem. É a política que decide como a técnica deve ser utilizada. Então, a globalização que está aí é o uso de uma técnica. Esse conjunto de técnicas que é presidido pelas técnicas da informação por uma dada política, esse mesmo conjunto de técnicas eu posso utilizá-lo segundo uma outra política.

Que seria a valorização do ser humano?
Do homem invés do dinheiro. Tudo é feito em torno do dinheiro. Por exemplo, estes festejos obscenos com que o governo celebra a decisão de pagar miseravelmente aos trabalhadores. É uma grande festa nacional oficial na qual o governo se vangloria de reproclamar a escravatura. Isso é, digamos, um ato cabisbaixo de servidão ao dinheiro em que a lógica central não é o homem.

O governo consolida essa situação de perversidade sempre colocando para a sociedade que o Brasil não poderia nadar contra a corrente da globalização.
A história é a prova de que nada é irreversível. A história é feita de mudanças, às vezes radicais. O que pode ser irreversível é a técnica, porque a técnica ela se incorpora. O que vai ser necessário, o que vai se dar com certeza como uma esperança é que essas diferentes técnicas acabem sendo usadas a partir de uma outra política. E eu acrescentaria dizendo que de todas as técnicas que foram criadas dentro do sistema capitalista, de todos os conjuntos, as famílias técnicas, esse conjunto atual é potencialmente o mais favorável à produção de uma outra política.

E tem lógica o homem ter criado todo esse sistema de técnicas favoráveis à vida e distribuir sofrimento?É a lógica dos poderosos. O poder encontrou hoje como nunca forma de se manifestar. As diversas formas de poder. E como isso é contra a natureza, é antinatural, a solução para implantá-lo é o totalitarismo, dentro do qual estamos vivendo. O que se propõe e que se faz contraria todas as aspirações mais profundamente  humanas e isso traz como conseqüência a brutalidade, por isso nós vivemos num mundo brutal. As pessoas se admiram da violência, mas essa violência é provocada exatamente  por essas forças tão poderosas.

O senhor fala da tirania da informação. Quanto mais informações parece que as pessoas sabem de tudo, quando na verdade não sabem de nada?
É como uma fábula. E daí a gente pode retornar à universidade que se torna muito mais necessária. Porque uma coisa é você aparecer como mago que aponta caminhos milagrosos. E outra coisa é você realmente encontrar soluções estruturais que necessitam de analises profundas. Exatamente nesse momento a universidade é desmantelada. Processo de anulação da possibilidade do esforço de interpretação do mundo, essa possibilidade nos é retirada porque a universidade é empobrecida. É um processo oficial de contribuição do empobrecimento da vida acadêmica, que é ajudado de dentro da universidade. Não sei o que se passa em Goiás, mas, de maneira geral os corpos dirigentes das universidades são extremamente sensíveis à palavra do governo. Sob diversas desculpas de sobrevivência, das verbas, a desculpa da adequação aos parâmetros, etc.

O senhor fala também sobre a questão de a ciência estar atrelada a esse sistema ideológico e não estar cumprindo o seu papel fundamental que é a busca da verdade.Exato. Acho que a separação de ciência da verdade é cada vez mais franca. As pesquisas são cada vez mais restritivas e restritas. O campo da pesquisa se restringiu no sentido da busca da utilidade. A ciência deixa de estar a serviço do desenvolvimento de um conjunto de condições favoráveis à humanidade.

Mas o senhor parece muito pessimista enquanto no seu novo livro (Por uma outra globalização) sinaliza para o surgimento de uma reação a toda essa conjuntura negativa, um recomeço para um mundo melhor.
Acho que está nascendo. Sozinho não posso me arrogar a pretensão de uma análise completa. Mas eu tenho a impressão de que minha análise ajuda. É que eu  busco esse esforço analítico de entendimento do mundo que me permita constatar matérias e dados. E isso não é pessimismo e sim realismo. E apontar possibilidades, o que tampouco é otimismo; é realismo também.

Quais indícios na vida da sociedade que apontam esse recomeço por uma nova ótica?
A nova qualidade das massas. Elas ganharam uma nova qualidade a partir da urbanização, da metropolização, da informação, da comunicação, o fato de estarem próximos uns dos outros.

Isso não parece ser contraditório, sair do caos?
Mas quem disse que é caos. Acho que há toda uma adjetivação que a mídia impõe sobre o social. Ela aconselha a escolher um certo número de aspectos e não leva em conta outros aspectos. Por exemplo, as Ciências Sociais brasileiras  passaram decênios glorificando a  classe média e achando que os pobres é que iam a reboque. Nunca foi assim, e hoje muito menos. Porque a classe média tem  enorme dificuldade para compreender o processo histórico.

A classe média é alienada?Ela é levada à alienação porque a cada dificuldade uma solução.

É porque sempre que chega num patamar quer subir mais?Você aumenta a gama de desejos. Mas todos conduzem à alienação.

Mas por que a chave da libertação estaria nos pobres?
Porque a carência deles é permanente. Ela é sempre  refeita. E tem a visibilidade da carência do outro que é diferente.  E também há um fenômeno que pobre conhece: a necessidade de lutar todo dia para subsistir é clara. Tudo isso faz com que o pobre seja alerta. Coisa que nós não precisamos porque temos a solução da habitação, do crédito, do emprego permanente... então, todas essas soluções são amortecedores. Não quer dizer que pobre não seja vítima do consumo. Ele não tem a satisfação do consumo. Exemplo, aqui em São Paulo a Força Sindical reuniu 1 milhão de pessoas no 1º de Maio e não foi a  impressa ou a televisão que convocou.


Foram as rádios?
Devem ser meios populares. Não os grandes meios.

Também tinham os pagodeiros e os sertanejos como atrações musicais. Mas havia pessoas muito mais interessantes cantando e tocando para a CUT, que é muito mais próxima da consciência cívica e social. Tanto a CUT é mais próxima, quanto os cantores e músicos que foram cantar no ato da CUT. A despeito do aparato tirânico da grande mídia, como esse fenômeno, há vários outros. E tem tudo que é subjacente que não tem uma forma aparente.

As relações informais da economia também seriam um exemplo: as pessoas se virando para viver, trabalhando, negociando, prestando serviços...
Sim. Mas eu não chamo de informais porque não são. Chamo de circuito inferior. Eu tenho um livro, O espaço dividido que está publicado em inglês, francês e português, mas que não é conhecido no Brasil porque eu estava chegando, onde falo disso.

Aquele que o senhor disse que é muito utilizado na Ásia?
Na Ásia sim. Mas aqui não, exatamente porque eu estava chegando e não tinha um meio de difusão próprio e eu não fui bem aceito nos grupos dominantes das universidades.

Mas, a despeito disso, o senhor conseguiu projeção.
A despeito, não; por isso. Se eu tivesse ficado em um dos grupos eu não poderia fazer nada e ficaria contente com jantares. Por isso consigo colocar meu discurso muito mais adiante. Quando você se associa a grupos, você perde sua autonomia. Se torna uma voz que não é independente. Está submetido a consultar o grupo exclusivo, não faz nada que desagrade ao grupo.

Existe uma comparação que o senhor seria o Chomsky brasileiro.Eu estava no MIT em 71 e 72 quando ele tomou a defesa do fim da guerra do Vietnã. Ele é sozinho. Acho que é isso. Eu sei quem fez essa comparação. Foi uma pessoa que tem muita simpatia pelo meu trabalho.

Voltando à questão das grandes populações, já nasceu o bebê um bilhão na Índia. O mundo vai explodir?
Ao contrário. No mundo cabem 80 bilhões, sem problemas.

Esse mito de que recursos naturais que vão acabar?
Se são naturais, não são recursos; se são recursos, não são naturais. Os recursos são definidos por um estágio da técnica, e são definidos por uma vontade política.
Então, essa idéia de que a natureza não tem condições de se renovar...
Na realidade, é muito terrorismo.

Qual o maior risco para a sobrevivência humana na terra?
Vamos retomar a discussão da população. Houve um momento que era um debate importante, este da população sobre a face da terra, com Josué de Castro, nunca reconhecido completamente no Brasil. Vamos ao caso do Brasil, antes de se empobrecer, São Paulo recebia gente do Brasil inteiro e os ajudava a melhorar de sorte. Quanto mais gente vinha mais melhora de sorte tinham, mineiros, nordestinos migrando para cá. Não é o movimento da população que fazia piorar a sorte das pessoas. É outra coisa, a maneira como você distribuiu. Essa é a primeira coisa. A segunda, é que quando você melhora a vida das pessoas elas passam a ter menos filhos. A explosão demográfica é uma bomba ideológica mais do que realmente demográfica porque os países europeus estão pensando seriamente hoje a importar gente.  Não só a soja para dar de comer aos animais, mas gente inclusive para restaurar o equilíbrio dessa coisa previdenciária.

Isso será possível com o horror étnico que os europeus têm?
Não adianta nada. Quando eu fui estudar na França (isso é biográfico) era uma curiosidade e eu me divertia  colocando minha mão para os estudantes virem olhar. Quando em 64 fui ensinar, a quantidade de gente de cor que tinha lá era enorme. Hoje o que  acontece é o que eu chamo de colorização. Fomos colonizados, mas estamos  agora  colorizando a Europa.

Então é dessa sociodiversidade que o senhor fala que vai sair essa nova civilização?
Exato. A sociodiversidade é criadora de um debate universal.

Então é essa a globalização...
Que está chegando, vindo de longe. E que impede os estados de agir de forma contrária aos anseios das populações. Antes de fazer uma ação contra o mundo árabe, os franceses têm de pensar. Antes de fazer uma ação contra a Turquia, os alemães têm de pensar. Porque eles estão lá. Centenas de milhares de pessoas vivendo ali. Acho que essa mistura de gente é um dado dessa grande mudança, que também se dá aqui.

Há uma estatística de que apesar de toda a influência americana, por exemplo, 80% dos brasileiros gostam de música brasileira. Isso é um dado da reação?
Dado das populações. Há uma técnica em que se imaginava o monopólio da cultura e a cultura popular se apoderou  desse instrumento que originalmente era utilizado contra ela. O que é outro indício de mudança.

Dentro do seus estudos há uma previsão para tudo isso acontecer?Isso ninguém sabe quando vai ser. É um processo que pode ser acelerado ou não. No caso do Brasil, nos últimos 10 anos houve uma aceleração muito grande. Nos meses de abril e maio o aparelho de estado ajudou enormemente a produção da consciência.

Com a desastrosa comemoração dos 500 anos e a briga pela aprovação do salário mínimo?
Com esses discursos todos. Os políticos se entendem e se desentendem. Que sentido têm esses desentendimentos, os entendimentos, os preços? Isso tudo faz as pessoas  pensarem obrigatoriamente. Pena que nós, muita gente de esquerda, muita gente das faculdades, está convencida de que os pobres são incapazes, não entendem nada e só querem consumir.

Professor, o senhor fala da vida nas cidades, da técnica tão avançada dos dias atuais e, no Brasil, a gente ainda luta por questões de outros tempos. O que o senhor acha do MST, é possível levar as pessoas para o campo novamente?
Não acho que seja indispensável levar gente para o campo. Acho que até é uma crueldade porque no campo você está longe da boa educação, da boa saúde, da boa informação e, por conseguinte, da boa política. O campo distancia todas essas coisas importantes da vida. Segundo, para trabalhar no campo não precisa estar no campo; você pode viver na cidade. Hoje o País está cortado por estradas. A população que vive no campo é pequena. Numa região como Ribeirão Preto, a população que vive no campo é 3% a 4%. Evidente que numa boa área do Brasil você não tem as mesmas condições de modernidade como você mencionou. Aí a pessoa tem de estar no campo e tem de se ajudar para  que ela possa viver dignamente. Porque o objetivo não é estar no campo ou fora do campo; é viver dignamente.

Como fica então essa luta do MST?
Nós temos duas coisas. Uma boa parte da população só pode fazer isso porque não está preparada para outra coisa. É até direito; por outro lado, o MST tem a vantagem de alertar para a necessidade de uma ação que não é feita com as regras que os dominantes querem impor. A máquina da política brasileira quer que as oposições trabalhem com uma regra só, da situação. As oposições devem ser criativas no seu processo político. Só a surpresa permite chegar perto do futuro. O futuro não é repetição e ele não surge de uma data do calendário que eu vejo. O futuro será sempre surpresa. Elas, as surpresas, podem ser boas, e acho que o MST é uma dessas surpresas. Você imagina que vai todo mundo discutir como quer o PSDB, PMDB, PSP, e vão discutir de outra forma. Isso é que é formidável.

Alguma coisa relacionada ao que o senhor fala dos atores sociais, os pobres fazendo seu mundo?
Exato, exato, exato.

Qual é o futuro do trabalho. O que vai acontecer nas relações de trabalho?
Acho que vamos voltar a ter regulamentação. Uma coisa é a família induzir certas formas de trabalho, outra coisa é a vida das pessoas. Não se pode abandonar o princípio de prevalência da vida individual e coletiva como estão fazendo hoje. Não se pode dizer ao sujeito: Você está doente, vire-se. Não se pode dizer à família: Você tem filhos para educar, vire-se. Isso é um absurdo que não dura para sempre.

Qual seria sua mensagem?
Acho que a gente tem de confiar que as coisas vão mudar. Mas  já que estamos na universidade, não basta só confiar, ter fé, sem fazer nada. Tem que estudar, que se preocupar com o entendimento das questões. Acho que esse é o papel que nos cabe. Acho que a etapa seguinte do trabalho das associações talvez seria a restauração da vida acadêmica.

Fonte: Revista da Adufg Número 4 - Ano 2000
Aqui extraído de: http://www.adufg.org.br/adufg/noticias.php?id=1454. Acesso em 31/07/2013.

30 de jul de 2013

Europa: uma breve introdução

Achei esta apresentação interessante e compartilho com alunos da 8ª série. Espero que gostem.

A europa no contexto mundial from joão tojal

29 de jul de 2013

GeoSala

Teremos novidades nas aulas de Geografia que acaba de receber um laboratório. Estamos iniciando a organização do mesmo e antecipo os agradecimentos à professora Simone Vargas, professora  Tânia Nakos e professora Marli Marlene pelo empenho para esse conquista. Não se trata de uma conquista de um único professor mas sim de toda comunidade escolar que poderá, através das aulas nesse novo ambiente, construir novos conhecimentos. 


Acreditamos que essa nova Geosala poderá contribuir significativamente no processo de ensinagens e de novas aprendizagens.


Além do atendimento aos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, nosso objetivo é poder atender também, dentro de nossas possibilidades, as demandas dos anos iniciais (professores e alunos) no que se refere ao conhecimento geográfico.


Portanto, sejam todos bem vindos!

28 de jul de 2013

Imagem das férias

Se pudesse escolhe uma imagem para resumir como foram estas férias, sem dúvidas, esta seria a escolhida.

Neve na Serra do Tabuleiro

Neve no topo dos morros que fazem parte da serra do Tabuleiro vista da parte insular de Florianópolis no mês de julho de 2013.

Por se tratar de um fenômeno nada comum para a região do litoral catarinense, a precipitação chamou bastante atenção.

E você? Que imagem você destacaria de suas férias?

Por uma outra Globalização

Ao discutir a introdução do livro Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência univeresal do professor Milton Santos, os alunos da 8ª série da Escola Básica Municipal Batista Pereira (2013) foram estimulados a escrever um breve texto sobre como seria, a partir de seu olhar, essa outra globalização. Varios textos foram escritos e alguns deles encaminhados para nosso site para serem publicados e aqui estão eles:

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 19ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.

E.B.M.Batista Pereira

Disciplina: Geografia

Professor: Santiago

Turma: 84

Nome: Rosângela Luiz

 

                                 O mundo como pode ser : Uma outra globalização 

 

      Hoje em dia vemos que o mundo é meio perverso. Mais poderíamos pensar em

como seria um mundo mais justo e humano.

 

      Imagine um mundo sem corrupção, sem desvio de dinheiros de hospitais e educação,

iriamos garantir a vida de mais pessoas e os estudos estariam mais presentes na vida de

muita delas.

 

        Um mundo onde todos respeitariam as leis presentes, não viveriam em um mundo consumista onde o dinheiro às vezes é mais valorizado que pessoas.

 

         Também viveríamos com misturas de raças e culturas diferentes sem preconceitos.

 

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Nome: Brendon miorando
Turma:84

COMO PODERIA SER A GLOBALIZAÇÃO

O mundo hoje em dia é mostrado como fábula, e por isso que a gente não sabe da realidade, pois como é que a medicina esta tão avançada se muitas pessoas ainda morrem de doenças simples ?

O que falo acima é só um exemplo, pois também existem varias outras coisas que são mostradas a nós como fábulas.

O mundo de hoje poderia ser um mundo justo que não tivesse egoístas, que tiram dinheiro do povo ou aumentam os lucros de forma no produto que eles oferecem!

O mundo de hoje também poderia ser um lugar onde nós respeitassemos as diferenças e aceitassemos a opinião do outro (mesmo essas coisas sendo muito dificeis).

Minha opinião é que se os donos dos meios de produção oferecessem maiores salarios aos trabalhadores das fabricas eles teriam maior motivação para trabalhar e produziriam mais (mas isso seria quase impossivel graças as empresas concorrentes).

O mundo também poderia oferecer passagens aéreas mais baratas e podia disponibilizar mais aeroportos, pois traria mais vantagens para quem quisesse viajar (principalmente a negócios) e para quem quisesse fazer universidade em outro lugar.

O mundo também poderia reduzir impostos dos produtos importados de outros países e poderia reduzir os impostos aqui mesmo no brasil.

O mundo também poderia oferecer um tipo de lei mundial que diminui-se a renda do rico e aumenta-se a renda do pobre.

O mundo de hoje também ser um lugar onde, a internet, em vez de oferecer publicidades como jogos ou spams, pudesse oferecer sites informativos que pudessem informar sobre a inflação, impostos, contato com o governo, vagas de emprego, etc.

O mundo de hoje poderia ser um lugar onde o capitalismo fosse um pouquinho mais justo.(de preferencia bem mais do que hoje em dia).

África - Palavra Cantada


Africa
Palavra Cantada

Quem não sabe onde é o sudão
saberá
A Nigéria o Gabão
Ruanda
Quem não sabe onde fica o Senegal,
A Tanzânia e a Namíbia,
Guiné Bissau?
Todo o povo do Japão
Saberá

De onde veio o
Leão de Judá
Alemnha e Canadá
Saberão
Toda a gente da Bahia
sabe já
De onde vem a melodia
Do ijexá
o sol nasce todo dia
Vem de lá

Entre o Oriente e ocidente
Onde fica?
Qual a origem de gente?
Onde fica?
África fica no meio do mapa do mundo do
atlas da vida
Áfricas ficam na África que fica lá e aqui
África ficará

Basta atravessar o mar
pra chegar
Onde cresce o Baobá
pra saber
Da floresta de Oxalá
E malê
Do deserto de alah
Do ilê
Banto mulçumanamagô
Yorubá

Países africanos, segundo alunos da 8ª série

Em sala, os alunos foram instigados a pesquisar sobre um país africano. a intenção era que eles entrassem em contato, através da investigação bibliográfica, com aspectos históricos, culturais, geográficos, econômicos e sociais de países desse continente.

os alunos tinha como produto final, elaborar um arquivo digital com suas apreensões, visando apresentar o que aprenderam com as leituras feitas. Tivemos resultados muito interessantes e a discussão em sala continua. Aqui publico alguns desses trabalhos.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sud%C3%A3o

Erros de Gravação.

Para rir com essa equipe muito alegre e cheia de vida!

27 de jul de 2013

VEJA essa!

DOSSIÊ JANGO

Dossiê Jango é um filme muito interessante que revela aspectos da história do Brasil que ainda merece atenção. Páginas que, se foram lidas, ainda não foram completamente compreendidas.

Recomendo ver o aspecto histórico e didático deste filme.

Direção: Paulo Henrique Fontenelle – Brasil – 2012 – 102 min. 12 anos
Gênero: Documentário
Distribuição: Canal Brasil
Elenco: Flávio Tavares, Zelito Viana, Luiz Carlos Barreto
Sinopse: João Goulart havia sido eleito democraticamente presidente do Brasil, mas foi expulso do cargo após o golpe de Estado de 1 de abril de 1964. Depois disso, Jango viveu exilado na Argentina, onde morreu em 1976. As circunstâncias de sua morte no país vizinho não foram bem explicadas até hoje. Seu corpo foi enterrado imediatamente após a sua morte, aumentando as suspeitas de assassinato premeditado. Este documentário traz o assunto de volta à tona e tenta esclarecer publicamente alguns fatos obscuros da história do Brasil.

Celular ao volante

É impressionante a quantidade de pessoas falando ao celular e dirigindo ao mesmo tempo nas ruas de Florianópolis.

Um perigo constante para quem está dentro do carro, bem como para quem está do lado de fora.

Outro sério problema são as crianças “jogadas” no banco de trás dos carros sem a devida proteção. Fazer o quê, se quem deveria dar exemplo pode ser, facilmente, visto sem usar o cinto de segurança?

24 de jul de 2013

Rancho "Queimado pelo Frio"

Alguns registros feitos hoje (24/07/2013) em Rancho Queimado - SC (área municipal). Logo pela manhã a temperatura ambiente atingiu 3° já perto das 10 horas os termômetros de rua marcavam 9°.

Rancho Queimado-SC
Rancho Queimado (2013). Foto: Santiago Siqueira / www.santiago.pro.br
Rancho Queimado-SC
Rancho Queimado (2013). Foto: Santiago Siqueira / www.santiago.pro.br
Rancho Queimado-SC
Rancho Queimado (2013). Foto: Santiago Siqueira / www.santiago.pro.br
Rancho Queimado-SC
Rancho Queimado (2013). Foto: Santiago Siqueira / www.santiago.pro.br

23 de jul de 2013

Neve na grande Florianópolis

Foto: Santiago Siqueira / www.santiago.pro.br
Neve na serra do Tabuleiro em Palhoça-SC (2013). Foto: Santiago Siqueira / www.santiago.pro.br
Hoje pela manhã, quem passou pela expressa Sul em Florianópolis pode observar, em direção ao continente, o acúmulo de neve nas partes mais altas da serra do Tabuleiro. O fenômeno, raro para a região da grande Florianópolis, ocorreu devido a dois fatores: baixas temperaturas com umidade.

22 de jul de 2013

Origem do Universo

Linhas Imaginárias

Atividade solicitada: Representar, em uma esfera, as principais linhas imaginárias da Terra (Paralelos) com seus respectivos nomes e graus.

linhas

Nome da Aluna: Maria Rita Lopes da Silva
Turma: 64
Data 10/05/2012.

Retorno

A partir de hoje voltarei a publicar neste blog. Deixo um presente para os olhos.

orquídea 10-04-2011 (4)

Povos tradicionais e a conservação da biodiversidade

Reproduzido de Agencia Fapesp; intertítulos de Santiago Siqueira

Avaliação é da antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, que participará de desenvolvimento de programa com o objetivo de estimular a aproximação entre a ciência e os conhecimentos tradicionais e locais (foto:Edu Cesar)

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – Na região do alto e do médio Rio Negro, no Amazonas, existem mais de 100 variedades de mandioca, cultivadas há gerações por mulheres das comunidades indígenas, que costumam fazer e compartilhar experiências de plantio, chegando a experimentar dezenas de variedades em seus pequenos roçados ao mesmo tempo.

Exemplo de conservação da agrobiodiversidade por populações tradicionais, o sistema agrícola do Rio Negro foi registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2010 como patrimônio imaterial do Brasil.

A partir da constatação de que essas práticas culturais geram uma diversidade de grande importância para a segurança alimentar, elaborou-se um projeto-piloto de colaboração entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e as organizações indígenas do médio e alto Rio Negro.

O projeto integrará uma iniciativa criada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com o objetivo de chegar a um programa que estimule a colaboração entre cientistas e detentores de conhecimentos tradicionais e locais.

A iniciativa foi anunciada por Maria Manuela Ligeti Carneiro da Cunha, professora emérita do Departamento de Antropologia da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, e professora aposentada da Universidade de São Paulo (USP), na abertura da Reunião Regional da América Latina e Caribe da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES, na sigla em inglês), ocorrida no dia 11 de julho na sede da FAPESP, em São Paulo.

“O projeto-piloto será um bom exemplo de como é possível a colaboração entre a ciência e os conhecimentos tradicionais e locais, capazes de dar grandes contribuições para a conservação da diversidade genética de plantas – um problema extremamente importante”, disse Carneiro da Cunha, coordenadora do projeto.

“A conservação in situ de variedades de plantas, por excelência, pode e deve ser feita pelas populações tradicionais. O Brasil, ao promulgar o tratado da FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura] sobre recursos fitogenéticos, se obrigou a estimular essa opção”, afirmou.

Carneiro da Cunha ressalvou que, diferentemente do que costuma se entender, os conhecimentos tradicionais não são um “tesouro”. Não são apenas dados que devem ser armazenados e disponibilizados para uso quando se desejar, como foi feito com a medicina ayurvédica, na Índia. De acordo com a antropóloga, a sabedoria tradicional é um processo vivo e em andamento, composto por formas de conhecer a natureza, além de métodos, modelos e “protocolos de pesquisa” que continuamente geram novos conhecimentos.

IPCC da biodiversidade

Criado oficialmente em abril de 2012, após quase dez anos de negociações internacionais, o IPBES tem por objetivo organizar o conhecimento sobre a biodiversidade no planeta para subsidiar decisões políticas em âmbito mundial, a exemplo do trabalho realizado nos últimos 25 anos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) em relação ao clima do planeta.

Para isso, o organismo intergovernamental independente realizará uma série de reuniões com pesquisadores da América Latina e Caribe, África, Ásia e Europa nos próximos dois meses, produzindo diagnósticos regionais que comporão um relatório sobre a biodiversidade do planeta.

Os documentos conterão as particularidades dos países de cada região e deverão levar em conta, além do conhecimento científico, a contribuição do conhecimento acumulado durante séculos pelas populações tradicionais e povos indígenas dessas regiões para auxiliar nas ações de conservação de biodiversidade.

“Uma das ações mais importantes do IPBES deverá ser o envolvimento de populações locais e indígenas desde o início do programa, chamando-as para participar do planejamento dos estudos, da identificação de temas de interesse comuns a serem estudados e do compartilhamento dos resultados”, disse Carneiro da Cunha.

“O IPCC, que iniciou suas atividades em 1988, só começou a pedir a contribuição do conhecimento dos povos tradicionais e indígenas para o desenvolvimento de ações para diminuir os impactos das mudanças climáticas globais depois da publicação de seu quarto relatório, em 2007”, contou.

Importância do conhecimento tradicional

De acordo com Carneiro da Cunha, os povos tradicionais e indígenas são muito bem informados sobre o clima e a diversidade biológica locais – e, por isso, podem ajudar os cientistas a compreender melhor as mudanças climáticas e o problema da perda da biodiversidade.

Esses povos costumam habitar áreas mais vulneráveis a mudanças climáticas e ambientais e são muito dependentes dos recursos naturais encontrados nessas regiões. Acompanham com minúcia cada detalhe que constitui e afeta diretamente sua vida e são capazes de perceber com maior acurácia mudanças no clima, na produtividade agrícola ou na diminuição de número de espécies de plantas e animais, por exemplo, apontou a antropóloga.

“Esse conhecimento minucioso é de fundamental importância. Até porque uma das limitações que esses painéis como o IPCC e, agora, o IPBES enfrentam é identificar problemas e soluções para lidar com as mudanças climáticas globais em nível local. Isso é algo que só quem mora há muitas gerações nessas regiões é capaz de perceber”, disse.

Segundo dados apresentados por Carneiro da Cunha e por Zakri Abdul Hamid, presidente do IBPES na abertura da reunião na FAPESP, há aproximadamente 30 mil espécies de plantas cultivadas no mundo, mas apenas 30 culturas são responsáveis por fornecer 95% dos alimentos consumidos pelos seres humanos; arroz, trigo, milho, milheto e sorgo respondem por 60%.

Isso porque, com a chamada “Revolução Verde”, ocorrida logo depois da Segunda Guerra Mundial, houve uma seleção das variedades mais produtivas e geneticamente uniformes, em detrimento de plantas mais adaptadas às especificidades de diferentes regiões do mundo. Diferenças de solo e clima foram corrigidas por insumos e defensivos agrícolas. Com isso, se espalhou uma grande homogeneidade de cultivares no mundo – levando à perda de muitas variedades locais.

“Houve um processo de erosão da diversidade genética das plantas cultivadas no mundo. Isso representa um enorme risco para a segurança alimentar porque as plantas são vulneráveis a ataques de pragas agrícolas, por exemplo, e cada uma das variedades locais de cultivares perdidas tinha desenvolvido defesas especiais para o tipo de ambiente em que eram cultivadas”, contou Carneiro da Cunha.

Um dos exemplos mais célebres dos impactos causados pela perda de diversidade agrícola, segundo a pesquisadora, foi a fome na Irlanda, que matou 1 milhão de pessoas no século XIX e causou o êxodo de milhares de irlandeses para os Estados Unidos.

Apenas duas das mais de mil variedades de batatas existentes na América do Sul haviam sido levadas para a Irlanda, no século XVI. Uma praga agrícola acabou com as plantações, levando à fome, uma vez que a batata já era o alimento básico na Irlanda e em outros países da Europa.

A partir daí, para evitar a ocorrência de problemas do mesmo tipo, vários países criaram bancos de germoplasma (unidades de conservação de material genético de plantas de uso imediato ou com potencial uso futuro). A medida por si só, no entanto, não basta, uma vez que as plantas coevoluem com os ambientes, que também mudam ao longo dos anos. Assim, é necessário complementar os bancos de germoplasma com ações de conservação in situ, ressaltou Carneiro da Cunha.

“É importante que se entenda que o conhecimento tradicional não é algo que simplesmente se transmitiu de geração para geração. Ele é vivo e os povos tradicionais e indígenas continuam a produzir novos conhecimentos”, ressaltou.

Entraves para aproximação

De acordo com a pesquisadora, apesar da importância da aproximação da ciência dos conhecimentos tradicionais e locais, o assunto só começou a ganhar relevância a partir da Convenção da Biodiversidade Biológica (CDB), estabelecida em 1992, durante a ECO-92.

A regulamentação do acesso ao conhecimento tradicional, previsto no artigo 8j da CDB, no entanto, ainda é um problema praticamente universal, afirmou a pesquisadora. “Peru e Filipinas já têm suas legislações. Mas ainda são poucos os países que editaram suas leis”, disse.

O Brasil ainda regula o acesso a recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais associados por meio de uma medida provisória e não se chegou ainda a um consenso para uma legislação nacional. “Não se pode ficar somente nessa atitude defensiva e acusar todo mundo de biopirataria, nessa ‘bioparanoia’ no país, que é um grande impedimento que teremos de superar”, avaliou.

É preciso estabelecer relações de confiança, afirmou a antropóloga, algo que só se consegue ao longo dos anos. Uma das formas ideais de se fazer isso, segundo ela, é quando a própria comunidade tradicional tem um problema para o qual está buscando solução e que também interessa aos cientistas.

Um exemplo disso ocorreu recentemente no âmbito do Conselho Ártico – organização intergovernamental que toma decisões estratégicas sobre o Polo Norte, reunindo oito países e 16 populações tradicionais, em sua maioria, pastores de renas.

Em parceria com as comunidades tradicionais transumantes (que deslocam periodicamente seus rebanhos de renas para regiões no Ártico, onde encontram melhores condições durante partes do ano), um grupo de pesquisadores dos países nórdicos, além da Rússia, Canadá e Estados Unidos, estudou os impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas, na economia e na sociedade da região.

Feito em colaboração com a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa, na sigla em inglês) e com diversas universidades e instituições de pesquisas, o estudo resultou em um relatório decisivo, intitulado Informe de Resiliência do Ártico (ARR, na sigla em inglês), divulgado em 2004.

“Essa talvez tenha sido a experiência mais bem-sucedida até agora de colaboração da ciência e dos conhecimentos tradicionais e locais”, avaliou Carneiro da Cunha. “É importante que os cientistas conheçam o que se faz nas comunidades tradicionais e, por sua vez, os povos tradicionais também conheçam o que se faz nos laboratórios científicos”, disse.

18 de jul de 2013

Parlamento de Portugal vai analisar pedido contra adoção do acordo ortográfico

Gilberto Costa - Correspondente da Agência Brasil/EBC 18.07.2013 - 07h35 | Atualizado em 18.07.2013 - 07h55

Bloco notas, esferográfica e dicionário

Em Portugal, o acordo está em vigor desde 13 de maio de 2009 e torna-se obrigatório a partir de maio de 2015, sete meses antes do Brasil (Manuel de Sousa/Wikimedia Commons)

Lisboa – Petição assinada por 6.212 pessoas reivindicando a desvinculação de Portugal ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 vai ser discutida no plenário na Assembleia da República de Portugal. Ainda não há data para a apreciação. Segundo o pedido apresentado em abril ao parlamento lusitano, o “desconchavado e pessimamente fundado e inútil” acordo ortográfico trará “nefastas consequências para a literacia de todas as gerações de Portugueses”.

Em Portugal, o acordo está em vigor desde 13 de maio de 2009 e torna-se obrigatório a partir de maio de 2015, sete meses antes do Brasil. A reforma já foi adotada pelas escolas (ano letivo 2011-2012), pelas editoras, pela imprensa e é obrigatório nas publicações do Estado (desde janeiro de 2012).

A petição pelo fim do acordo foi analisada na última terça-feira (16) pela Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. O parecer da comissão indica que, “devido ao número de subscritores (…), é obrigatória a apreciação da petição em plenário”

Em paralelo à análise sobre a admissão da petição, a comissão parlamentar criou um grupo de trabalho que prepara relatório de acompanhamento da aplicação do acordo ortográfico. Conforme informação da Agência Lusa, o relatório deverá ser apresentado na comissão na próxima semana.

Além das resistências de Portugal, o acordo ainda não foi assinado por Moçambique e por Angola. Em Moçambique, a reforma ortográfica foi aprovada pelo conselho de ministros, mais ainda não ratificada no parlamento. Em Angola, o ministro da Educação Pinda Simão disse à Agência Lusa que o país não é contra o acordo, mas tem dúvidas quanto a algumas normas, pondera a relação com outras línguas faladas no país e avalia gastos para edição de novos livros didáticos já com a nova ortografia.

O “estado de implementação” do acordo ortográfico será discutido em outubro em Lisboa na 2ª Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, organizado pelo Instituto Camões (ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal) e por quatro universidades portuguesas. Nenhuma instituição brasileira participa da organização.

* Com informações da Agência Lusa

Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

Extraído de EBC.com.br Acesso em 18/07/2013.

17 de jul de 2013

Intensa onda de ar polar chega a SC no domingo

No amanhecer de quinta-feira ainda pode ocorrer geada fraca nas áreas do Planalto Sul, mas o frio diminui no decorrer do dia. Na sexta e no sábado, as temperaturas estarão mais baixas durante o dia devido a cobertura de nuvens e a condição de chuva em SC. Mas, é a partir de domingo, que a temperatura despenca no estado com a chegada de uma nova e intensa onda de ar polar, com previsão de temperatura negativa nas áreas altas do estado, variando de -8°C a -10°C em Urupema, Urubici, São Joaquim, Painel e Bom Jardim da Serra, e de 0°C a 3°C no Litoral, na segunda e terça-feira, com chance de igualar e até quebrar recorde de temperatura de julho. A condição de neve ainda será avaliada e confirmada nos próximos dias, com chance entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira.

Atenção para noite de domingo, segunda e terça-feira (21 a 23/07): há condições de geada forte e ampla no estado, podendo ocorrer geada negra, com prejuízos para agricultura. Risco de congelamento na pista em alguns trechos da estrada do Rio do Rastro. Risco para os moradores de rua devido ao frio intenso. Vale ressaltar que animais (domésticos e/ou que vivem ao ar livre) também necessitam de cuidados especiais.

Gilsânia Cruz e Marilene de Lima – Meteorologistas

Fonte: http://www.ciram.com.br Acesso em 17/07/2013.

16 de jul de 2013

Prefeitura abre vagas para o Magistério

As inscrições irão até às 16h do dia 16 de agosto

foto/divulgação: Simone Losso
As provas ocorrerão no dia 20 de outubro.

    A Prefeitura de Florianópolis abriu concurso público destinado aos cargos das categorias funcionais dos Grupos Docente e Especialistas em Assuntos Educacionais da Rede Municipal de Ensino, e para o cargo de Auxiliar de Sala do Quadro único do Pessoal Civil da Administração.

 

   Há vagas para Professor Auxiliar de Tecnologia Educacional, Professor de Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Professor de Artes Plásticas, Professor de Educação Física, Orientador Educacional e Auxiliar de Sala do quadro civil. Para Professor de Artes Música, Professor de História e Supervisor Escolar, existe reserva técnica referente às vagas que surgirem após admissão dos aprovados no Concurso Público regido pelo Edital nº008/10 e durante a validade do concurso deste edital.

 

Inscrição


  A inscrição deverá ser feita pelo site: http://educa2013.fepese.org.br. O candidato deverá ler atentamente o edital, preencher o Requerimento de inscrição e enviá-lo pela Internet, imprimindo uma cópia que deve ficar em seu poder. O pagamento do boleto da taxa poderá ser feita em qualquer agência bancária até o dia 16 de agosto.


Os candidatos que não tiverem acesso à internet ou tenham alguma dificuldade poderão entrar em contato pelo telefone (48) 3953-1032 ou pessoalmente na sede da Fepese, localizada no campus da UFSC, no bairro da Trndade, em Florianópolis, até 9 de agosto.

  O horário de atendimento será nos dias úteis das 8h às 18h, exceto no último dia de inscrição que será encerrado às 16 horas.

 

Fique atento ao cronograma:

Atividades

Data Inicial

Data Final

Período de Inscrição

15/07/2013

16/08/2013

Convocação dos candidatos com deficiência para perícia

 

21/08/2013

Homologação das inscrições

 

23/09/2013

Recurso à homologação das inscrições

24/09/2013

25/09/2013

Divulgação do local de provas

 

14/10/2013

Data da Prova

 

20/10/2013

Gabarito provisório e pontuação da Prova de Títulos

 

20/10/2013

Resultado Final

 

25/11/2013

Homologação do Resultado Final e divulgação do cronograma da primeira escolha de vagas

 

09/12/2013

 

Leia o Edital completo no site: http://educa2013.fepese.org.br

Extraído de <http://www.pmf.sc.gov.br/noticias/index.php?pagina=notpagina&noti=9442> Acesso em 16/07/2013.

11 de jul de 2013

Só não faz quem não quer

Hoje vi uma imagem na rede mundial de computadores, num perfil público, que reproduzia um discurso que muito me incomoda. A velha ideia de que só não faz quem não quer. Será que é assim mesmo que as coisas são?

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Reprodução: Facebook.

Não é uma questão de "quem quer, da um jeito". A reprodução desse discurso apenas alimenta a injustiça social que aliena e condena à miséria intelectual, econômica e social uma legião de pessoas.

Olha o que ocorre nas escolas, no caso da educação, é mais fácil colocar a culpa do fracasso escolar no professor e/ou aluno do que responsabilizar os verdadeiros responsáveis pelas condições de não-qualidade da educação.

A imagem abaixo, também retirada da rede mundial de computadores, conflita com a primeira.

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Reprodução: Facebook.

O papel do professor, neste caso, e refletir ao invés de reproduzir.

Alunos nota 10 - 2° bimestre

DANIEL DAVI DA SILVA                  – T 71
GIOVANNA PEREIRA DA SILVA    – T 71
LAIS SOUZA DA SILVA                     – T 71
MARIA EDUARDA GONÇALVES     – T 71
ANA PAULA WANDRESEN               – T 74
JULIANA DA SILVA                           – T 74
LARA DA SILVA ZATARIAN            – T 74
MARIA PAULA MATOS TAVARES – T 74
MARINA SOARES DA SILVA           – T 74
WILLIAN CASTRO GASPAR            – T 74

Gráficos de Notas das 8ªs Séries

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Como surgiu o planeta Terra?

Como surgiu o planeta Terra? Essa foi a pergunta feita para alunos do 6° ano da escola básica municipal Batista Pereira.

Em estudos realizados os alunos descobriram que ao longo do tempo várias sociedades antigas criaram mitos e lendas com objetivo de explicar o mundo em que viviam. Aos alunos coube o desafio de criar sua própria histíria de como surgiu o nosso planeta.

Imaginação solta, aqui estão algumas das histórias:

Uma vez eu estava indo caçar quando as crianças da tribo vieram me perguntar como surgiu o planeta Terra ai eu contei...


Num dia estava tendo uma luta de planetas quando "sem querer" Júpiter acertou Saturno que acabou morrendo então antes de morrer Saturno disse eu vou voltar e me vingar. Então todos ficaram assustados, passaram 4,6 bilhões de anos quando apareceu uma bolinha bem pequena e de 10 em 10 anos aquela bolinha crescia. Então um dia ela ficou em seu tamanho máximo ai os planetas pensaram será que é saturno voltando para se vingar? .


Depois os planetas foram falar com a bola pequena e perguntaram


Quem é você?


Ai a bola respondeu assim eu sou a Terra e sou o único planeta que habita-se seres vivos e mortos então os outros planetas ficaram assustados.


E essa foi a história que eu contei


Marina da silva Dutra turma 63 - 09/07/2013 20:52:39


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Tudo começou quando uma garota com a pele branca e com olhos azuis andava em um lugar muito sombrio e estranho, de repente dois garotos apareceram daquelas assustadores sombras e neblina, e os dois eram melhores amigos, e eram muito diferentes um era loiro com olhos castanhos, já o outro tinha o olhos e cabelos azuis.


Eles foram falar com a garota, que estava paralisada sem saber pra onde ia, então depois de uma longa conversa eles viraram amigos, os três foram para outro lugar, um lugar onde tudo era mais bonito, mas alegre, sem aquela escuridão, tudo era colorido. Mais em um certo dia eles revelaram um segredo, esse segredo foi revelado apenas entre os três. O primeiro a revelar seu segredo foi "Sunny" ele disse que todo dia após as 6:00 da manhã ele aparece, e a garota ficou pensando no que ele estava falando, e ele continuou falando até chegar ao ponto de dizer que ele era o SOL, a garota ficou surpresa ao saber que ele era uma estrela menor que ela.


Ela foi a segunda a revelar seu segredo, ela foi logo falando eu apareço durante a noite, sou branca, meu nome é "moon" bom, eu sou a LUA. E assim o terceiro garoto ficou um pouco triste em saber que ele não era uma estrela igual os outros dois, mais ficou feliz em saber que era o único planeta que estava entre eles, depois disso ele começou a contar seu segredo, ele disse que seu nome era "Land" e explicou que ele era azul tinha bastante parte de si verde, muita gente o habitava, e os dois que ouviam ele contar seu segredo já imaginavam quem ele era a Terra, mas ele continuou falando e falando até chegar a dizer que ele era a TERRA. Eles olharam um para os outros e já estava chegando a manhã então "Sunny" saiu correndo e de repente um brilho imenso o engoliu e ele sumiu, depois de alguns segundos a Lua também sumiu, e a Terra estava orbitando em volta deles.


Nome: Estefani Podestá Anjo Turma: 63 Professor - 09/07/2013 23:52:17

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Nome: Kênia Silva Veiga Turma: 63 Professor - 08/07/2013 23:52:17

[caption id="attachment_189" align="alignnone" width="300"]Texto produzido pela aluna Kenia Silva Veiga T63 de 6° ano. Tema: Como surgiu o planeta Terra? Texto produzido pela aluna Kenia Silva Veiga T63 de 6° ano. Tema: Como surgiu o planeta Terra?[/caption]

[caption id="attachment_188" align="alignnone" width="300"]Ilustração feita pela aluna Kenia Silva Veiga T63 de 6° ano. Tema: Como surgiu o planeta Terra? Ilustração feita pela aluna Kenia Silva Veiga T63 de 6° ano. Tema: Como surgiu o planeta Terra?[/caption]

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[caption id="attachment_194" align="alignnone" width="245"]Texto elaborado pelo aluno Eduardo Guimarães Teixeira durante atividade sobre Como surgiu o planeta Terra? Texto elaborado pelo aluno Eduardo Guimarães Teixeira durante atividade sobre Como surgiu o planeta Terra?[/caption]

Dia nacional de lutas

Fui para escola hoje cedo - portões fechados. Quando estes momentos ocorrem revela-se o tipo de escola/educação que verdadeiramente defendemos. Que tal parar por uma educação melhor, ficando na escola e discutindo isso? Que tal (re)pensar o PPP da unidade neste momento? Muitos dos que assinam documentos em favor da paralisação da escola, em favor da manifestação, não irão em passeata nenhuma, muitos ficarão em casa, "protestando" e defendendo uma escola que eu não defendo por não acreditar nela.

Gráfico de notas dos 7° anos

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10 de jul de 2013

Alunos nota 10 - 2° Bimestre - 2013

Relação de alunos que forma com nota 10,0 no boletim escolar. 2° bimestre de 2013.

MYKAELLA ZELIA PEREIRA – Turma 62
WAGNER RODRIGUES INACIO JUNIOR – Turma 63

Parabéns!

África - Palavra Cantada


Africa
Palavra Cantada

Quem não sabe onde é o sudão
saberá
A Nigéria o Gabão
Ruanda
Quem não sabe onde fica o Senegal,
A Tanzânia e a Namíbia,
Guiné Bissau?
Todo o povo do Japão
Saberá

De onde veio o
Leão de Judá
Alemnha e Canadá
Saberão
Toda a gente da Bahia
sabe já
De onde vem a melodia
Do ijexá
o sol nasce todo dia
Vem de lá

Entre o Oriente e ocidente
Onde fica?
Qual a origem de gente?
Onde fica?
África fica no meio do mapa do mundo do
atlas da vida
Áfricas ficam na África que fica lá e aqui
África ficará

Basta atravessar o mar
pra chegar
Onde cresce o Baobá
pra saber
Da floresta de Oxalá
E malê
Do deserto de alah
Do ilê
Banto mulçumanamagô
Yorubá