30 de mar de 2013

Estado de guerra

Kim Jong-Un, líder supremo da Coreia do Norte
(petersnoopy / Creative Commons)

A Coreia do Norte declarou entrar  em "estado de guerra" contra a Coreia do Sul.

A Coreia do Norte vem ameaçando seus adversários com ataques quase diários, mas analistas não descartam o risco de guerra. O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnestm, disse que a retórica apenas aprofunda o isolamento do país comunista.

Os Estados Unidos condenaram a "retórica belicosa" dos norte-coreanos.

A Rússia advertiu que a troca de ameaças pode criar um "círculo vicioso". As Coreias do Sul e do Norte estão tecnicamente em guerra desde 1953 - quando a guerra acabou sem a assinatura de um armistício.

A tensão na península coreana aumentou desde que Pyongyang fez seu terceiro teste nuclear, em 12 de fevereiro - que resultou na imposição ao país de novas sanções internacionais.

Na quinta-feira (28/03/2013), a mídia da Coreia do Norte informou que o líder Kim Jong-un "decidiu que é hora de acertar as contas com os imperialistas dos Estados Unidos". Ele condenou o sobrevoou de aviões bombardeiros B-2 americanos - com capacidade de transportar armas nucleares - sobre a Coreia do Sul. Disse que os EUA pretenderiam iniciar uma guerra nuclear na península.

Pyongyang nomeou bases americanas no Havaí, Guam e Coreia do Sul como seus alvos potenciais. A mídia da Coreia do Norte exibiu imagens de milhares de militares e estudantes em uma manifestação de apoio às declarações de Jong-un.

Os EUA já haviam enviado aviões B-52 à Coreia do Sul no início do mês como uma resposta às ameaças de Pyongyang. Representantes da China e da Rússia fizeram um apelo pelo alívio das tensões na região.

Fonte: www.ebc.com.br

Editado por Santiago Siqueira – www.santiago.pro.br

Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

7º ano - Respostas - questões de compreensão–Página 17

Caros alunos já está disponível no Site do professor Santiago as sugestões de respostas para as atividades da página 17 do seu livro didático. Confiram seus acertos e tirem as dúvidas com seu professor em sala de aula.

26 de mar de 2013

História afro-brasileira ainda não é ensinada nas escolas

No quesito educação, os negros também sofrem com a dificuldade de acesso. Um grande desafio é tirar do papel a lei que obriga as escolas a ensinarem a história e a cultura afro-brasileiras.

Fonte: Portal EBC

23 de mar de 2013

Tuitando com os alunos

São estas manifestações de carinho que enche de alegria a alma da gente. A imagem mostra o Twitter de duas alunas.


22 de mar de 2013

MUITO ALÉM DO PESO

Pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam sintomas de doenças de adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2.
Todos têm em sua base a obesidade.
O documentário discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.

com
Jamie Oliver, Amit Goswami, Frei Betto, Ann Cooper, William Dietz, Walmir Coutinho, entre outros.
Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti
Direção de Produção: Juliana Borges
Fotografia: Renata Ursaia
Montagem: Jordana Berg
Projeto Gráfico: Birdo
Trilha Sonora: Luiz Macedo
Produção: Maria Farinha Filmes
Patrocínio: Instituto Alana

Este trabalho foi licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt

Dia Mundial da Água

A água potável mata a sede do homem e dos animais, permite a higiene pessoal, é essencial para a agricultura, produz energia e serve à navegação. Por isso, a necessidade de enfatizar a cooperação para a gestão da água potável, em seus diversos níveis
rio amazonasNa próxima sexta-­​feira, comemora-se o Dia Mundial da Água. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) há 20 anos para estimular a reflexão e a mudança de atitude em relação ao recurso natural mais importante para a humanidade.
Para orientar as celebrações em 2013, a ONU escolheu o tema “Cooperação pela água”. A intenção é estimular a elaboração e a divulgação de medidas práticas para utilização conjunta e consciente da água doce. Em anos anteriores, foram debatidos assuntos como água e segurança alimentar e saneamento.
Rios que atravessam fronteiras exigem cooperação internacional. Os países precisam partilhar água subterrânea fronteiriça, importante fonte de água doce. “Embora haja água doce suficiente para todos, os recursos são distribuídos de forma desigual. Em muitas regiões, a água é cada vez mais escassa devido ao crescimento ­populacional, urbanização, poluição, desenvolvimento econômico e mudanças no clima”, alerta a ONU.
Na avaliação do organismo internacional, a pressão crescente sobre os recursos hídricos cria um ambiente favorável a conflitos e torna mais difícil gerenciar a água de forma sustentável e equitativa.
Atualmente, cerca de 60% das 276 bacias hidrográficas internacionais não possuem gestão cooperativa. Como caso bem-sucedido de compartilhamento de água, a ONU lembra as negociações travadas entre Jordânia e Israel, a partir de 1950, para a gestão do Rio Jordão, mesmo em ambiente de conflito no Oriente Médio. Outro exemplo lembrado é o do Rio Mekong, na Ásia. A Guerra do Vietnã não impediu que Camboja, Laos, Tailândia e Vietnã continuassem trocando informações sobre o fluxo do rio, tão importante para a sobrevivência dos habitantes da região. “A água pode ser também um catalisador para a cooperação e para a construção de relações pacíficas. Muitas vezes, as negociações sobre uma questão prática fornecem uma base para o diálogo, mesmo quando relações políticas são tensas. A cooperação em torno da água pode, assim, servir também como um caminho para o processo de paz”, acredita a ONU.
Brasil 
O assessor internacional da Agência Nacional de Águas (ANA), Luiz Amore, explica que a gestão compartilhada de rios fronteiriços é uma diretriz das normas brasileiras. Está, por exemplo, no Plano Nacional de Recursos Hídricos, que possui planos específicos para cada uma das 12 regiões hidrográficas ­brasileiras, e no Plano Estratégico de Recursos Hídricos dos Afluentes da Margem Direita do Rio Amazonas. As ações envolvem cooperação técnico-científica e gestão conjunta, com troca de ­informações e ­experiências.
A cooperação pela água também vem se fortalecendo internamente. O assessor lembra o Programa de Desenvolvimento do Setor Água (Interáguas), que fornece assistência técnica para planejamento e gestão dos recursos hídricos, especialmente nas regiões menos desenvolvidas do país. Estão previstos R$ 283,3 milhões para aplicação no programa.



Desigualdade também é hídrica
De acordo com a ONU, cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água suficiente para atender necessidades diárias de consumo e higiene. Para viver com dignidade, uma pessoa precisa de 110 litros por dia.
Segundo projeções das Nações Unidas, em 2025, 1,8 bilhão de pessoas terão carência absoluta de água. Dois terços da população mundial viverão em países com sérios problemas de abastecimento, especialmente na África, no Oriente Médio e na Ásia.
Hoje, a disparidade entre os países é grande. Nos Estados Unidos, a média de consumo é de 300 litros/dia por pessoa. Na Europa, 200 litros. No Brasil, 150 litros.
A África Subsaariana consome entre 10 e 20 litros/dia.  De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), gastar mais de 120 litros de água por dia é desperdiçar recursos naturais.
Brasil: reservatório de água do mundo
O Brasil é o país que mais possui água doce, 12% de todas as fontes mundiais. Algumas delas são geograficamente partilhadas com os países vizinhos.
É o caso da bacia do Rio Amazonas, a mais extensa rede hidrográfica do planeta, que começa nos Andes peruanos e termina no Oceano Atlântico. Percorre o território do Brasil (63%), Peru (17%), Bolívia (11%), Colômbia (5,8%), Equador (2,2%), Venezuela (0,7%) e Guiana (0,2%). Por ela, correm 20% das águas doces superficiais do mundo.
O Tratado de Cooperação Amazônica — assinado em 1978 por Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Suriname, Colômbia, Guiana e Venezuela — é o instrumento jurídico que reconhece o caráter fronteiriço da bacia. Em 1998, foi criada a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com sede em Brasília. Em 2011, o Ministério das Relações Exteriores realizou a primeira reunião dos países-membros da OTCA para promover o diálogo multilateral sobre a região hidrográfica.
Os oito países fazem parte também do Projeto Gerenciamento Integrado e Sustentável dos Recursos Hídricos Transfronteiriços na Bacia do Rio Amazonas. A ­intenção do projeto é promover o uso sustentável do solo e dos recursos hídricos da região em face dos impactos decorrentes das mudanças climáticas.
De acordo com a ANA, por causa do tratado e do plano, não existem sérios ­problemas quanto à ­utilização da água na bacia amazônica”.
O Sistema Aquífero Guarani é um dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce do mundo e possui alto valor estratégico, pois está em região com grande demanda de água. O aquífero é uma formação geológica capaz de armazenar água potável. Segundo a ONU, 2 bilhões de pessoas dependem dos 273 aquíferos do mundo. 

Quatro países
O Aquífero Guarani abrange parte dos territórios de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em 2010, os quatro países assinaram acordo  para ampliar os níveis de cooperação científica sobre o sistema e criar mecanismos de gestão compartilhada dos recursos hídricos.
O acordo foi aprovado por Argentina e Uruguai, mas precisa ser votado pelos Parlamentos brasileiro e paraguaio.



No Brasil, a reserva estende-se por Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São ­Paulo. Já foram implantados projetos-piloto em áreas representativas do sistema e que apresentam possibilidade de conflitos relacionados ao uso de águas ­subterrâneas ou a mudanças no uso do solo. Duas áreas estão em regiões ­fronteiriças: Santana do Livramento (Brasil)–Rivera (Uruguai) e Concordia (Argentina)–Salto (Uruguai). As outras duas são Itapúa (Paraguai) e Ribeirão Preto (Brasil).
Regulamentação de águas em depósito e tarifa social são alguns dos projetos do Senado
Em relação à água, o Senado tem investido na aprovação de projetos que procuram aperfeiçoar o setor. A Comissão de Meio Ambiente (CMA) debate o Projeto de Lei do Senado (PLS) 398/12, de Pedro Taques (PDT-MT), que ­regulamenta a ­propriedade da União sobre águas em depósito. O artigo 26 da Constituição estabelece que são propriedade dos estados as águas superficiais ou subterrâneas e as águas em depósito, “ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as ­decorrentes de obras da União”. Águas em depósito são as contidas em reservatórios construídos para armazenar para o consumo humano, dessedentar animais, irrigar, navegar, produzir energia, entre outros.
“A ressalva da ­Constituição é compreensível, pois são atribuídas à União responsabilidades como a de planejar e promover a defesa contra as secas, explorar o aproveitamento energético dos cursos d’água e legislar a respeito de águas e energia”, esclarece o senador.
A CMA também analisa o PLS 233/11, de Gim (PTB-DF), que institui a tarifa social para consumo de água. A proposta inclui no Plano Nacional de Saneamento Básico a concessão de tarifa mais baixa de água para ­consumidores de baixa renda, desempregados e pessoas com deficiência.
“Pretende-se assegurar uma uniformidade nas tarifas cobradas das populações mais necessitadas, à semelhança do que já existe para as tarifas de energia elétrica”, explica o senador.
Já a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) discute o PLS 533/11, de Jayme Campos (DEM-MT), que autoriza o Executivo a instituir incentivo fiscal para estimular pessoas jurídicas a exercerem o controle de resíduos, entre eles o ­tratamento e a despoluição da água. Para o senador, a instalação de equipamentos para controle de resíduos pelas indústrias vem sendo feita de forma lenta, em descompasso com a crescente pressão social pela conservação do meio ambiente.
Ainda falta saneamento básico
A questão não é só ter água, mas também ter água de qualidade. A ONU estima que 3.900 crianças morram por dia de doenças relacionadas com água suja. Ao todo, 1,8 milhão de pessoas morrem todos os anos de diarreia e outras doenças como a cólera. E cerca de 2,6 milhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico.
No Brasil, a situação também deixa a desejar. O Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que 15,1% das crianças brasileiras na faixa de zero a 4 anos vivem em áreas em que o esgoto corre a céu aberto. A Região Norte é a que se encontra em pior situação: 32,2% das casas possuem esgoto no entorno. No Nordeste, são 26,3%.
Das capitais com mais de 1 milhão de habitantes, Belém foi a triste campeã: 44,5% das residências convivem com falta de esgoto. Em seguida, estão São Luís (33,9%) e Manaus (20,2%). Na outra ponta, Goiânia e Belo Horizonte figuram como as cidades que apresentaram melhor ­infraestrutura de saneamento.
E não basta apenas coletar o esgoto. É preciso tratá-lo.  De 1995 a 2005, o percentual de esgoto tratado, em relação ao coletado, passou de 8,7% para 61,6%. Mas o número alto pode enganar, segundo o IBGE, pois se refere ao percentual de esgoto tratado em relação ao coletado.
Portanto, o valor elevado pode ser decorrência de uma baixa coleta de esgoto.
aguaAlém de não coletar e tratar o esgoto, o Brasil também não fiscaliza a qualidade da água. Dos 5.565 municípios brasileiros, 2.659 (47,8%) não monitoravam a qualidade da água em 2011. Somente 28% (1.569) contavam com uma política municipal de ­saneamento básico. Os dados fazem parte da Pesquisa de Informações Básicas Municipais de 2011, do IBGE. Saneamento básico inclui acesso a sistema de abastecimento de água, acesso a esgotamento sanitário, tratamento do esgoto e coleta e destinação final do lixo.
Iniciativas
A meta é resolver até 2030 os problemas de saneamento básico. Em 2008, foi lançado o Plano Nacional de Saneamento Básico, instituído pela Lei 11.445/07, que estabeleceu as ações necessárias e uma previsão de investimentos para atingir o objetivo. Serão aplicados R$ 420 ­bilhões, sendo 60% do governo federal e 40% de estados, municípios e iniciativa privada. Desse total, R$ 157 bilhões vão para esgotamento sanitário, R$ 105 bilhões para abastecimento de água, R$ 87 bilhões para melhoria da gestão, R$ 55 bilhões para drenagem e R$ 16 bilhões para resíduos sólidos.

Os recursos aplicados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão incluídos nessa conta. No PAC 1, foram repassados R$ 40 bilhões — R$ 36 bilhões do Ministério das Cidades e R$ 4 bilhões da Fundação Nacional de ­Saúde — a municípios e estados para licitação e execução das obras.
Em fevereiro deste ano, o governo federal divulgou balanço das obras do PAC 2, no qual afirmou que 60% das obras de saneamento contratadas já foram executadas. A ­previsão do governo é gastar R$ 24,8 bilhões em 3.400 iniciativas que vão beneficiar quase 8 milhões de famílias.
Fonte: Joseana Paganine, Jornal do Senado
Título original: Dia Mundial da Água incentiva cooperação entre os países.

Pequenas verdades sobre o uso da água

 

21 de mar de 2013

Pequenas verdades sobre o uso da água

20 de mar de 2013

Outono em Santa Catarina

A previsão para o trimestre março/abril/maio é de chuva próxima a acima da média climatológica em Santa Catarina. Março deve ser típico com chuva próxima a média no Estado. Esse mês marca a transição entre o verão e o outono, e especialmente na primeira quinzena ainda predominam as características de verão, com mudança no padrão atmosférico na segunda quinzena. Ainda são esperados temporais isolados associados ao aquecimento diurno, passagem de frentes frias, bem como ocorrência de chuva forte localizada, num curto espaço de tempo, com rajadas intensas de vento e granizo. Por isso, salienta-se a importância do acompanhamento da previsão diária de tempo no site da Epagri/Ciram.

Em abril e maio a perspectiva é de chuva próxima a média no Oeste e Meio Oeste e próxima a acima do Planalto ao Litoral, lembrando que no outono o volume de chuva diminui em relação aos meses de verão (link). Nessa estação a chuva ocorre principalmente associada a passagens de frentes frias, sistemas de baixa pressão e vórtices ciclônicos. Também é a época de atuação frequente dos ciclones extratropicais, próximo ao litoral, que oferecem perigo às embarcações, quando os ventos fortes e mar agitado muitas vezes resultam em ressaca.

Em relação às temperaturas, a previsão é que fiquem próximas a ‘normal’ climatológica, no trimestre, ou seja, um outono típico. Boa parte de março ainda terá características de verão com temperaturas mais elevadas, podendo chegar as primeiras massas de ar frio, fracas e de curta durabilidade, no fim do mês. Mas é a partir de maio que as ondas de frio mais intensas atuam em SC, com geadas generalizadas na maioria das regiões catarinenses e, possibilidade de neve, principalmente, no Planalto Sul. Mesmo assim, eventos prolongados de temperaturas elevadas (acima de 30ºC) podem ocorrer, especialmente no mês de maio, caracterizando os veranicos.

Outra característica do outono é os nevoeiros nas primeiras horas da manhã e a grande amplitude térmica diária (diferença de temperatura mínima e máxima), ou seja o dia começa com temperaturas mais baixas e durante a tarde, com a presença do sol, a temperatura sobe e chega até a fazer calor.

Fonte: Epagri Ciram

19 de mar de 2013

Dia Mundial da Água

A água potável mata a sede do homem e dos animais, permite a higiene pessoal, é essencial para a agricultura, produz energia e serve à navegação. Por isso, a necessidade de enfatizar a cooperação para a gestão da água potável, em seus diversos níveis

rio amazonasNa próxima sexta-­​feira, comemora-se o Dia Mundial da Água. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) há 20 anos para estimular a reflexão e a mudança de atitude em relação ao recurso natural mais importante para a humanidade.

Para orientar as celebrações em 2013, a ONU escolheu o tema “Cooperação pela água”. A intenção é estimular a elaboração e a divulgação de medidas práticas para utilização conjunta e consciente da água doce. Em anos anteriores, foram debatidos assuntos como água e segurança alimentar e saneamento.

Rios que atravessam fronteiras exigem cooperação internacional. Os países precisam partilhar água subterrânea fronteiriça, importante fonte de água doce. “Embora haja água doce suficiente para todos, os recursos são distribuídos de forma desigual. Em muitas regiões, a água é cada vez mais escassa devido ao crescimento ­populacional, urbanização, poluição, desenvolvimento econômico e mudanças no clima”, alerta a ONU.

Na avaliação do organismo internacional, a pressão crescente sobre os recursos hídricos cria um ambiente favorável a conflitos e torna mais difícil gerenciar a água de forma sustentável e equitativa.

Atualmente, cerca de 60% das 276 bacias hidrográficas internacionais não possuem gestão cooperativa. Como caso bem-sucedido de compartilhamento de água, a ONU lembra as negociações travadas entre Jordânia e Israel, a partir de 1950, para a gestão do Rio Jordão, mesmo em ambiente de conflito no Oriente Médio. Outro exemplo lembrado é o do Rio Mekong, na Ásia. A Guerra do Vietnã não impediu que Camboja, Laos, Tailândia e Vietnã continuassem trocando informações sobre o fluxo do rio, tão importante para a sobrevivência dos habitantes da região. “A água pode ser também um catalisador para a cooperação e para a construção de relações pacíficas. Muitas vezes, as negociações sobre uma questão prática fornecem uma base para o diálogo, mesmo quando relações políticas são tensas. A cooperação em torno da água pode, assim, servir também como um caminho para o processo de paz”, acredita a ONU.

Brasil

O assessor internacional da Agência Nacional de Águas (ANA), Luiz Amore, explica que a gestão compartilhada de rios fronteiriços é uma diretriz das normas brasileiras. Está, por exemplo, no Plano Nacional de Recursos Hídricos, que possui planos específicos para cada uma das 12 regiões hidrográficas ­brasileiras, e no Plano Estratégico de Recursos Hídricos dos Afluentes da Margem Direita do Rio Amazonas. As ações envolvem cooperação técnico-científica e gestão conjunta, com troca de ­informações e ­experiências.

A cooperação pela água também vem se fortalecendo internamente. O assessor lembra o Programa de Desenvolvimento do Setor Água (Interáguas), que fornece assistência técnica para planejamento e gestão dos recursos hídricos, especialmente nas regiões menos desenvolvidas do país. Estão previstos R$ 283,3 milhões para aplicação no programa.

Desigualdade também é hídrica

De acordo com a ONU, cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água suficiente para atender necessidades diárias de consumo e higiene. Para viver com dignidade, uma pessoa precisa de 110 litros por dia.

Segundo projeções das Nações Unidas, em 2025, 1,8 bilhão de pessoas terão carência absoluta de água. Dois terços da população mundial viverão em países com sérios problemas de abastecimento, especialmente na África, no Oriente Médio e na Ásia.

Hoje, a disparidade entre os países é grande. Nos Estados Unidos, a média de consumo é de 300 litros/dia por pessoa. Na Europa, 200 litros. No Brasil, 150 litros.

A África Subsaariana consome entre 10 e 20 litros/dia.  De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), gastar mais de 120 litros de água por dia é desperdiçar recursos naturais.

Brasil: reservatório de água do mundo

O Brasil é o país que mais possui água doce, 12% de todas as fontes mundiais. Algumas delas são geograficamente partilhadas com os países vizinhos.

É o caso da bacia do Rio Amazonas, a mais extensa rede hidrográfica do planeta, que começa nos Andes peruanos e termina no Oceano Atlântico. Percorre o território do Brasil (63%), Peru (17%), Bolívia (11%), Colômbia (5,8%), Equador (2,2%), Venezuela (0,7%) e Guiana (0,2%). Por ela, correm 20% das águas doces superficiais do mundo.

O Tratado de Cooperação Amazônica — assinado em 1978 por Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Suriname, Colômbia, Guiana e Venezuela — é o instrumento jurídico que reconhece o caráter fronteiriço da bacia. Em 1998, foi criada a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com sede em Brasília. Em 2011, o Ministério das Relações Exteriores realizou a primeira reunião dos países-membros da OTCA para promover o diálogo multilateral sobre a região hidrográfica.

Os oito países fazem parte também do Projeto Gerenciamento Integrado e Sustentável dos Recursos Hídricos Transfronteiriços na Bacia do Rio Amazonas. A ­intenção do projeto é promover o uso sustentável do solo e dos recursos hídricos da região em face dos impactos decorrentes das mudanças climáticas.

De acordo com a ANA, por causa do tratado e do plano, não existem sérios ­problemas quanto à ­utilização da água na bacia amazônica”.

O Sistema Aquífero Guarani é um dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce do mundo e possui alto valor estratégico, pois está em região com grande demanda de água. O aquífero é uma formação geológica capaz de armazenar água potável. Segundo a ONU, 2 bilhões de pessoas dependem dos 273 aquíferos do mundo.

Quatro países

O Aquífero Guarani abrange parte dos territórios de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em 2010, os quatro países assinaram acordo  para ampliar os níveis de cooperação científica sobre o sistema e criar mecanismos de gestão compartilhada dos recursos hídricos.

O acordo foi aprovado por Argentina e Uruguai, mas precisa ser votado pelos Parlamentos brasileiro e paraguaio.
No Brasil, a reserva estende-se por Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São ­Paulo. Já foram implantados projetos-piloto em áreas representativas do sistema e que apresentam possibilidade de conflitos relacionados ao uso de águas ­subterrâneas ou a mudanças no uso do solo. Duas áreas estão em regiões ­fronteiriças: Santana do Livramento (Brasil)–Rivera (Uruguai) e Concordia (Argentina)–Salto (Uruguai). As outras duas são Itapúa (Paraguai) e Ribeirão Preto (Brasil).

Regulamentação de águas em depósito e tarifa social são alguns dos projetos do Senado

Em relação à água, o Senado tem investido na aprovação de projetos que procuram aperfeiçoar o setor. A Comissão de Meio Ambiente (CMA) debate o Projeto de Lei do Senado (PLS) 398/12, de Pedro Taques (PDT-MT), que ­regulamenta a ­propriedade da União sobre águas em depósito. O artigo 26 da Constituição estabelece que são propriedade dos estados as águas superficiais ou subterrâneas e as águas em depósito, “ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as ­decorrentes de obras da União”. Águas em depósito são as contidas em reservatórios construídos para armazenar para o consumo humano, dessedentar animais, irrigar, navegar, produzir energia, entre outros.

“A ressalva da ­Constituição é compreensível, pois são atribuídas à União responsabilidades como a de planejar e promover a defesa contra as secas, explorar o aproveitamento energético dos cursos d’água e legislar a respeito de águas e energia”, esclarece o senador.

A CMA também analisa o PLS 233/11, de Gim (PTB-DF), que institui a tarifa social para consumo de água. A proposta inclui no Plano Nacional de Saneamento Básico a concessão de tarifa mais baixa de água para ­consumidores de baixa renda, desempregados e pessoas com deficiência.

“Pretende-se assegurar uma uniformidade nas tarifas cobradas das populações mais necessitadas, à semelhança do que já existe para as tarifas de energia elétrica”, explica o senador.

Já a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) discute o PLS 533/11, de Jayme Campos (DEM-MT), que autoriza o Executivo a instituir incentivo fiscal para estimular pessoas jurídicas a exercerem o controle de resíduos, entre eles o ­tratamento e a despoluição da água. Para o senador, a instalação de equipamentos para controle de resíduos pelas indústrias vem sendo feita de forma lenta, em descompasso com a crescente pressão social pela conservação do meio ambiente.

Ainda falta saneamento básico

A questão não é só ter água, mas também ter água de qualidade. A ONU estima que 3.900 crianças morram por dia de doenças relacionadas com água suja. Ao todo, 1,8 milhão de pessoas morrem todos os anos de diarreia e outras doenças como a cólera. E cerca de 2,6 milhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico.

No Brasil, a situação também deixa a desejar. O Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que 15,1% das crianças brasileiras na faixa de zero a 4 anos vivem em áreas em que o esgoto corre a céu aberto. A Região Norte é a que se encontra em pior situação: 32,2% das casas possuem esgoto no entorno. No Nordeste, são 26,3%.

Das capitais com mais de 1 milhão de habitantes, Belém foi a triste campeã: 44,5% das residências convivem com falta de esgoto. Em seguida, estão São Luís (33,9%) e Manaus (20,2%). Na outra ponta, Goiânia e Belo Horizonte figuram como as cidades que apresentaram melhor ­infraestrutura de saneamento.

E não basta apenas coletar o esgoto. É preciso tratá-lo.  De 1995 a 2005, o percentual de esgoto tratado, em relação ao coletado, passou de 8,7% para 61,6%. Mas o número alto pode enganar, segundo o IBGE, pois se refere ao percentual de esgoto tratado em relação ao coletado.

Portanto, o valor elevado pode ser decorrência de uma baixa coleta de esgoto.

aguaAlém de não coletar e tratar o esgoto, o Brasil também não fiscaliza a qualidade da água. Dos 5.565 municípios brasileiros, 2.659 (47,8%) não monitoravam a qualidade da água em 2011. Somente 28% (1.569) contavam com uma política municipal de ­saneamento básico. Os dados fazem parte da Pesquisa de Informações Básicas Municipais de 2011, do IBGE. Saneamento básico inclui acesso a sistema de abastecimento de água, acesso a esgotamento sanitário, tratamento do esgoto e coleta e destinação final do lixo.

Iniciativas

A meta é resolver até 2030 os problemas de saneamento básico. Em 2008, foi lançado o Plano Nacional de Saneamento Básico, instituído pela Lei 11.445/07, que estabeleceu as ações necessárias e uma previsão de investimentos para atingir o objetivo. Serão aplicados R$ 420 ­bilhões, sendo 60% do governo federal e 40% de estados, municípios e iniciativa privada. Desse total, R$ 157 bilhões vão para esgotamento sanitário, R$ 105 bilhões para abastecimento de água, R$ 87 bilhões para melhoria da gestão, R$ 55 bilhões para drenagem e R$ 16 bilhões para resíduos sólidos.

Os recursos aplicados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão incluídos nessa conta. No PAC 1, foram repassados R$ 40 bilhões — R$ 36 bilhões do Ministério das Cidades e R$ 4 bilhões da Fundação Nacional de ­Saúde — a municípios e estados para licitação e execução das obras.

Em fevereiro deste ano, o governo federal divulgou balanço das obras do PAC 2, no qual afirmou que 60% das obras de saneamento contratadas já foram executadas. A ­previsão do governo é gastar R$ 24,8 bilhões em 3.400 iniciativas que vão beneficiar quase 8 milhões de famílias.

Fonte: Joseana Paganine, Jornal do Senado
Título original: Dia Mundial da Água incentiva cooperação entre os países.

15 de mar de 2013

BACHILLETATO POPULAR EN LA BOCA

Recebido por e-mail e socializando.

BACHILLETATO POPULAR EN LA BOCA

El bachillerato Popular Germán Abdala en el marco del Proyecto Político Pedagógico, realiza sus practicas de formación de educadores populares desde la concepción política pedagógica nacida en América Latina que inspiro Paulo Freire. Esta concepción se define como una pedagogía liberadora, cuestionadora de todo sistema educativo que sirve para la domesticación, para perpetuar las relaciones de poder existentes, para anular el pensamiento critico y generar sujetos pasivos ante la vida, ante la realidad.Promovemos procesos de formación de estudiantes críticos, cuestionadores, problematizadores de la realidad e identificamos la naturaleza política de la educación popular como una herramienta que sirve para contribuir con procesos organizativos que tiendan a la transformación y a la emancipación de la sociedad en que vivimos, de manera que a partir de la lectura del mundo y a través de una acción concreta se asuma el
compromiso de recrearlo.

En esta oportunidad requerimos profesores de Geografía para interactuar como pareja pedagógica con profesores de Historia.

Funcionamos en el barrio de La Boca, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, de
lunes a viernes de 18 a22.

Quienes estén interesados, enviar su CV respondiendo a cehumboldt@yahoo.com.ar

13 de mar de 2013

Horário das aulas - Geografia - 2013

HORÁRIO DE AULA DE GEOGRAFIA MATUTINO - 2013
EBM BATISTA PEREIRA
PROFESSOR SANTIAGO SIQUEIRA – www.santiago.pro.br

 

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

1ª aula

71

H.A. vesp.

H.A. vesp.

71

H.A. matutino

2ª aula

62

H.A. vesp.

H.A. vesp.

71

H.A. matutino

3ª aula

62

H.A. vesp.

H.A. vesp.

61

H.A. matutino

4ª aula

61

H.A. vesp.

H.A. vesp.

*

H.A. matutino

5ª aula

61

H.A. vesp.

H.A. vesp.

62

H.A. matutino

H.A. – Hora Atividade.
* Atendimento aos pais ou responsável pelo aluno.

 

HORÁRIO DE AULA DE GEOGRAFIA VESPERTINO - 2013
EBM BATISTA PEREIRA
PROFESSOR SANTIAGO SIQUEIRA – www.santiago.pro.br

 

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

1ª aula

64

84

PIBID

*

PIBID

2ª aula

83

84

75

75

PIBID

3ª aula

83

83

64

74

PIBID

4ª aula

63

64

74

74

PIBID

5ª aula

63

75

84

63

PIBID

* Atendimento aos pais ou responsável pelo aluno.

9 de mar de 2013

Diário de Classe

IMPORTÂNCIA DO PREENCHIMENTO CORRETO DO DIÁRIO DE CLASSE
diariodeclasseO Diário de Classe é um documento oficial da Unidade Escolar e um instrumento de responsabilidade do PROFESSOR com a finalidade de registrar e documentar a frequência e o aproveitamento individual do aluno regularmente matriculado. É também, o documento de controle e confirmação do trabalho do professor e dos alunos. Devido à sua importância, deverá ser preenchido somente pelo professor de forma cuidadosa, sem rasuras e à caneta.
ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR REFERENTES AO DIÁRIO DE CLASSE
- Preencher o diário de classe de acordo com as aulas ministradas, conforme as orientações estabelecidas no Regimento Interno da U.E.;
- Garantir a clareza e a sequência lógica nos registros dos conteúdos de forma que seja possível identificar a relação entre o diário de classe e o planejamento pedagógico;
- Lançar os registros diariamente;
- Preencher o diário com letra legível, sem erros ou rasuras;
- Não fazer registros a lápis no diário de classe (somente à caneta);
- Registrar nos espaços reservados os conteúdos com as datas de sua realização, de acordo com o planejamento;
- Registrar nos espaços reservados: as avaliações e recuperações paralelas, total de faltas dos alunos e o resultado bimestral;
- Entregar a Equipe Pedagógica, conforme data estabelecida no calendário escolar os diários de classe totalmente preenchidos;
- Informar a secretaria da U.E. sobre a presença de aluno em sala de aula que não consta nome no diário;
- Lançar no diário de classe, os dias que NÃO são considerados letivos, tais como: reunião pedagógica, colegiado de classe não participativo, etc;
- Ao lançar no diário os projetos desenvolvidos na UE, especificando o conteúdo trabalhado e não somente o nome do Projeto;
- Realizar e registrar avaliações e recuperações paralelas;
- Seguir e cumprir as orientações de preenchimento do diário de classe;
- O controle de frequência das crianças e adolescentes é de responsabilidade do professor que deverá comunicar a secretaria escolar a ausência de até 5 (cinco) dias consecutivos ou 10 (dez) dias alternados.



ORIENTAÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DO DIÁRIO DE CLASSE
FICHA DE FREQUÊNCIA
Frente - é necessário que esteja nítido o nome do professor;
- deve conter os dias letivos com o mês referente;
- os comparecimentos dos alunos deverão ser representados com a letra C, as faltas com a letra F;
- as aulas faixas devem ser colocadas em espaços separados;
- as aulas que forem ministradas pelos auxiliares de ensino devem ser registradas com a frequencia do aluno;
- ao final do bimestre deverá ser registrado o total de faltas dos alunos;




Verso - é imprescindível a colocação dos conteúdos trabalhados em cada aula com a referida data (dia e mês);

FICHA DE AVALIAÇÃO
Frente - resultados das avaliações realizadas por meio de provas e outras atividades, com o referido tipo de Avaliação e a data (dia e mês).
- resultados das recuperações paralelas realizadas por meio de provas e outras atividades, com o referido tipo de Avaliação e a data (dia e mês).
- ao final do bimestre deverão ser registradas as médias bimestrais;

Verso - observar todos os fatos importantes ocorridos em sala de aula (indisciplina, alunos com chegada tardia, alunos fora da sala de aula sem autorização do professor, alunos encaminhados à Equipe Pedagógica, etc.);

Ao final de cada bimestre letivo, o diário de classe deverá conter, além dos itens acima citados, o número de aulas previstas, aulas dadas pelo professor e aulas dadas pelo auxiliar (o Colegiado de Classe Participativo é considerado aula dada).
O Diário de Classe deverá ser entregue a Equipe Pedagógica devidamente assinado, ao final de cada bimestre, para conferência dos registros e posterior arquivamento. Esse procedimento deverá obedecer às datas fixadas no calendário escolar.
Fonte: Equipe Pedagógica da EBM Batista Pereira (2013).



















7 de mar de 2013

Cometa pode ser visto a olho nu do Brasil

Até o dia 15 de março, o cometa PanStarrs pode ser visto no Brasil a olho nu por volta das 18h, como um ponto brilhante à direita do sol. O corpo celeste foi descoberto em 2011 em Haleakala, no Hawai.

O pesquisador do Observatório Nacional Jorge Carvano explica que a visualização do PanStarrs começou há alguns dias no Rio de Janeiro, mas como ele está muito próximo do horizonte, só é possível vê-lo na hora do pôr do sol. Depois do dia 15, o cometa estará mais baixo e indo para o Norte, portanto pode ficar mais visível na Região Nordeste.

De acordo com Carvano, é a única vez que o PanStarrs vai passar perto da Terra, pois a órbita dele não se fecha como uma elipse. “Geralmente os cometas têm órbitas elípticas, isso quer dizer que eles dão voltas em torno do sol, assim como os planetas. A diferença é que os planetas têm órbitas quase circulares e a dos cometas tendem a ser mais achatadas, mais alongadas. No caso do PanStarrs, a órbita é tão alongada que não é mais uma elipse, ela vira uma hipérbole. Isso quer dizer que ele não vai voltar novamente, ele vai embora, a menos que a órbita dele mude depois. Com a interação com outros planetas, isso pode acontecer”.

O pesquisador diz que os cometas são formações muito antigas do universo e a passagem deles é uma oportunidade para estudar a composição desse material. “Os cometas são objetos que se formaram perto de planetas gigantes, durante a formação desses planetas. Por causa da interação com esses planetas gigantes, eles foram jogados para muito longe e ficaram a distâncias muito grandes do sol. Eles representam material que se formou junto com os planetas e estão preservados pelas grandes distâncias e temperaturas muito baixas nesses bilhões de anos”.

Um cometa é um corpo celeste que tem órbita elíptica em torno do sol, com núcleo composto por gelo, poeira, fragmentos de rocha e gases. Quando se aproxima do sol, o cometa exibe uma atmosfera, chamada de coma e, muitas vezes, uma cauda na direção oposta ao sol, causadas pela radiação solar.

Fonte: Agência Brasil (adaptado).

Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

6 de mar de 2013

Brasil ainda tem 3,6 milhões de crianças e jovens fora da escola

Desde 2009, uma emenda constitucional ampliou a obrigatoriedade escolar no Brasil que vai da pré-escola até o ensino médio. Isso significa que todas as crianças e adolescentes, dos 4 aos 17 anos de idade, devem estar matriculados na escola. Apesar do crescimento no acesso à educação nas últimas décadas, ainda há um longo caminho a percorrer: 8% da população em idade escolar está fora das salas de aula. O índice representa 3,6 milhões de crianças e jovens, contingente que equivale ao total da população do Uruguai.
Fonte: Portal EBC