28 de nov de 2012

Aluna da Escola Maria Tomázia vence concurso

Luiza Castro participou da competição Recicla CDL, categoria de redação. Ela vai ganhar kit escolar e um prêmio especial.

foto/divulgação: divulgação Maria Tomázia

Luiza Castro
 

O vencedor da etapa distrital do concurso ecológico Recicla CDL foi Luiza Castro, do sexto ano da Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho. Ela, na categoria de redação, já havia sido vitoriosa na fase municipal juntamente com Nikolas Alvim, aluno do quinto ano da Escola Desdobrada Municipal Costa de Dentro, que concorreu na categoria de desenho.

Os dois irão ganhar um kit escolar, com mochilas, cadernos, estojos de lápis, estojos de canetas diversas, bonés e camisetas. A aluna terá direito ainda a um prêmio especial da organização. A promoção é Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Luiza não ficou entre os cinco finalistas do concurso. Já Nikolas Alvim não conseguiu classificação para a etapa distrital.

O resultado da última etapa, a estadual, será divulgado no sábado, primeiro de dezembro. A premiação será um netbook para os alunos e um notebook para os professores orientadores.

“Vamos usar os Três Rs: Reduzir, Reciclar e Reutilizar. Preserve o meio ambiente. Ele merece, você merece, nós merecemos”. Essas são as palavras de ordem de um dos principais trechos da redação de Luíza Castro Moura.

Nikolas Alvim Barbosa de Salles, ilustrou, com lápis de cores e traços marcantes, um modelo do que se pode chamar de cidade sustentável. Um ciclista, árvore frutífera e lixeiras recicláveis.

É preciso mudar atitudes

Um dos objetivos do concurso é proporcionar atividades para que crianças e adolescentes compreendam que é preciso mudar de atitudes e entender que a preservação dos ecossistemas e dos recursos naturais está ligada à sobrevivência do ser humano.

O evento visa colaborar ainda para o processo de aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas de vida, para impulsionar a formação de sociedades mais justas e ecologicamente equilibradas.

Outros objetivos são a sensibilização para a necessidade da redução da produção de lixo e resíduos, incentivar a separação correta dos resíduos escolares e domiciliares e estimular a coleta seletiva na comunidade.

Fonte: PMF <http://www.pmf.sc.gov.br/noticias/index.php?pagina=notpagina&noti=7686>. Acesso em 28/11/2012.

A Cidade - Chico Science e Nação Zumbi

A Cidade
Chico Science e Nação Zumbi

O sol nasce e ilumina as pedras evoluídas
Que cresceram com a força de pedreiros suicidas
Cavaleiros circulam vigiando as pessoas
Não importa se são ruins nem importa se são boas

E a cidade se apresenta centro das ambições
Para mendigos ou ricos e outras armações
Coletivos, automóveis, motos e metrôs
Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs

A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
A cidade não pára a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce

A cidade se encontra prostituída
Por aqueles que a usaram em busca de uma saída
Ilusora de pessoas de outros lugares,
A cidade e sua fama vai além dos mares

E no meio da esperteza internacional
A cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos
Sempre uns com mais e outros com menos

A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
A cidade não pára a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce

Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus

Num dia de sol, Recife acordou
Com a mesma fedentina do dia anterior.

Projeto permite aumento de despesa pública com pagamento de professores

Comissão de Educação aprova proposta de Randolfe que flexibiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal, se necessário, para cumprir a legislação sobre a aplicação do Fundeb ou o piso nacional do magistério.

senadoasqqqqaewsProjeto que flexibiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para permitir que a União, os estados e municípios gastem mais com pagamento de professores foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

A proposta (PLS 62/12 —Complementar), de Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), ainda será examinada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e pelo Plenário.

A LRF (Lei Complementar 101/00) estabelece que pode ser gasto com pagamento de servidores no máximo 50% da receita corrente líquida, no caso da União, e 60%, no caso de estados e municípios. O projeto prevê duas hipóteses de excepcionalidade desses limites. A primeira é para os gastos com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e a segunda refere-se a despesas decorrentes de pagamento do piso salarial nacional dos professores.

Randolfe explica, na justificação, que hoje, enquanto a LRF dispõe sobre limites máximos para gastos com pessoal, as Leis11.494/07 (sobre a aplicação dos recursos distribuídos por meio do Fundeb) e 11.738/08 (que criou o piso salarial nacional do magistério) estabelecem limites mínimos para as despesas que mencionam “e, muitas vezes, um mandamento legal só pode ser cumprido se o outro for ignorado”. O projeto, que busca solucionar o problema, recebeu voto favorável do relator, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Fonte: Jornal do Senado http://www12.senado.gov.br/noticias/jornal/edicoes/2012/11/28/projeto-permite-aumento-de-despesa-publica-com-pagamento-de-professores. Acesso em 28/11/2012.

27 de nov de 2012

Gabarito da avaliação de Geografia T63 e T64–27/11/2012.

Gabarito da avaliação feita em 27/11/2012 nas turmas 63 e 64 da Escola Básica Municipal Batista Pereira.

1 – C
2 – A
3 – D
4 – B
5 – B
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Crianças ainda terminam o 3º ano sem ler e escrever

De acordo com o Censo, 15% dos alunos ainda não estão alfabetizados aos 8 anos; para vencer o problema, governo federal acaba de lançar programa que destina verbas a estados e prefeituras para que melhorem a qualidade do ensino nos primeiros anos.

Tatiana Beltrão

Garantir que todas as crianças estudantes de escolas públicas brasileiras sejam alfabetizadas até o final do 3º ano (antiga 2ª série) do ensino fundamental, aos 8 anos, é o objetivo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado pelo governo federal neste mês. Cursos de formação para cerca de 360 mil professores e avaliações nacionais periódicas estão entre as principais ações, a serem implementadas pelos estados e municípios com apoio técnico e financeiro do governo federal.

A medida provisória que institui o apoio aos entes federados que aderirem ao pacto (MP 586/12) está em análise no Congresso. Na última semana, foi designada a comissão de senadores e deputados que avaliará a medida. O relatório, do senador Eduardo Amorim (PSC-SE), deve ser apresentado à comissão mista na próxima semana.

Depois, a MP será votada pelos Plenários do Senado e da Câmara.

Alfabetizar na idade certa ainda é um desafio no Brasil. Dados do Censo 2010 indicam que 15,2% das crianças brasileiras não sabem ler nem escrever aos 8 anos. O problema se mostra ainda mais complexo quando se consideram os resultados por região: no Norte, o índice chega a 27,3%, e no Nordeste, a 25,4% — uma desigualdade brutal em relação à Região Sul, que apresenta as melhores taxas do país, com 5,4% de crianças não alfabetizadas na faixa etária adequada.

Outros estudos confirmam as deficiências do ensino no ciclo de alfabetização. A Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), aplicada em 2011 a 6 mil estudantes do 3º ano do ensino fundamental, revelou que apenas 56,1% aprenderam o que era esperado em leitura; em matemática, só 42,8%.

A prova revelou também a grande variação de desempenho entre regiões do país e entre escolas públicas e privadas.

Exclusão social

Reduzir a desigualdade para garantir mais oportunidades às crianças das escolas públicas é o mérito do pacto, acredita a senadora Ângela Portela (PT-RR).

— Ele busca diminuir as diferenças na alfabetização, e isso é de extrema relevância porque a insuficiência de aprendizado é raiz da exclusão social, intelectual, econômica e cultural — afirmou, ressaltando que a ação deve ser acompanhada do esforço dos governos para ampliar as vagas na educação infantil.

Vice-presidente da comissão mista que analisa a MP, o senador Gim Argello (PTB-DF) destaca a destinação de recursos federais para a consecução das metas de alfabetização. O investimento inicial é de R$ 2,7 bilhões (R$ 1,1 bilhão em 2013 e R$ 1,6 bilhão em 2014), que serão repassados aos estados e municípios que aderirem ao pacto. O dinheiro vai financiar os cursos de formação, com pagamento de bolsas aos professores e aos orientadores, e a realização das avaliações anuais, entre outros itens.

— As redes estaduais e municipais são as maiores responsáveis pela alfabetização das crianças. O estímulo é importantíssimo — diz Gim.

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), porém, o pacto é “bem-intencionado, mas insuficiente”.

— Podemos conseguir nivelar um pouquinho, obter algum pequeno avanço, como outros pequenos avanços que vimos obtendo na educação. Mas não vamos diminuir o imenso desnível educacional que temos. Esse problema exige mais que um simples pacto — critica.

Cristovam defende uma mudança mais profunda no sistema educacional, em que o governo federal assumiria a educação básica (hoje, apenas o ensino superior é responsabilidade da União). Só assim, acredita, seria possível superar a desigualdade e garantir um padrão de qualidade a todas as escolas públicas. As propostas integram o projeto do Sistema Nacional de Conhecimento e Inovação, elaborado pelo senador.

Programa do MEC aposta na reciclagem de professores

A Escola Classe 206 Sul, de Brasília, mapeia dificuldades 
de cada aluno e oferece reforço, se necessário

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa já tem adesão de todos os estados e do Distrito Federal.


Até 8 de novembro, dia do lançamento da iniciativa pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, 5.271 municípios haviam aderido — o país tem 5.565 municípios.


Ao aderir, estados e municípios firmam com a União um compromisso formal de assegurar que todos os alunos da rede pública sejam alfabetizados em língua portuguesa e matemática até os 8 anos, ao final do 3º ano. Os estados (que, em princípio, são os responsáveis pelo ensino médio, ficando o fundamental a cargo dos municípios) devem apoiar as prefeituras.


O principal eixo do plano é a formação dos cerca de 360 mil professores alfabetizadores das escolas públicas, que terão aulas presenciais durante dois anos, na cidade em que atuam. Como ajuda de custo para a participação nos encontros presenciais, eles receberão bolsas.


Outro eixo importante é a avaliação. Além da Provinha Brasil, aplicada no início e no final do 2º ano, as escolas participarão de uma avaliação universal anual, realizada pelo Inep e destinada aos concluintes do 3º ano. As provas possibilitarão às redes analisar o resultado do trabalho de alfabetização e planejar medidas corretivas.


A importância de avaliar os estudantes ao final do ciclo de alfabetização, para impedir que prossigam os estudos com déficit numa área que é tão determinante para todo o aprendizado, já era objetivo de um projeto de lei do senador Paulo Bauer (PSDB-SC) que aguarda análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. O projeto (PLS 414/11) institui uma avaliação obrigatória da aprendizagem em língua portuguesa e matemática ao final do 3º ano e estipula que o aluno com desempenho insatisfatório receberá reforço pedagógico intensivo ao longo do 4º ano.


— Sei por experiência própria que não devemos deixar o aluno avançar sem avaliar seu aprendizado. O estudante que não domina língua portuguesa e matemática nessa etapa dificilmente consegue acompanhar depois — disse Bauer, que foi secretário da Educação de Santa Catarina.


O senador apresentou uma emenda à MP do pacto para inserir a obrigatoriedade das avaliações e da oferta de reforço escolar pelas redes.


Os estados e municípios que já têm programas próprios de alfabetização também podem aderir ao pacto. É o caso do Distrito Federal, que mantém o BIA (Bloco Inicial de Alfabetização), voltado a crianças de 6 a 8 anos e com professores formados pelo Pró-Letramento, programa do governo federal em parceria com governos estaduais e universidades.


Na Escola Classe 206 Sul, que faz parte da rede pública do Distrito Federal, é comum o trabalho focado no aluno. Os professores mapeiam as dificuldades de cada criança na leitura e na escrita e planejam formas de ajudá-la a superar o atraso, durante as próprias aulas ou mesmo com reforço escolar no contraturno. Projetos e atividades culturais são usados como motivadores do aprendizado.



Governo quer 100% dos alunos alfabetizados


Alfabetizar todas as crianças até o final do 3º ano é uma das 20 metas do projeto do Plano Nacional de Educação (PNE), que está em análise no Senado.


O plano define os rumos da educação do país para o próximo decênio. Entre as ações propostas para alcançar a meta, estão a criação de uma avaliação nacional anual e o estímulo à formação dos professores (inicial e continuada).


Aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto do PNE (PLC 103/12) chegou ao Senado em outubro. Está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).


Depois de amanhã, a CAE, em conjunto com a Comissão de Educação (CE), realizará duas audiências públicas para discutir o plano. A primeira, com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, está prevista para as 10h. A outra deve ter início às 14h. A questão mais polêmica é a destinação de 10% do produto interno bruto (PIB) para a educação, até 2020. Atualmente, só 5% são investidos na área.


Formação docente é falha, diz pesquisadora


Pesquisadora da área de alfabetização e fundadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Magda Becker Soares afirma que os professores alfabetizadores precisam de formação continuada, como prevê o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.


Ela, porém, chama a atenção para o que considera ainda mais necessário: formação inicial específica, com reformulação dos cursos universitários, em razão da complexidade dos fundamentos que é preciso dominar. Para ela, esse é o maior desafio enfrentado no Brasil, hoje, na alfabetização.


— Não estamos formando alfabetizadores eficientes. É só entendendo como a criança aprende a língua escrita que podemos saber como conduzi-la nessa aprendizagem e como vencer as dificuldades.


A deficiência parece mais grave no contexto ­sociocultural brasileiro, ainda pouco favorável à alfabetização das crianças em razão da baixa escolaridade dos pais.


— Isso significa que é a escola que tem a responsabilidade de suprir aquilo que o contexto não oferece. Não adianta culpar pais de baixa escolaridade, famílias em que a leitura e a escrita estão ausentes, pelas dificuldades da criança. Cabe à escola, nesses casos, criar contextos de letramento incentivadores da aprendizagem da língua escrita.


Magda explica que é importante alfabetizar os alunos até os 8 anos porque é nesse período que se desenvolvem mais intensamente as operações cognitivas.


— Se o estudante não adquire o domínio básico da língua escrita nos anos iniciais, fase ideal para que isso ocorra (ideal do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo e do ponto de vista de seu interesse e motivação), torna-se muito difícil essa aquisição nos anos ­seguintes. A recuperação do que não ocorreu na idade certa pode acontecer, mas exige muito esforço do estudante e do alfabetizador.


Isso acontece, disse a pesquisadora, não só porque o momento “ideal” já se foi, mas também porque a escolarização, nos momentos posteriores, passa a depender fundamentalmente da língua escrita, o que resulta em fracassos que se acumulam ao longo das séries.


Iniciativa federal se inspirou em programa do Ceará







O Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente 
Maria Felício Lopes, de Fortaleza, participa do programa
de alfabetização do governo cearense

O Pacto Nacional pela Alfabetização teve como modelo uma experiência estadual: o Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), do Ceará. Originado a partir de uma iniciativa da Assembleia Legislativa, o Paic foi adotado pelo governo cearense em 2007. Desde então, o estado dá apoio técnico e financeiro aos municípios, que assinam um protocolo de intenções com o governo estadual.


A orientadora da Célula de Projetos para os Municípios da Secretaria de Educação do Ceará, Lucidalva Pereira Bacelar, relatou que o processo de articulação com as cidades para a adesão ao Paic não teve dificuldades, pois havia uma mobilização em torno da superação do analfabetismo escolar.


— Contribuiu a forma com que o programa foi apresentado: apoio e colaboração para resolver um problema já reconhecido como comum. Dessa maneira, a Secretaria de Educação conseguiu 100% de adesão.


O governo estadual atuou com os prefeitos, pedindo que assumissem a prioridade da alfabetização na idade certa e que os secretários municipais de Educação se envolvessem diretamente com o programa, liderando o processo.


Inicialmente, o objetivo era garantir o sucesso da alfabetização dos alunos da rede pública até os 7 anos (2º ano). Em 2011, as ações foram expandidas até o 5º ano do ensino fundamental. Segundo o governo estadual, hoje 81,5% dos estudantes chegam ao fim do 2º ano alfabetizados. Em 2007, a taxa era de 40%.


— O Paic despertou nos gestores e nos profissionais da educação a crença de que é possível alfabetizar as crianças na idade certa, independentemente da condição social — afirmou Lucidalva.


Fonte: Jornal do Senado <http://www12.senado.gov.br/noticias/jornal/edicoes/2012/11/27/criancas-ainda-terminam-o-3o-ano-sem-ler-e-escrever> Acesso em 27/11/2012.

26 de nov de 2012

Mujica, o presidente 'mais pobre do mundo'

O presidente do Uruguai, José Mujica, já foi chamado por veículos internacionais de imprensa de "o presidente mais pobre do mundo".

Presidente do Uruguai, José Mujica

Presidente José Mujica vive em uma casa modesta e doa maior parte de seu salário

Apesar de ser chefe de Estado, ele abre mão de todos os luxos atrelados ao cargo e vive em uma chácara simples, nos arredores de Montevidéu, que é vigiada por apenas dois seguranças oficiais. Quase todo seu salário de presidente (equivalente a R$ 24 mil) é doado a instituições de caridade.

O presidente gosta de cultivar hábitos simples, fazendo pequenos consertos pela casa, dirigindo seu fusca ano 1987 e brincando com sua cadela, que tem um problema em uma das patas.

A oposição uruguaia, porém, diz que a recente prosperidade econômica do país não resultou em melhores serviços públicos, e pela primeira vez desde sua eleição, em 2009, Mujica viu sua popularidade cair abaixo de 50%.

Ao mesmo tempo, seu país ganhou atenção internacional por ter descriminalizado o aborto e por discutir atualmente a legalização da maconha.

Mujica recebeu em sua casa uma equipe da BBC para mostrar que seu estilo de vida tem também um fundo ideológico. Ele acredita que uma vida com poucas posses é uma resposta ao consumismo exacerbado dos dias atuais.

Fonte: BBC Brasil <http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2012/11/121115_mujica_casa_dg.shtml> Acesso em 26/11/2012.

23 de nov de 2012

Gabarito da Avaliação T61 e T62 - 23/11/2012

Gabarito da avaliação feita em 23/11/2012 nas turmas 61 e 62 da Escola Básica Municipal Batista Pereira.

1 – A
2 – D
3 – B
4 – C
5 - C

22 de nov de 2012

Consumo e Consumismo

Produzir um pequeno texto discutindo a influência da propaganda no consumo das pessoas, esta foi a atividade sugerida para os alunos da T61 e T62 da EBM Batista Pereira. Segue algumas das produções:

“No consumo, as pessoas adquirem somente aquilo que é necessário para sua sobrevivência. Já no consumismo muitas vezes as pessoas compram sem necessidade e muitas vezes através das propagandas, das marcas, deixando de observar que o produto não é necessário e as vezes sendo prejudicial ao meio ambiente e sua saúde.” (Por Caio Laureano – T61 de 2012 - texto enviado por e-mail.).

“A propaganda serve para anunciar para os clientes os preços dos serviços que vendem para eles consumirem (comprar,usar).” (Por Amanda Sprenger Teles de Moura – T62 de 2012 - texto enviado por e-mail.).

17 de nov de 2012

Fluência oral em língua estrangeira poderá ser meta da educação básica

Relator do projeto argumenta que situação atual aumenta a procura por cursos particulares que estão fora do alcance dos mais pobres

asda234hhmn66Amanhã a Comissão de Educação e Cultura (CE) deve votar projeto que estabelece a fluência oral como um dos objetivos do ensino de línguas estrangeiras na educação básica (PLS 71/12). Para Cícero Lucena (PSDB-PB), autor da proposta, o investimento no ensino de idiomas na rede pública tem sido alto, mas os resultados, modestos. Caso o texto seja aprovado e não haja recurso para votação em Plenário, segue para a Câmara.

Cícero propõe modificação na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para deslocar o ensino de línguas estrangeiras da chamada parte diversificada para o centro do currículo, além de antecipar o início da obrigatoriedade para o 5º ano do ensino fundamental.

Em sua avaliação, a medida abrirá milhares de novos postos de trabalho para estudantes de Letras, e os

concursos para admissão de professores de idiomas passarão a incluir provas orais, aumentando a exigência de competência profissional e conduzindo a reformas curriculares na formação de docentes.

Flexa Ribeiro (PSDB-PA), relator, diz que a oralidade tem sido posta em segundo plano, o que aumenta a procura por cursos particulares que estão fora do alcance da população mais pobre.

aasdrfrrt55tanttOutro projeto na pauta da CE determina que atividades de educação física nas escolas sejam ministradas por profissionais da área. O PLS 103/12, de Ivo Cassol (PP-RO), também tramita em votação final. Atualmente, pela LDB, o professor de educação física deve ter nível superior para dar aula a alunos dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. Mas, para ­alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, é aceito que as aulas sejam dadas pelo professor formado em Pedagogia, mas sem formação específica em Educação Física.

Relator da proposta na comissão, Benedito de Lira (PP-AL) concorda que, para o bem da saúde dos alunos, é necessário um professor devidamente qualificado em Educação Física. O senador acrescenta que os cursos de Pedagogia não abordam o ensino da disciplina com a mesma profundidade de outras.

Fonte: Jornal do Senado. Acesso em 17/11/2012.

16 de nov de 2012

Comissão aprova inclusão de novas disciplinas no ensino fundamental

A decisão da Comissão do Senado também inclui no currículo do ensino médio a disciplina ética social e política.(Antonio Cruz/ABr)

 

Brasília – O currículo do ensino fundamental terá a disciplina cidadania moral e ética. A decisão, em caráter terminativo, foi aprovada hoje (11) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. A medida também inclui no currículo do ensino médio a disciplina ética social e política.

O Projeto de Lei do Senado 2/2012), de autoria do senador Sérgio Souza (PMDB/PR), modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), incluindo a disciplina como obrigatória para o ensino fundamental. Entre as justificativas de Sérgio Souza para o projeto, está “a necessidade de aprimoramento da LDB, com a criação de disciplinas que deem aos estudantes melhor formação ética, social e política, o que os capacitará para o correto entendimento dos principais problemas sociais do nosso país e do mundo”.

A diretora executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, criticou a medida e o excesso de disciplinas já constantes do currículo da educação básica. “Que horas que os alunos vão conseguir aprender aquilo que é essencial? Não que [o projeto de lei do Senado] não seja importante, realmente vivemos uma crise de valores na sociedade. O que acontece é que tudo recai na escola. Não tenho dúvidas que o aluno deve refletir sobre questões de ética, mas não se aprende na teoria. É no dia a dia”, defende.

Priscila Cruz considerou “desnecessária” mais uma disciplina e destacou que o conteúdo deve ser trabalhado de forma transversal em todas as disciplinas. “Não se pode separar ética, ela tem que estar presente em todos os conteúdos. Como tema transversal é perfeito. Cidadania é ética, e isso a gente vivencia”, completou.

A comissão também aprovou hoje, em decisão terminativa, o projeto de lei que modifica a Política Nacional do Livro. Com a mudança, os livros eletrônicos serão equiparados aos tradicionais na legislação brasileira, inclusive na isenção de impostos.

Em outra decisão, foi aprovado o parecer favorável do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) ao projeto de lei que considera crime hediondo o desvio de verbas destinadas a programas de educação e saúde (PLS 676/2011). A matéria agora vai para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa.

Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0
Extraído de EBC Acesso em 16/11/2012.

Gered da Grande Florianópolis obrigou ser dia letivo e tirou folga

Gerência de Educação é procurada para orientar a questão de segurança no transporte dos alunos, mas está de folga

O órgão ordenou ser dia letivo nas escolas estaduais, que têm muitos estudantes usuários de transporte coletivo, alvo principal dos ataques

A Gerência Regional de Educação (Gered) da Grande Florianópolis obrigou a ser dia letivo, nesta sexta-feira, nas escolas estaduais da região, mas quando os pais de alunos começaram a ligar preocupados com a segurança dos filhos, diante dos ataques a ônibus, descobriu-se que o órgão estava de folga.
A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) de Florianópolis, Rosane de Souza, recebeu durante o dia diversas ligações de responsáveis, questionando como os alunos, que estudam à noite, voltariam para a casa depois das 22h, já que muitos dependem de transporte coletivo:
— Fomos atrás desta resposta, ligando para a Gered, mas eles não estão trabalhando e não deixaram nenhuma recomendação em relação a isso. Além disso, os ônibus estão fazendo horário de sábado.
O gerente regional de Educação, Mário Benedet Filho, justificou que as escolas têm um calendário a cumprir, que são os 200 dias letivos. Como falta um mês para o fim das aulas, não haveria como repor o feriado.
Sobre a gerência não estar funcionando, ele disse que o dia será reposto na próxima semana, quando os funcionários irão trabalhar uma hora a mais.
— Essa é uma questão de segurança pública. Está bem difícil para nós educadores e estamos muito preocupados. Temos várias escolas em áreas de risco, mas temos um calendário a cumprir —  afirmou.

Reproduzido de: DIÁRIO CATARINENSE
Intertítulos do Blog do Professor Santiago

Pare O Mundo Que Eu Quero Descer

Silvio Brito

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Escovar os dentes
Com a boca cheia de fumaça...

Você acha graça
Porque se esquece
Que nasceu numa época
Cheia de conflitos
Entre raças...

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Tirar fotografia
Prá arrumar meus documentos...

É carteira disso, daquilo
Que até já amarelou
Minha certidão de nascimento
E ainda por cima...

Tem que pagar prá nascer
Tem que pagar prá viver
Tem que pagar prá morrer...(2x)

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Esperar a hora de usar
Meu título de eleitor
Emborolado...

E ver no rosto das pessoas
A mesma expressão
De ascensorista de elevador
Mal remunerado...

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Ouvir falar
Na crise da gasolina
Que já vai aumentar outra vez...

E pensar que a poluição
Contaminou até as lágrimas
E eu não consigo mais chorar
E ainda por cima...

Tem que pagar prá nascer
Tem que pagar prá viver
Tem que pagar prá morrer...(2x)

Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado
Desorientado segue o mundo
E eu não posso mais
Ficar parado...

Oh! Oh!
Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado
Eu só quero ter você comigo
E mandar o resto pro diabo...

Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado
Desorientado segue o mundo
E eu não posso mais
Ficar parado...

Oh! Oh!
Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado
Eu só quero ter você comigo
E mandar o resto pro diabo...

Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado!
Olha aí! tá vendo?
Tudo errado!
Tudo errado!

SEPEX 2012

Entre os dias 21 de 24 de novembro, o campus Trindade da Universidade Federal de Santa Catarina estará movimentado com a Sepex – Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão, cujo tema este ano é Sustentabilidade, Economia Verde e Erradicação da Pobreza. É a 11ª edição do evento, que irá apresentar à comunidade a produção científica mais recente realizada na UFSC nos mais diferentes campos de atuação. A novidade desta edição é o espaço físico: as atividades acontecem no Centro de Cultura e Eventos, no Centro de Convivência e nas tendas integradas. Além disso, o hall de quatro centros da UFSC receberão atividades relacionadas à Sepex: Centro de Ciências da Saúde (CCS), Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) Centro Sócio-Econômico (CSE) e Centro Tecnológico (CTC).

A Sepex é o maior evento de divulgação científica de Santa Catarina e ao mesmo tempo uma oportunidade de aprender sobre os mais diferentes assuntos. O visitante poderá circular e aprender nos 165 estandes interativos das áreas de comunicação, cultura, meio ambiente, institucional, saúde, trabalho, direitos humanos, economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza, tecnologia e educação. Outra oportunidade de conhecer a produção científica será nos cerca de 200 minicursos sobre temas tão diversos quanto games na educação, arqueologia, moda, bike anjos e oficinas de culinária.

A comunidade poderá também conhecer o trabalho desenvolvido nos três novos campi da UFSC. Professores e alunos de Joinville apresentam as pesquisas na área da Mobilidade e eficiência energética. De Curitibanos, serão expostos esqueletos de animais, animais em líquidos de conservação, coleção de sementes, coleção de madeiras, amostras de diferentes solos, entre outros. No estante do Campus Araranguá serão apresentados mais de 40 projetos relacionados às pesquisas em Fisioterapia, Tecnologias de Informação e Comunicação, Engenharia de Computação e Engenharia de Energia.

:: Eventos paralelos

Na programação paralela, um dos destaques é a Geodésia Sepex 2012, uma estrutura com capacidade para 40 pessoas construída em bambu no pátio do Restaurante Universitário. No espaço serão oferecidas oficinas como reciclagem com pneus, palestras, teatro, rituais indígenas, dança de tecidos e Yoga. A iniciativa é do coletivo formado por nove grupos, entre eles o Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio +20, o grupo de Educação Indigena e o Instituto Çaracura.

Outro evento paralelo é a I Jornada Latino-Americana de Direito e Meio Ambiente, organizada pelo Grupo de Direito Ambiental na Sociedade de Risco (GPDA). O objetivo é promover o debate científico dos principais desafios e perspectivas para a proteção e uso sustentável da biodiversidade, especialmente de biomas paradigmas como os existentes no Brasil e na Costa Rica. O GPDA também promove um julgamento simulado do Código Ambiental Catarinense.

No dia 22 de novembro, às 18h, será realizada a Oração Ecumênica pelo Planeta, que tem por objetivo afirmar o compromisso ético intergeracional na construção de um mundo melhor e mais sustentável. A celebração será no Templo Ecumênico da UFSC, às 18h, e será conduzida pelo Frei Luiz Antonio Frigo e pelo professor Daniel José da Silva.

A programação da SEPEX conta ainda com nove palestras, três delas integradas à Semana da Agronomia. Outros temas de palestras são qualidade de vida na maturidade, lixo eletrônico e a bacia do Rio Araranguá e o meio ambiente, com lançamento do vídeo O Grito do Rio Araranguá.

Pluralidade cultural na Sepex

A Programação Cultural inclui atividades diversificadas, todas gratuitas e abertas à comunidade. A maioria das atrações acontece no Palco Sepex, junto ao Centro de Convivência. São apresentações de música, de dança, teatro, feira de artesanato e exposições. A coordenação é de Clóvis Werner, do Departamento Artístico Cultural/Secult.

Na música se destacam a Batalha de MC’s da Alfândega, Madrigal e Orquestra de Câmara da UFSC e o Grupo Milonga Urbana (dia 21). No dia 22 se apresentam o Coral Infanto-Juvenil do Colégio de Aplicação e Projeto Aplica Som. Com repertório da MPB, o Coral da UFSC vai apresentar músicas à capela e acompanhadas por instrumentistas do grupo. Dia 23 apresentam-se o Grupo de Canto Vozes da Ilha e o Projeto Violas da Ilha.

Os visitantes podem assistir a vários espetáculos de dança: indiana, cigana, folclórica, de rua, roda de capoeira de Angola, dança do ventre, samba de roda e Grupo de Boi de mamão do Núcleo de Desenvolvimento Infantil. As apresentações teatrais incluem Cenas da Ilha: Teatro de Rua, baseada em contos de escritores catarinenses (dia 21); leituras de Dom Quixote de La Mancha (dia 22); Seu Aqueu e seus filhos, um besteirol que visa também provocar reflexão; e A descoberta do mundo, peça baseada em Clarice Lispector (dia 23).

No Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, na Praça Santos Dumont, nos dias 23, 24 e 25, sempre às 20h, será apresentada A Tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, com o Grupo Pesquisa Teatro Novo e grupo de Taiko Shimadaiko. A montagem é baseada na versão de 1603 da peça de William Shakespeare, com tradução de José R. O´Shea (UFSC), no teatro oriental Kabuki e tem direção de Carmen Fossari.

A exposição Cinco Olhares sobre a Colonização Açoriana exibe a visão de Plinio Verani, Elias Andrade, Soli, Hassis e Neri Andrade sobre essas heranças culturais que se distribuem ao longo do litoral catarinense. A mostra acontece no Espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos (ao lado do museu universitário).

Fonte texto: Agecom/UFSC
Foto: Santiago Siqueira / www.santiago.pro.br

Pare O Mundo Que Eu Quero Descer

Silvio Brito

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Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Escovar os dentes
Com a boca cheia de fumaça…

Você acha graça
Porque se esquece
Que nasceu numa época
Cheia de conflitos
Entre raças…

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Tirar fotografia
Prá arrumar meus documentos…

É carteira disso, daquilo
Que até já amarelou
Minha certidão de nascimento
E ainda por cima…

Tem que pagar prá nascer
Tem que pagar prá viver
Tem que pagar prá morrer…(2x)

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Esperar a hora de usar
Meu título de eleitor
Emborolado…

E ver no rosto das pessoas
A mesma expressão
De ascensorista de elevador
Mal remunerado…

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Ouvir falar
Na crise da gasolina
Que já vai aumentar outra vez…

E pensar que a poluição
Contaminou até as lágrimas
E eu não consigo mais chorar
E ainda por cima…

Tem que pagar prá nascer
Tem que pagar prá viver
Tem que pagar prá morrer…(2x)

Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado
Desorientado segue o mundo
E eu não posso mais
Ficar parado…

Oh! Oh!
Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado
Eu só quero ter você comigo
E mandar o resto pro diabo…

Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado
Desorientado segue o mundo
E eu não posso mais
Ficar parado…

Oh! Oh!
Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado
Eu só quero ter você comigo
E mandar o resto pro diabo…

Tá tudo errado
Oh! Oh!
Tá tudo errado!
Olha aí! tá vendo?
Tudo errado!
Tudo errado!

14 de nov de 2012

Alfabetização de crianças surdas

Para escrever o livro, Sandra Eli conversou com crianças surdas e educadores (Book Aid International/Creative Commons)

Como ensinar crianças surdas a ler? Este é o tema do livro Formação de Leitores Surdos e a Educação Inclusiva, escrito por Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins e lançado pela Editora Unesp. A publicação está disponível gratuitamente na página da editora, mediante um cadastro simples.

Sandra Eli constatou que a alfabetização de crianças surdas ainda é um desafio para muitos educadores. “Ao serem questionados sobre o planejamento e ensino da leitura, ficavam perplexos com a pergunta, pois pareciam conceber que a aprendizagem da leitura ocorreria num passe de mágica”, analisa a autora a partir dos depoimentos dos professores entrevistados. Estudantes surdos também têm vez entre os registros feitos para o livro: a obra conta ainda com as impressões de um grupo de crianças surdas, matriculadas no sistema público de ensino.

O livro propõe que, ao abrir as portas para o mundo da escrita no idioma do ouvinte e não restringir o acesso da criança surda aos bens culturais, a escola faz com que ela compreenda a língua portuguesa não como um idioma estrangeiro e pertencente ao outro, mas como a sua própria língua, que ela compartilha com os demais. A partir de sua inclusão e do respeito a seus direitos, defende que é possível ampliar o universo em que a criança surda vive e dar ferramentas para que ela participe plenamente do processo de criação cultural.

Reproduzido de Portal EBC, 14/11/2012; intertítulos do Blog do Professor Santiago
Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

12 de nov de 2012

Pérolas 12/11/2012

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Pode-se dizer que na pecuária extensiva, os rebanhos são criados soltos em grandes áreas de pastagens. Na pecuária intensiva, o gado é confinado e recebe alimentação balanceada, remédios e vacinas. Lembrando-se que o gado criado de forma extensiva também pode receber cuidados veterinários semelhantes (remédios e vacinas).

O Brasil e o compromisso com alfabetização na idade certa

Reproduzido de Agência Brasil, 12/11/2012; intertítulos do Blog do Professor Santiago

Ao comentar o lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, na semana passada, a presidenta Dilma Rousseff voltou a cobrar hoje (12) de pais de alunos de até 8 anos que assumam o compromisso com a educação dos filhos.

No programa semanal de rádio Café com a Presidenta, ela lembrou que o objetivo do pacto é fazer com que todas as crianças do país sejam alfabetizadas até os 8 anos. “Isso quer dizer que, com essa idade, toda criança vai ter de saber ler, escrever, interpretar um texto simples e, também, somar e subtrair, e ter noções de multiplicar e dividir”, explicou.

Segundo Dilma, o desafio é grande já que, atualmente, 15% das crianças de 8 anos não conseguem interpretar um texto ou fazer contas básicas. “Por causa dessa dificuldade, elas não conseguem aprender as outras matérias ensinadas nos anos seguintes e muitas são reprovadas – algumas até abandonam a escola.”

Para a presidenta, essa “insuficiência no aprendizado” tem impacto nos índices de desigualdade e exclusão no país. “O Alfabetização na Idade Certa vai ajudar toda criança a ter o aprendizado adequado para continuar estudando e, lá na frente, usar todas as oportunidades que encontrar para progredir na vida.”

A previsão do governo é que R$ 2,7 bilhões sejam investidos, até 2014, na formação de professores, na compra de livros e na avaliação do aprendizado das crianças. Serão oferecidos cursos para os 360 mil alfabetizadores brasileiros, preparados por 34 universidades e ministrados uma vez por mês na cidade onde o professor mora.

O governo vai pagar ainda uma bolsa que começa em R$ 200 por mês para ajudar o alfabetizador nas despesas com deslocamentos e alimentação. Os professores com melhores resultados nas avaliações serão premiados.

Originalmente publicado por Paula Laboissière Repórter da Agência Brasil no endereço http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-12/dilma-volta-pedir-que-pais-assumam-compromisso-com-alfabetizacao-na-idade-certa Acesso em 12/11/2012.

Foto: Santiago Siqueira / www.santiago.pro.br

Pérolas

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Pode-se dizer que na pecuária extensiva, os rebanhos são criados soltos em grandes áreas de pastagens. Na pecuária intensiva, o gado é confinado e recebe alimentação balanceada, remédios e vacinas. Lembrando-se que o gado criado de forma extensiva também pode receber cuidados veterinários semelhantes (remédios e vacinas).

11 de nov de 2012

TV Brasil e a Semana da Consciência Negra

A TV Brasil exibe três peças de 30 segundos, cada, para a Semana da Consciência Negra. O teatro de sombras serviu de inspiração para os vídeos. Através de um tecido e na contraluz, é possível acompanhar os movimentos, a música e o ritmo de cada gênero abordado: o maracatu, o maxixe e o maculelê.
Ao final de cada peça, o tecido cai, revelando os dançarinos, que fazem uma reverência à cultura negra por ajudar a construir a identidade do povo brasileiro.

Consciência Negra no ritmo do maculelê:

 

Para ver os outros vídeos clique aqui.

Extraído de: www.ebc.com.br

Mercadante insiste para que recursos dos royalties venham para a educação

Mercadante insiste para que recursos dos royalties venham para a educação

O projeto sobre a redistribuição dos royalties do petróleo deixou de fora a previsão de repasse para a educação da forma como queria o governo. No entanto, o ministro da Educação continua defendendo a necessidade de que 100% destes recursos sejam destinados a investimentos na área.

Foto, texto e áudio extraído do site: www.ebc.com.br

10 de nov de 2012

Todos Querem Governar o Mundo

 

Everybody Wants To Rule The World

Welcome to your life
There's no turning back
Even while we sleep
We will find you
Acting on your best behaviour
Turn your back on mother nature
 
Everybody wants to rule the world
 
It's my own design
It's my own remorse
Help me to decide
Help me make the most of
Freedom and of pleasure
Nothing ever lasts forever
 
Everybody wants to rule the world
 
There's a room where the light won't find you
Holding hands while the walls come tumbling down
When they do I'll be right behind you
 
So glad we've almost made it
So sad they had to fade it
 
Everybody wants to rule the world
 
I can't stand this indecision
Married with a lack of vision
 
Everybody wants to rule the world
 
Say that you'll never, never, never, never need it
One headline, why believe it?
 
Everybody wants to rule the world
 
All for freedom and for pleasure
Nothing ever lasts forever
 
Everybody wants to rule the world
 

Todos Querem Governar o Mundo

Bem-vindo à sua vida
Não há volta
Mesmo enquanto dormimos
Nós encontraremos você
Comportando-se da melhor maneira
Dê as costas à mãe natureza
 
Todos querem governar o mundo
 
É o meu próprio projeto
É o meu próprio remorso
Ajude-me a decidir
Ajude-me a aproveitar
O máximo da liberdade e do prazer
Nada dura pra sempre
 
Todos querem governar o mundo
 
Há um lugar onde a luz não encontrará você
Dando as mãos enquanto as paredes desmoronam
Quando isto acontecer, estarei bem atrás de você
 
Tão contente por termos quase conseguido
Tão triste pois eles tiveram que enfraquecê-lo
 
Todos querem governar o mundo
 
Não posso suportar esta indecisão
Aliada a uma falta de visão
 
Todos querem governar o mundo
 
Diga que você nunca precisará disto
Uma manchete, porque acreditar nela?
 
Todos querem governar o mundo
 
Tudo pela liberdade e pelo prazer
Nada dura para sempre
 
Todos querem governar o mundo

8 de nov de 2012

Canção por Pirenópolis

Música de Sinhozinho (Eliodório Pereira Oliveira)

Quero nesta canção falar de amores
E das saudades que tenho guardadas em meu coração
Gentes, perfumes de encarnadas rosas ébrias de olores
Que vão enchendo a minh`alma triste de tanta emoção.

Festa do Divino ao tanger do sino
E as cavalhadas tão engalanadas
E as Pastorinhas tão bonitinhas que lindo cantar
E em noite de lua, cantam pela rua, lindas serenatas
São os trovadores que por seus amores vivem a soluçar.

Festa da Capela, tão simples e bela
E a do Bonfim que inspirou em mim
Estes versinhos de um seresteiro que vive a cantar.

Por tudo isto, cidade amiga
Só o seu nome quero exaltar
São tantas coisas que só
Pirenópolis nos pode mostrar.

Obs: A letra foi elaborada por Sinhozinho com a colaboração de Odilon de Carvalho e o pirenopolino Manoel Rodrigues de Souza.

Senado reforça campanha nacional antirracismo

O Senado aderiu à campanha Igualdade Racial é pra Valer, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Lançada no ano passado, a iniciativa busca chamar a atenção para a discriminação e incentivar ações do Estado, do setor privado e da sociedade contra o racismo.

O presidente do Senado, José Sarney, assinou ontem o termo de adesão. Na solenidade, foi apresentado o cronograma das ações que deverão ser realizadas pelo Senado até fevereiro de 2015 — como campanhas de divulgação do Estatuto da Igualdade Racial e cursos a distância no Instituto Legislativo Brasileiro (ILB).

Antes mesmo da assinatura do acordo, o Senado e a Secretaria da Igualdade Racial já haviam colocado a parceria em prática. O primeiro resultado foi a pesquisa sobre a violência contra a juventude negra, coordenada pela Secretaria de Opinião Pública do Senado e aplicada pelo DataSenado.

A ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, elogiou a realização da pesquisa. Segundo ela, dados ajudam na elaboração de políticas públicas.

José Sarney disse que é preciso agir para acabar com as desigualdades raciais:

— Desde que cheguei ao Congresso Nacional, tenho apoiado todos os movimentos a favor da igualdade racial.

O presidente do Senado citou ações dele como presidente da República (1985-1990), incluindo a criação da Fundação Palmares e o rompimento das relações culturais com a África do Sul, por causa do apartheid.

Segundo a diretora-geral do Senado, Doris Peixoto, o convênio firmado com a Seppir reforça iniciativas que já são realizadas internamente na Casa, como o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça:

— Ainda há muito a ser feito, mas isso demonstra o compromisso do Senado com a igualdade racial.

Também participaram da solenidade os deputados federais Luiz Alberto (PT-BA), Benedita da Silva (PT-RJ) e Janete Pietá (PT-SP).

Fonte: Jornal do Senado
Foto: Santiago Siqueira /
www.santiago.pro.br

5 de nov de 2012

Reforma agrária no ar

Para Silvio Mieli, jornalista e professor da faculdade de Comunicação e Filosofia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), a concentração de poder nos meios de comunicação é um espelho da concentração fundiária. Em entrevista, ele analisa a atual conjuntura de luta pela democratização da comunicação no país.

“Os primeiros grilaram terras públicas ou compraram terras de grileiros. Os últimos se apossaram do espectro eletromagnético por favorecimentos políticos e pelo poder econômico, ou ambos os casos”, argumenta o professor.

A opinião do jornalista soma-se às recentes manifestações pela democratização na comunicação no Brasil, como a que ocorreu no dia 15 de outubro, em frente ao hotel Renassaince, onde estava ocorrendo um encontro da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa). Na ocasião, representantes do Coletivo Intervozes e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entre outras organizações, levantaram cartazes denunciando abusos praticados por emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas.

Aliás, uma das conclusões do recente estudo do pesquisador Tiago Cubas, do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (Nera/Unesp), “São Paulo Agrário: representações da disputa territorial entre camponeses e ruralistas de 1988 a 2009”, vai justamente nessa direção. A de que a mídia corporativa totaliza a visão das relações capitalistas no campo; daí estereotipa e não aceita sujeitos e modos de produção alternativos.

Há tempos existe a violência física cometida pelo poder público ou privado sobre os sem-terras, por meio de policiais e seguranças. A cobertura mídia tradicional aborda tais ocorrências de forma tendenciosa. Por que a violência contra o pobre é tão naturalizada e até ignorada pela mídia corporativa até hoje?

Silvio Mieli– Em primeiro lugar é preciso lembrar que a mídia é ultraconservadora. O conservador acha natural que 1 bilhão de pessoas passem fome no mundo. Também passa a ser natural – e típico dos conservadores – que se use de violência contra aqueles que querem sair dessa situação. Como diz o filósofo Giorgio Agamben, a mídia gosta de pessoas indignadas, porém passivas. Os grandes jornais não terão nenhum prurido em mostrar crianças famintas num lixão qualquer da vida, mas reprovarão veementemente qualquer ação direta para corrigir essa injustiça. Ora, o mesmo modelo de concentração fundiária se espelhou para os meios de comunicação no Brasil. Os primeiros grilaram terras públicas ou compraram terras de grileiros. Os últimos se apossaram do espectro eletromagnético por favorecimentos políticos e pelo poder econômico, ou ambos os casos. É por essas e outras que o sistema é capaz de tudo quando se trata de discutir a propriedade da terra ou de um meio de comunicação. Não por acaso o slogan da democratização dos meios de comunicação nos anos 1980 era: Reforma Agrária no Ar. Na terra como na mídia estamos lidando com os mesmos problemas: a questão da propriedade, o seu uso social e quais modelos de desenvolvimento devem ser colocados em prática.

Em termos práticos, que tipo de relação existe entre os jornais locais (e os nacionais) e o agronegócio para tratar os camponeses pobres sempre de forma criminosa?

S.M.– Todas as famílias que monopolizam os meios de comunicação no Brasil são (direta ou indiretamente) grandes proprietários de terra. A família Saad (grupo Bandeirantes), que recentemente também entrou no ramo da mídia impressa, é de grandes pecuaristas, Octávio Frias (pai) era um dos maiores granjeiros do país. Portanto, além do servilismo ao poder, existem interesses diretos no setor. Muitos políticos, mesmo os que se acham muito poderosos, viraram office-boys das grandes corporações. Quanto aos grandes veículos de comunicação, transformaram-se em promoters de eventos dessas grandes empresas.

Após a chamada “redemocratização” (pós-ditadura), qual tem sido o peso das mídias (locais e nacionais) no processo de naturalização da violência aos pobres e sem-terras e no entrave à reforma agrária?

S.M.– Costumo dizer que a mídia não é o quarto poder, mas o quinto elemento. Temos a água, terra, fogo, ar e… os meios de comunicação. Vivemos imersos neles. Daí a importância da qualidade do que se produz nesse meio. Mas no nosso caso brasileiro, será que podemos falar realmente de “redemocratizacão” se, dentre tantos problemas herdados da ditadura, o acesso aos meios é tão limitado ? Eis uma outra dimensão da vida nacional que vive num estado de exceção permanente. A ditadura configurou um modelo comunicacional que, mesmo findo o regime militar, continua de pé. É só pesquisar o papel da mídia corporativa nos últimos grandes embates relativos às questões ambientais e agrárias para verificar como se comportam (Raposa Serra do Sol, MP 458, Código Florestal, Belo Monte…).

O que um governo progressista ou a própria sociedade maios esclarecida poderiam fazer para pressionar esses veículos por uma comunicação mais equilibrada?

S.M.– Vejamos o exemplo da pentecostalização da mídia no Brasil. Considero a invasão dos meios de comunicação por corporações que se autodenominam igrejas um dos maiores problemas contemporâneos na comunicação de massa no Brasil. Já convivíamos com uma série de outros problemas, agora temos mais essa. O que o Estado fez? Ampliou o espaço e o poder desses grupos, inclusive através de alianças político-partidárias. Entregou redes de televisão para grupos que não representam nenhuma força cultural local, agridem as tradições religiosas de matrizes africanas e fazem proselitismo do capitalismo como religião.É claro que é preciso lutar pelo controle social da mídia, mas acho que o caminho não é o de reformar o que está aí, nem de cortar as propagandas estatais. A mesma tática do MST deve ser usada na luta pela democratização da comunicação: a ocupação do espectro improdutivo (seja no âmbito social, cultural ou pedagógico, que inclusive tem respaldo constitucional). Não me refiro a ocupar os estúdios da Globo, mas, para além do espaço que o movimento social vem conquistando na internet, lutar por canais de comunicação para os movimentos. Por que não uma MSTV, uma TV do MST? Chegou a hora de os movimentos sociais falarem ao povo diretamente, sem intermediários e não só pela internet, mas também através das ondas eletromagnéticas, ou do que restou delas.

Extraído de: Observatório da Imprensa. Acesso em 05/11/2012.