Já pensou em ficar sem jornal diário?

"Já pensou em ficar sem jornal diário? Então, nem pense nisso". Foi desta forma que um grupo de comunicação (TV , rádio e jornal) aqui de Santa Catarina se apresentou hoje aqui no pátio de casa. Recebi um jornal impresso que foi, agressivamente, jogado no quintal de casa. Não pedi e nem procurei pelo tal periódico.

Acho agressivo essa forma de impor uma leitura, sei que posso simplesmente pegar o papel e jogar na lixeira ou fazer outros usos, sem que a leitura se imponha, mas para quem tem no pensar uma prática cotidiana a leitura é imprescindível e quase que uma obrigação de ofício e, deste modo, a leitura veio.

O referido jornal traz a seguinte mensagem "Nosso compromisso é com você leitor, que merece notícias de fato e jornal de verdade." O grifo é meu, para destacar que o jornal deve acreditar que exista jornal de mentira, já que se apresenta como sendo um "de verdade".

Aa virar a primeira página já nos deparamos com a foto e o nome de alguns de seus colunistas, onze no total e todos eles, ao menos aqueles que já conhecia pela leitura de seus textos, representam o que hoje podemos chamar de "jornalistas destros", eles são todos de direita. Um jornal deste só pode apresentar uma única verdade, a sua própria. Não existe espaço ao contraditório e, deste modo, não há como ser jornal de verdade, aliás não o chamaria nem mesmo de jornal.

Hoje, essa letra morta, representa mais os interesses do governo do que os interesses da publicação da notícia imparcial, séria e verdadeira. Não valem a árvore que cortam,

Passando os olhos nos colunistas que o jornal apresenta vejo, inclusive, má fé nos seus textos que usam a tinta preta para ampliar o discurso da direita mentirosa que chegou ao poder neste país, um outro chama um padre de "padreco" só por discordar de sua fala. Tentei ser respeitoso neste meu texto, mas o próprio jornal me autoriza a chama-lo de jornaleco.

Em tempo, eles oferecem descontos em farmácias, em lojas, restaurantes, descontos em cinemas, churrascarias e pizzarias. Alguns oferecerem, inclusive, descontos em atendimentos odontológicos e lhes presenteiam com panelas, copos, bandejas, atc. Bastava oferecer boa notícia para atrair o público leitor, que vergonha desses jornalecos.

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