O ensino como mercadoria



Quando o Ensino é visto e tratado como mercadoria somente as empresas ganham e a estrutura de poder que beneficia o capital é mantida.

O mais triste de toda essa história é que para manter a estrutura de dominação do capital privado, usa-se largamente os recursos públicos.

O filme de Gregório Duvivier (veja abaixo) ilustra bem essa sombria relação entre o público e o privado no campo da educação.


É preciso aprofundar a discussão. O que foi apresentado por Duvivier é apenas a ponta do Grande Gelo Flutuante. A questão do domínio sobre o currículo é outro ponto que merece ser analisada pois atinge a todos a todo o tempo. Outro elemento dessa perversidade é a centralidade do ensino voltada exclusivamente para o campo do trabalho e aqui deixo uma citação de Frigotto que afirma sobre o capital humano, uma vertente muito forte na educação nacional, que "a teoria do capital humano representa a forma pela quel a visão burguesa reduz a prática educacional a um 'fator de produção', a uma questão técnica." (FRIGOTTO, Gaudêncio. A produtividade da escola improdutiva, São Paulo. Cortez. 1984, p. 18).


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