Fora Temer no centro de Florianópolis




Manifestação no centro de Florianópolis por ocasião da Greve Geral de 30/06/2017 contra as reformas da previdência e trabalhista. Manifestação contra o governo de Michel Temer.

Dona Lourdes e seu pedacinho de felicidade




Dona Lourdes merendeira, digo, cozinheira escolar, como gosta de ser tratada, é tudo isso que a reportagem mostra e muito mais. Uma pessoa dinâmica e sempre atenta ao seu tempo.

A escola básica municipal Batista Pereira, em Florianópolis, está repleta de trabalhadores e estudantes da mais alta qualidade e Dona Lourdes é um exemplo evidente deste entusiasmo pela coisa pública e o respeito pelo ensino público.

Pessoa extremamente ética, ela dedicou e continua dedicando boa parte de sua vida ao serviço público com muito respeito, repito, e competência.

Para quem, como eu, tem o privilégio de trabalhar ao lado da Dona Lourdes novas aprendizagens são oportunizadas todos os dias, sábio são aqueles quem sabem aproveitá-las.

Com Dona Lourdes Bernardina de Barcelos, confesso, a cozinha continua sendo um dos meus lugares preferidos de toda a escola. Um pedacinho de felicidade.

Greve geral nesta sexta! Veja quais categorias já decidiram parar

Na véspera da greve geral contra o governo de Michel Temer e as reformas trabalhistas e da previdência social marcada para esta sexta (30) Várias categorias já confirmaram sua adesão em todo o território nacional.
Em Florianópolis, assim como no ato de 28 de abril, centrais sindicais farão manifestações durante o dia. Nesta quarta, alguns manifestantes já distribuíram panfletos em frente ao Ticen (terminal do centro da cidade).

Em Florianópolis os funcionários do transporte coletivo vão parar entre 8h e 11h e possivelmente no período da tarde. 

Escolas também deverão aderir ao movimento de greve geral. De acordo com o sindicato dos servidores municipais de Florianópolis (Sintrasem), postos de saúde, creches e escolas municipais não terão atendimento, assim como obras e assistência social. O Sintrasem garante que as UPAs irão funcionar com 30% de efetivo, conforme manda a lei. Quanto à coleta de lixo, a Comcap fará uma assembleia na manhã da própria sexta-feira para votar a adesão ao movimento. A tendência é de paralisação total durante o dia.

Os sindicatos dos funcionários da UFSC, Udesc e IFSC informam adesão à greve geral. A Udesc, no entanto, divulgou nota dizendo que mantém aulas e expediente na sexta, mas recomenda que os professores flexibilizem as atividades.

O Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região irá aderir à paralisação.

E você, caro leitor, irá defender seus direitos e paralisar junto com os demais trabalhadores? Contra todo e qualquer governo corrupto?

Nananinanão


O Vaccari, Tesoureiro do PT, que estava preso há dois anos e três meses, foi absolvido hoje numa sentença do Tribunal Regional Federal da 4ª Região por dois a um. E sabem qual foi o veredito? Porque não havia prova, porque não se pode condenar ninguém apenas por delação. Não havia uma prova material, não havia quebra de sigilo bancário, quebra de sigilo telefônico, não havia nada que provasse. Apenas a delação. Então, ele foi inocentado num processo em que Moro pedia 15 anos e o Juiz, Desembargador Gebran pedia 18, e os outros dois disseram: "'nananinanão', não pode condenar". E sabe por quantos anos o Vaccari ficou preso? Dois anos e três meses, dois anos e três meses com uma prisão provisória. É uma barbaridade o que se está fazendo na Justiça deste País.

Eu espero que agora a gente recoloque as coisas nos trilhos, porque não dá para um povo ir lá fazer delação e o juiz sair prendendo todo mundo achando que se faz justiça.


Fonte: Senado

Fatalismo







Nos tempos atuais discutir o fatalismo é essencial para poder compreender as forças de manutenção do sistema.

Inadimplência de alunos do ensino superior foi de 9% em 2016, diz sindicato


Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) aponta que o total de alunos com mensalidades atrasadas alcançou 9% dos contratos em 2016. O índice registrado foi maior do que o apresentado no ano anterior (8,8%) e ainda é superior à média de outros setores (6%), de acordo com o sindicato.

O índice é o maior desde 2010, quando o total de pagamentos em atraso atingiu 9,6%. A entidade considerada inadimplência um atraso acima de 90 dias nas mensalidades.

Segundo o sindicato, a alta de 0,2 ponto percentual na inadimplência no ensino superior de 2015 para 2016 pode ser explicada pela crise econômica e pelo Fies, que a partir de 2015 reduziu o número de contratos.


A previsão do Semesp é de que a inadimplência se estabilize e fique em torno de 9,2% em 2017.
O levantamento mostra que as instituições de pequeno porte, com até dois mil alunos, são as que menos sofreram com a inadimplência de até 30 dias e tiveram um crescimento de 9,67%. No entanto, essas instituições foram as que registraram maior crescimento na taxa de inadimplência em mensalidades com mais de 90 dias de atraso.

Já as instituições de médio porte, de 2 mil a 7 mil alunos, são as que apresentaram as menores taxas (acima de 90 dias) desde o início da pesquisa em 2006.

A Região Metropolitana de São Paulo, que concentra mais da metade das matrículas do Estado, registrou aumento de 15,8% na inadimplência acima de 90 dias, subindo de 4,5% em 2015 para 5,2% em 2016. O índice ficou abaixo do registrado no Interior, que saiu de 11,3% em 2015 e chegou a 11,1% em 2016 e do próprio Estado de São Paulo, que registrou crescimento de 2,8% de 2015 a 2016.

Sobre a pesquisa

O levantamento foi desenvolvido pela Assessoria Econômica do Semesp por meio do Sindata – Sistema de Informações do Ensino Superior Particular e pelo Instituto PHD.

A taxa de inadimplência de curto prazo, até 30 dias de atraso, também sofreu crescimento, passando de 14,8% em 2015 para 16,6% em 2016. A médio prazo, até 90 dias, a inadimplência também subiu de 11,1% em 2015 para 12,0% em 2016.

Fonte: G1 - Originalmente publicado em http://g1.globo.com/educacao/noticia/inadimplencia-de-alunos-do-ensino-superior-aumentou-9-diz-sindicato.ghtml

Um novo Presidente, eleito pelo voto popular

Fala do Senador Lindbergh Farias (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RJ) –  em aparte do Senador Randolfe Rodrigues em 13/06/2017. Segue:


Senador Randolfe, queria cumprimentar V. Exª pela coerência. V. Exª, que, um ano atrás, aqui se posicionou contra o golpe, porque não havia crime de responsabilidade. Agora eu fico impressionado com a velocidade dos fatos: em um ano, esse golpe esse golpe está completamente desmoralizado. Olha os três principais nomes do golpe: Eduardo Cunha, preso; Aécio Neves, afastado do Senado Federal; e o Temer nessa situação. Eu fazia discurso na época, dizendo o seguinte: olha, o Temer vai se blindar, porque a gente sabe que um Presidente da República só pode ser investigado por fatos anteriores ao seu mandato. E eu dizia: ele não vai ser investigado, ele vai ter uma blindagem.

Não é que ele conseguiu cometer um crime dentro do seu mandato?

O SR. RANDOLFE RODRIGUES (Bloco Socialismo e Democracia/REDE - AP) – Dentro de um curto espaço de tempo.

O Sr. Lindbergh Farias (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RJ) – No curto espaço de tempo. Lá no Palácio do Jaburu, vários crimes: formação de quadrilha...

O SR. RANDOLFE RODRIGUES (Bloco Socialismo e Democracia/REDE - AP) – Obstrução na Justiça.

O Sr. Lindbergh Farias (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RJ) – ... obstrução de Justiça, prevaricação. Vários crimes. Agora, veja bem o impasse: eu estou fazendo este aparte porque, desde ontem tenho falado que há um novo caminho para o golpe. Assim que surgiram as denúncias, os fatos envolvendo a JBS, começou uma polêmica sobre eleições diretas e indiretas. Alguns setores, como a Rede Globo, falaram muito em eleições indiretas. Agora, o novo caminho que acho que querem do golpe é, se a Câmara autorizar que o Presidente seja processado, que você tenha a substituição automática por Rodrigo Maia, por um período de até 180 dias. Eu quero aqui registrar a minha posição: eu acho, sinceramente, que o Rodrigo Maia não teria legitimidade como Presidente da República. Na verdade, Rodrigo Maia e Temer são a mesma face de uma moeda, com o mesmo programa das reformas. Então, acho fundamental, neste momento, nós intensificarmos as nossas mobilizações pelas eleições diretas. No último final de semana, tivemos cem mil pessoas nas ruas de Salvador, também outro grande ato nas ruas de Porto Alegre. E, na próxima semana, vamos ter, no dia 16, em Belo Horizonte. E, no próximo dia 22, o Senador Capiberibe junto com o grande Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, estão chamando para um grande ato lá na Paraíba, em João Pessoa. Então, fiz este aparte para registrar a nossa posição. Nós não saímos dessa crise com Rodrigo Maia Presidente da República. Para sair desta crise, tem que haver um novo Presidente, eleito pelo voto popular, com a força para impor um caminho, inclusive com rumos diferentes para a nossa economia. Mas eu quero parabenizar V. Exª pelo importante pronunciamento no dia de hoje.

25 anos da Rio 92 e da Convenção do Clima

O SR. CRISTOVAM BUARQUE (Bloco Socialismo e Democracia/PPS - DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Uma boa tarde a cada uma e a cada um.

Sr. Presidente, senhores que compõem esta Mesa, vou querer guardar uma foto, porque há muito tempo eu não vejo uma mesa tão respeitável neste Senado, não pelos cabelos brancos, meus caros, mas pelo conteúdo de ideias propostas e de lutas que vocês têm tido.

Nós estamos aqui e de todo se falou muito sobre 1992, mas eu creio que a gente ainda não tem a dimensão exata do que aconteceu a partir de 72.

Meu caro Goldemberg, você foi um dos que pela primeira vez ouvi falar nisso através do Prof. Sachs. Eu tenho a impressão de que o mundo nasceu em 72, no sentido do mundo de hoje. Ele tinha nascido – eu falo das ideias do mundo – com o Renascimento.

O Renascimento trouxe uma visão de mundo que prevalece, mas foi 72 que permitiu descobrirmos coisas como o limite ao crescimento econômico. É claro que alguns intelectuais teóricos, o próprio Clube de Roma, já haviam trabalhado essa ideia, mas não era uma descoberta geral, como alguns desde a Grécia, diziam que a Terra era redonda. O mundo só descobriu que a Terra era redonda muito recentemente, depois das descobertas e da circunavegação.

VEJA O VÍDEO COM O DISCURSO DO SENADOR

Foi a partir de 72 que se espalhou pelo mundo a ideia de que havia limites ao crescimento, que havia risco de esgotamento de recursos, que havia uma fragilidade ou até impossibilidade de o consumo satisfazer as aspirações humanas plenamente. Descobrimos que o desenvolvimento não reduzia necessariamente a desigualdade nem eliminava a pobreza, porque se acreditava, a partir dos anos 60, pelo menos nisso.

Então, foi ali que os políticos participaram, representando os seus países, e de fato levantaram essa ideia. Em 92, ficou mais clara ainda essa posição política. Talvez, Jorge, lembrando o que você disse aqui - e ontem nos telefonamos e você me falou disso -, precisamos pedir desculpas ao povo brasileiro pelos nossos erros. Em 92 e em 72, os líderes do mundo começaram a pedir desculpas sobre o rumo do processo civilizatório inviável, insustentável.

Em 1992 e 2012 – eu creio que o mundo havia sido criado dessa maneira como nós o vemos –, nós fizemos duas grandes reciclagens, Presidente Collor, e o Brasil deixa o seu nome na história da humanidade a partir disso. Nós participamos, nós estivemos presentes e nós mostramos que houve uma tomada de consciência. Mas, lamentavelmente, ainda há um descompasso entre a consciência do problema e a mentalidade que formula as propostas. Não estamos casando. Não estamos casando a consciência do limite ao crescimento com a mentalidade de abrir mão do crescimento. Não conseguimos ainda casar. E o Trump, no fundo, é resultado isso. Ele se elegeu porque a consciência ecológica não chega à casa de cada um.

Nós fazemos política de uma maneira, Presidente Collor, que, a meu ver, hoje não responde às necessidades de um mundo que ficou global e de longo prazo, quando se ganha o voto com propostas para o imediato e para o seu redor. Há uma incompatibilidade, Goldemberg, entre fazer política, tendo votos, e pensar o mundo, como nós tentamos aqui. Esses discursos nossos não dão votos, a não ser de um pequeno grupo da tribo ecologista, da tribo verde. Mas quem está desempregado quer emprego; quem está com baixa renda quer alta renda. O discurso de que não dá para ter automóveis e de que eles não levam ao bem-estar é verdadeiro, mas não é eleitoralmente positivo.

Por isso – eu não quero perder tempo, até porque sou o último, nem tomar o de vocês –, eu queria dizer que, para mim, minha querida Ministra, o que de fato fica hoje, além da consciência, são algumas perguntas ou muitas perguntas que não vai dar tempo de fazer aqui. Perguntas, por exemplo, sobre os recursos naturais, e eu tomo apenas dois: água – como preservar? E energia – para quê e como usar? Aqui está um mestre nisso. Não basta querer produzir mais energia; é preciso mais energia sustentável. Mas não basta isso. É preciso saber se a gente precisa desse ar-condicionado tão frio ou se não podemos ter uma arquitetura que prescinda de ar-condicionado. Eu vejo ali alguém se cobrindo com um cobertor, nos trópicos brasileiros, apesar de estar a mil metros de altura. Então, a ideia da energia... As perguntas são: para que mais energia? Como produzi-la?

Na economia, há uma lista imensa, mas eu vou apenas citar algumas. Crescimento econômico: até onde vamos poder? Economia verde: qual é o limite da própria economia verde? Muitos verdes acham que não existe limite. Economia: como fazê-la regida pela ética? Como conseguir isso? É difícil. Ela tem uma mecânica quase que física.

Desenvolvimento sustentável: o que é e como é? A economia solidária: como fazer? A economia de criar tempo livre: como valorizar o ócio para que isso possa entrar, no final do ano, nos indicadores? Aumentamos o tempo livre – a gente não mede isso. A gente diz: aumentamos a produção, usando o tempo.

A ciência econômica, como reinventá-la? Ela está velha, ela não responde mais às exigências pós 1972. A ciência econômica é um instrumento arcaico, como – com todo respeito a muitos – foi a teologia a partir do Renascimento. Como reinventá-la?

São perguntas que não são fáceis de a gente responder.

E eu concluo.

E o decrescimento? Por que não? E como fazê-lo positivo?

E os bancos? Como utilizar os bancos em vez de eles nos utilizarem?

E o governo? Como orientá-lo no mundo em que ele tem que responder a curto prazo, mas é do longo prazo que a humanidade precisa.

E a moeda? Como reduzir a monetarização da civilização? Veja que eu não disse acabar com a monetarização. Ou seja, eu não radicalizei na ideia de que uma civilização do futuro pode prescindir de moeda, mas pode desmonetarizar um pouco, desmercantilizando também.

E os padrões que nós temos? Quais são os novos indicadores? Como mudar os padrões de consumo? Como mudar os padrões de produção e distribuição, que têm essa coisa inacreditável, tantos anos depois de 1972? Aqui em Brasília a gente come ovos que foram produzidos em São Paulo, mas, antes de virem para cá, foram para Goiânia e, às vezes, para Belém. Ou seja, é um sistema de produção e distribuição irracional do ponto de vista da realidade de hoje.

E a ciência e a tecnologia? Como subordiná-las aos valores éticos? Como conviver no mundo da robotização, da informática, sem ficar prisioneiro delas?

E a Terra? A Terra como Planeta. Veja que essa já é outra novidade. Até pouco tempo atrás Terra era com t minúsculo. Agora Terra é com t maiúsculo, a partir de 1972, se for para marcar uma data.

E como é que a gente vai manter a biodiversidade?

E como respeitar os animais? Nós esquecemos de falar isso muitas vezes.

E como tratar o lixo?

E como regredir a desertificação?

E a quem pertencem os oceanos e o espaço? A quem tem foguete ou à humanidade inteira? Adianta a gente dizer que pertence à humanidade inteira se só alguns têm foguete? E se todos tiverem foguete, a gente vai respeitar o oceano?

E a sociedade?

A pobreza? Como superar a pobreza?

Como trazer solidariedade, despertar solidariedade no mundo do individualismo, do egoísmo mais forte?

E as cidades, o que fazer? Talvez seja um dos maiores problemas nossos. O que fazer para as cidades não serem o que a gente vê todos os dias nessa tragédia do consumo de drogas, dos engarrafamentos e dos lixos?

E o trabalho? Como vai ser o trabalho no futuro?

E a saúde? A saúde é apenas para dar conforto ou é para aumentar o tempo de vida? E se for para aumentar o tempo de vida, até quando? Já se fala que é possível dizer que a morte morreu. Um desses dias eu assisti a uma palestra em que o cientista dizia: "A morte morreu". Aí eu disse para ele: "Na minha idade, eu não estou mais interessado na imortalidade. Eu quero saber quando é que eu vou poder ressuscitar". E ele disse que para isso não tem resposta ainda.

Pois bem.

E a desigualdade, como reduzir?

E a habitação? Como fazê-la para todos, mas sustentável? Porque até fazer casa para todos é possível, mas de forma insustentável.

Eu não vou continuar, mas a política é uma lista grande de perguntas que eu tenho.

E a demografia? A gente vai querer continuar aumentando o número de pessoas? Vai impor a redução, como a China fez?

E a migração? Quem está aí pensando no que fazer com a migração? Vamos abrir todas as portas dos países? Vamos aterrar todos os mediterrâneos, inclusive os invisíveis, que separam nossa casa daqueles que desejariam morar numa casa boa? Vamos aterrar o mediterrâneo que separa os nossos hospitais do povo sem saúde, que não consegue entrar lá? E os mediterrâneos invisíveis que separam a escola dos nossos filhos e netos daqueles que não têm boas escolas? Talvez não seja a solução eliminar os mediterrâneos e os muros. Mas construir muros, a gente sabe que não é o caminho.

E a cultura? Como manter a diversidade?

E os riscos adiante, inclusive do terrorismo?

E duas perguntas, para terminar, ou pelo menos dois grupos de perguntas: a filosofia e a civilização.

Para onde ir a civilização? Essa é uma pergunta fundamental, que 1972 levantou, mas não respondeu.

Quanto à filosofia, eu quero concluir.

E, aí, falo para os meus dois colegas, Presidente Collor e Jorge Viana. Eu creio que esse fracasso nosso, dos políticos, que não é só nosso, é quase geral no mundo, se deve menos ao excesso de políticos ruins que somos nós do que à falta de bons filósofos, que estão faltando no mundo. Nós não temos orientação. E, sem orientação, o político vira apenas uma máquina de conseguir voto. É a filosofia que nos dá um sentido, que nos dá um destino. E isso está faltando.

Foi 1972 talvez, escolhendo uma data, que nos trouxe o despertar dessas perguntas. Mas, no caso do Brasil, e estamos aqui, eu concluo dizendo, Jorge Viana, Presidente Fernando Collor: nós precisamos fazer uma pergunta que resolva duas palavras que faltam entre nós: coesão e rumo. Como fazer com que o Brasil tenha uma coesão de 220 milhões de pessoas com um sentimento comum? E qual o rumo para o futuro que essa sociedade coesa vai querer para si?

Não temos respostas. Eu, pelo menos, não tenho. Eu trouxe perguntas. Mas eu quero dizer que fico satisfeito.

E aqui quero dizer que o mundo deve a muitos, mas especialmente a vocês, que representam alguns a quem mais nós devemos. Ministra Izabella, à senhora especialmente; a Collor, pelo 1972, e a gente de vez em quando conversa do esforço; a todos os outros. O mundo inteiro vai dever muito àqueles que fizeram esse despertar de 1972, de 1992 e de 2012.

Por isso, muito obrigado a vocês que, como brasileiros, deram a contribuição para a gente descobrir o mundo. Agora, falta inventá-lo como nós desejamos que ele seja. Enquanto não sabemos como inventá-lo, pelo menos perguntemos. É isso que tentei fazer.

Parabéns a vocês.

Muito obrigado.

Fonte: Senado Federal

Floripa.br

A Registro.Br órgão que regulamenta os registros de domínios na internet brasileira liberou no dia de hoje (12) a categoria floripa.br para os interessados em registrar um domínio tendo como referência a cidade de Florianópolis.

Segundo a página do Registro.Br as cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes, caso de Florianópolis, possuem o direito a ter seu próprio domínio e são os moradores quem dão as sugestões para a categoria de cada cidade.

No caso de Florianópolis a sugestão que prevaleceu foi o apelido utilizado por parte dos moradores e turistas que visitam a cidade e que carinhosamente a chamam de Floripa. Assim a Registro.Br abre uma nova categoria de domínio a floripa.br e que a partir de agora você pode fazer (registrar) um domínio deixando sua marca, nome ou endereço com a seguinte estrutura seudomínio.floripa.br

Achou interessante? Se você quer registrar um domínio seja com a categoria floripa.br ou outra de sua preferência e não sabe como fazer, envie um email [ou ache outra forma de contato] que ajudaremos no que for possível.

Já criei meu endereço na cidade de Florianópolis www.santiago.floripa.br

Um fraterno abraço e até a próxima.

LUTAR PELA PAZ É O DEVER MAIS SAGRADO DE TODOS OS SERES HUMANOS

Infelizmente, quase todas as religiões tiveram que lamentar o fato destruidor das guerras e suas terríveis consequências. A essas tarefas tiveram que dedicar as maiores energias. A singular importância do encontro entre o Papa Francisco e Sua Santidade Kirill, em Havana, tem suscitado a esperança dos povos do mundo.

A paz tem sido o sonho dourado da humanidade e o anseio dos povos em cada momento da história. Milhares de armas nucleares penduram sobre as cabeças da humanidade. Impedir a mais brutal das guerras que pode ser desatada tem sido, sem dúvidas, o objetivo fundamental do esforço dos líderes religiosos das igrejas dirigidas por homens como o Papa Francisco, Sumo Pontífice da Igreja Católica e Sua Santidade Kirill, Patriarca de Moscou e de Toda Rússia.

Lutar pela paz é o dever mais sagrado de todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas religiões ou país de nascimento, a cor de sua pele, sua idade adulta ou sua juventude.

Fidel Castro Ruz
14 de fevereiro 2016

VAI PRA CUBA!



Cuba está mudando e reformas estão sendo implementadas, mas a centralidade de um país de economia socialista continua sendo uma determinante nesta ilha caribenha.

Está havendo abertura para que em Cuba empresas privadas existam legalmente e que investimentos estrangeiros possam ser realizados, mesmo assim o presidente cubano Raúl Castro afirma que o país continua e continuará socialista.

Quer saber mais detalhes sobre esses novos tempos em Cuba, veja o vídeo até o final e descubra.

A COR DA PELE



As histórias de nosso cotidiano nos revelam coisas muito interessantes para (re)pensar o próprio cotidiano.
Algumas coisas acabamos reproduzindo sem ao menos nos questionar os motivos dessa reprodução e preconceitos podem estar embutidos em nossas ações ou em nossas falas.
Você já ouviu falar em lápis da cor da pele? Veja esse vídeo baseado em situações reais e seu desfecho final.
Quero aqui registrar o que chamo de preconceito cutâneo, uma forma de discriminação ainda muito forte e visivelmente presente em nossa sociedade.

TERCEIRIZAÇÃO: O CASO JANAÍNA DE JESUS

O SR. ROBERTO REQUIÃO (PMDB - PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Presidente, se queremos ser universais, temos de cantar a nossa aldeia. Eu quero trazer à Mesa e, através das mãos de V. Exª, entregar ao Presidente do Senado, um ofício que eu redigi.

Chegou ao meu conhecimento a triste história da servidora da empresa Planalto, Janaína Eugênio de Jesus, matrícula nº 3315, que serve esta Casa há mais de 17 anos, na área de serviços gerais.

No dia 12/05/2017, a servidora foi surpreendida com a notícia de que estava sendo sumariamente demitida e convocada a assinar o aviso prévio. Motivo: pelo simples fato de ser mãe.

Esclareço.

É uma empresa terceirizada do Senado. A filha caçula da servidora, Maria Júlia Dinorá Mortosa de Jesus, de apenas 3 anos de idade, nascida em 23/5/2014, vem apresentando, desde um ano e oito meses de vida, um quadro crônico de sangramento vaginal, associado a episódios de epístase – retenção do fluxo de fezes – e enterorragia – hemorragia no intestino.

Em razão da enfermidade da filha, ainda sob investigação médica e não devidamente diagnosticada, Janaína teve que se ausentar parcialmente de suas tarefas laborais em dias e horários diferenciados. Esclareça-se que, nos dias em que precisava acompanhar a filha a consultas médicas e exames diversos, procurava cumprir pelo menos um período de sua carga de trabalho, exercendo normalmente suas funções. Somente em caráter excepcional, a ausência era integral.

A justificação para sua demissão, Senador Paim, segundo a pessoa que a convocara para a assinatura do aviso prévio, foi que havia apresentado diversos atestados médicos. Em outras palavras, suas ausências esporádicas ao ambiente de trabalho, depois de 17 anos de função cumprida regularmente, mesmo que devidamente justificadas, a tornava inapta para o exercício da função na empresa.

Presidente Paim, isso é inadmissível! Como uma mãe poderia deixar de empreender todos os meios e esforços possíveis para dar assistência a sua filha, tão tenra em idade e acometida de uma enfermidade ainda não conhecida pelos médicos? Inevitavelmente, teria que se ausentar em momentos específicos de suas atividades laborais; não sem, contudo, prover as provas que a justificassem e empreendendo todos os esforços para minorar os prejuízos que sua ausência eventualmente causasse.

Importante ainda frisar que a servidora é detentora de condição financeira humilde e, consequentemente, não aufere recursos para custear tratamentos médicos e plano de saúde privados, certamente dispendiosos do ponto de vista financeiro.

A empresa, ao invés de dar apoio à funcionária, propõe a sua demissão. É o raio da empresa terceirizada no sistema de terceirização, que querem universalizar no Brasil.

Caso essa não fosse sua realidade, talvez pudesse acorrer a consultas médicas e a laboratórios clínicos em dias e horários compatíveis com seu trabalho. Ou seja, à noite e aos finais de semana. Porém, todo o calvário que filha e mãe enfrentam, no intento de obter uma solução para o caso, necessária e inexoravelmente, passa pela saga da rede pública de saúde.

O ato demissionário da servidora Janaína Eugênio de Jesus é desumano, injusto e repudiável! Se preservado – e não revisto e desconstituído, o que se espera –, causará inúmeros outros prejuízos à família, já combalida pela doença da filha caçula e pelo desemprego do esposo/pai. Este trava, há mais de quatro anos, uma luta inglória para reinserir-se no mercado de trabalho. Em decorrência do desemprego que flagela milhões de brasileiros vitimados pela crise que o País atravessa, o esposo e pai faz "bicos" para complementar a já escassa renda familiar.

Diante dos fatos acima narrados, apelo ao elevado espírito humanitário de V. Exª – no caso, estou me dirigindo ao Senador Eunício, Presidente do Senado –, visando ao cancelamento do procedimento de demissão da servidora. E que Janaína Eugênio de Jesus seja imediatamente integrada às suas funções na Casa.

Na certeza da atenção de V. Exª, renovo-lhe votos de estima e consideração.

É o ofício que eu pretendo, neste momento, passar às suas mãos para que chegue à Presidência do Senado. Utilizei o recurso desta possibilidade regimental de, pela ordem, levar ao conhecimento do Senado e do Brasil mais uma patifaria das famosas empresas terceirizadas, que, ao invés de prestarem o auxílio necessário, recorrem à demissão sumária de um funcionário de 17 anos de trabalho.

O SR. ROBERTO REQUIÃO (PMDB - PR) – Empresa Planalto.

Obrigado, Presidente.

Fala do senador Roberto Requião proferida no plenário do Senado Federal em 07/06/2017.

A previdência não tem rombo; tem roubo, diz senador

Em 07/06/2017 o Senador Paulo Paim proferiu o seguinte discurso no plenário do Senado que aqui socializamos:

"Podem ter certeza, quem viver verá. Se continuarmos a não ter nenhuma responsabilidade com o social, como está fazendo este Governo [...]. Com esta reforma trabalhista, que retira o direito dos trabalhadores – vai aumentar o desemprego, não há como –, com a reforma da previdência, a violência vai continuar aumentando.

Vai chegar o momento em que os ditos poderosos terão que viver em prisões devido à avalanche que virá de baixo para cima – aqueles que vivem somente na avareza do lucro, do lucro, do lucro, do lucro, não tendo nenhuma responsabilidade social.

[...] Se fizerem as reformas trabalhista e previdenciária e não investirem em educação – cada vez estão investindo menos; a PEC que congela está aí –, essa violência há de dobrar, infelizmente. Quem viver verá.



O que eu disse há um tempo está acontecendo hoje. Por isso, eu vejo aqui, com satisfação, Senador Capiberibe, esse movimento que já fazíamos há um ano e meio, retomando as eleições diretas.

Eu queria também aproveitar estes minutos que tenho para dizer que lamentei muito, muito, Senador... E muitos me perguntavam, nos corredores, por que eu estava triste. Como não ficar triste? Assisti à Comissão de Economia do nosso Senado, do meu País reconhecer que o projeto é uma porcaria – todos os Senadores, do Relator ao Líder do Governo – e, assim mesmo, votar a favor. Desmontam em seis pontos parte do projeto, mas as maldades continuam lá, a maioria. É inadmissível! É uma coisa maluca! É uma situação que eu nunca vi.

Debatemos a matéria das 10h da manhã às 5h da tarde. Nenhuma defesa. No painel, 14 a 11. Dá para entender? Dá para entender? Esta pergunta eu fiz lá, antes da votação: dá para entender? Nós sabíamos dos números, não é, Senadora Lídice e Senadora Fátima? Não dá para entender, não dá para entender. Todos concordam que o projeto é ruim, é perverso, é desumano, é cruel e rasga conquistas que foram asseguradas aos trabalhadores com muita batalha, desde a Era Vargas até hoje, mas, na hora de olhar o painel... Aí tu perguntas: por que votou a favor? Ninguém me disse, ninguém me disse. Alguns sinalizam: "É para o mercado e porque pode influenciar no voto, no Tribunal Superior, para o afastamento do Temer ou não". É para tentar mostrar, numa vitória pífia, que está tudo bem. Não está tudo bem. Está tudo mal! Olhem o que leu aqui o Senador Lasier: a violência aumenta. No caso do Pará, eu me assusto. Na Comissão de Direitos Humanos, daqui a um pouco, vamos ter que fazer audiência todo dia, pois é chacina no campo e na cidade. E eles querem dizer que está tudo bem. Isso não é sério.

Eu estou muito preocupado. E estou mais preocupado ainda, porque querem amanhã já – não deram, como manda o Regimento, 48 horas entre uma comissão e outra – fazer a leitura do relatório. Isso é o fim do mundo.

A CAS nunca se reuniu na quinta. Desde que eu estou no Senado, há dois mandatos, a CAS sempre se reuniu na terça ou na quarta. Ela nunca se reúne na quinta, porque, na quinta, os Senadores viajam – o Brasil sabe disso. Vejam se, no plenário, dá quórum na quinta. Nunca dá quórum na quinta. Agora, inventaram que, na quinta, vão dar quórum. Isso é praticamente uma urgência disfarçada ao projeto da dita anarquia trabalhista, porque é mesmo uma anarquia trabalhista aquele projeto.

Todos que estavam lá e leram, viram e comentaram dizem que aquele projeto é uma esculhambação. É um monte de regimento interno dentro de um projeto – regimento interno do Judiciário, regimento interno para dentro da fábrica, regimento interno para o sindicato. O que é isso? E o Senado vota, dando uma de avestruz. É aquela história de enfiar a cabeça na areia para ver a tempestade passar. A tempestade não vai passar. O Senado tem que agir. É impossível que não tenhamos condição de o Presidente desta Casa, que eu respeito, o Senador Eunício, chamar os Líderes para uma conversa séria sobre o que está acontecendo no País, inclusive aqui na nossa Casa. Está tudo bem? Tudo bem porcaria nenhuma!

Eu tenho 67 anos, gosto de dizer que tenho 67 e meio – e mesmo que eu vá para 68, queira Deus, ou 70 ou 80 – e nunca vi uma situação como esta dentro do Parlamento brasileiro.

Nunca vi. Nunca vi mesmo. Nem na Câmara! Nem no tempo do Centrão. O Centrão pelo menos tinha uma filosofia, sabia o que defendia, sabia o que queria, e nós éramos contra. Mas esses aqui... Não defendem, não explicam.

Eu não sei se choro ou se me sento ali naquela cadeira esperando as horas passarem.

Espero que, amanhã de manhã, não queiram fazer mais essa sacanagem, porque é sacanagem, é maldade, é molecagem se quiserem fazer. Não acredito que vão fazer. Seria uma molecagem. Todos os acordos que nós firmamos aqui nós cumprimos na íntegra. Todos, inclusive o de ter votado ontem. Perdemos, advogamos. V. Exª, Senadora Lídice da Mata, leu o voto em separado; a Senadora Vanessa também leu; eu li; todos...

... aqui defenderam destaques. Agora, não vamos inventar uma história, desrespeitar o Regimento e amanhã de manhã querer votar no grito. Aí eles dizem que nós é que queremos no grito. Não! Nós só queremos que cumpram o mínimo do Regimento, que são 48 horas depois. E 48 horas depois só vão dar na quinta, às 8h da noite. Consequentemente, vai ter que ser na próxima quarta-feira.

[...] eu tinha que fazer esse comentário. E eu o faço consciente de que aqui não há moleque. No Senado, não há moleque. Aqui são todos homens e mulheres experientes, calejados, que sabem que o bom diálogo é importante. O confronto em querer...

... ganhar no grito não interessa a ninguém. Por não haver moleque aqui, eu acredito que amanhã não vai haver nenhuma molecagem lá na Comissão de Assuntos Sociais.

[...] Eu só queria deixar na Mesa o documento que recebi – mais um documento, foram tantos – do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região de Porto Alegre condenando essa reforma. É um manifesto em que eles deixam muito claro que essa reforma trabalhista é perversa, é desumana, é desleal, é desonesta com o povo brasileiro. Eu não vou ler, mas eu resumi aqui. Eles, inclusive, apoiam o documento dos Ministros do TST que, na sua ampla maioria, também condenam essa reforma. Por isso, peço que fique registrado nos Anais da Casa esse documento.

Eu tinha que viajar amanhã logo após a CPI da Previdência, que está mostrando a vergonha que é a roubalheira na previdência. É roubalheira mesmo, e é dos grandes, não é dos pequenos. Pequeno não rouba, pequeno é descontado em folha, seja da área pública, seja da área privada, seja da área rural, via talão de notas. A roubalheira que está aparecendo lá é dos grandes... E amanhã vêm os grandes frigoríficos, começando por essa tal de JBS. Aí vêm todos os outros na sequência. Depois vêm os bancos. Falam, falam, falam, mas não explicam por que é que roubaram tanto o dinheiro da previdência e continuam roubando.

Alguns dizem "o rombo da Previdência".

A previdência não tem rombo; tem roubo, roubo. E a CPI vai mostrar claramente onde é que está o roubo da previdência. E querem que o povo pague tudo outra vez.

É interessante que, de cada duzentos internautas que entram, duzentos chamam de "sacanagem", de "banditismo" essa reforma da previdência naquele caso.

Agora, claro, quando eles arrebentam, na reforma, com os trabalhadores, é claro que a arrecadação vai diminuir. Terceirizam tudo, pejotizam, trazem o trabalho intermitente. Todos esses não vão pagar mais a previdência, porque já não pagam. As terceirizadas? É brincadeira, é quase uma piada. Elas não pagam nada. Agora, calculem o intermitente. O cara vai trabalhar duas horas e vai pagar a previdência? Vai pagar Fundo de Garantia? Ele trabalha duas horas por dia, seis horas num dia, uma hora no outro. Não é sério.

Não é sério, é quase que uma brincadeira, é irresponsabilidade total.

Quanto mais eu leio – porque são duzentas mudanças –, quanto mais eu leio, mais fico preocupado, triste e indignado."

[Com base nas notas taquigráficas do senado e por mim editado]

Nova Greve Geral no País

As centrais sindicais se reuniram na segunda-feira (5) em São Paulo, em Brasília também houve uma reunião das frentes – Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo – Resultado dessas reuniões: Definiram a data do próximo dia 30 como a data da próxima greve geral no País. É uma greve não só por eleições diretas, a pauta das reformas trabalhista e previdenciária estão no centro dessa greve.

Nós chegamos ao fundo do poço, diz senador.

O SR. LINDBERGH FARIAS (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RJ. Pronuncia o seguinte discurso no plenário do Senado em 05/06/2017 - Sem revisão do orador e por mim editado.)

– Presidente, Senadora Regina, vim caminhando a passos largos para pegar ainda esta sessão em funcionamento e fazer um pronunciamento.

Quero fazer o registro da realização do 6º Congresso do nosso Partido, o Partido dos Trabalhadores, Congresso que elegeu a nossa combativa Senadora Gleisi Hoffmann como Presidenta Nacional deste Partido.

Eu participei de todos os debates. Fui candidato, também, a Presidente Nacional do PT. Acho que tive um importante papel de estimular o debate dentro desse que é o maior Partido de esquerda da América Latina. Acabei com 38% dos votos. Acho que tive um bom desempenho. Quero vir aqui a público – e já o fiz nas redes sociais – declarar o meu mais profundo apoio à Senadora, que é uma Senadora de altíssimo nível, corajosa e que vai ser uma grande Presidenta do PT.

O PT definiu sua prioridade na luta pela derrubada desse Governo ilegítimo, mas nós deixamos, de forma bem clara também, dito para todo o País que nós não aceitamos nenhuma saída pelo colégio eleitoral. Não há saída dessa crise por esse Congresso Nacional, totalmente desmoralizado e distante da vida do povo brasileiro. Para nós, só eleições diretas, uma grande campanha nacional.

Ontem, inclusive, em São Paulo, houve um importante ato que reuniu mais de 100 mil pessoas no Largo do Batata. No domingo anterior, nós já tínhamos feito uma grande mobilização no Estado do Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana, 150 mil pessoas. E agora vai ser cidade por cidade desse País.

É importante registrar que nós já temos o instrumento jurídico para as eleições diretas. Nós conseguimos aprovar – eu fui o Relator – a PEC do Senador Reguffe, que modifica o art. 81 da Constituição, para dizer que, se houver afastamento do Presidente e do Vice-Presidente da República até o final do terceiro ano, ou seja, se houver vacância do cargo de Presidente e Vice-Presidente da República até o final do terceiro ano, ou seja, 31 de dezembro de 2017, nós teremos eleições diretas.

A gente também sabe que vai ser julgada amanhã a chapa [Dilma e Temer] no TSE, e há um entendimento no TSE, pelo menos esse tem sido o entendimento majoritário, de que a chapa, sendo cassada, tem que se obedecer ao art. 224 do Código Eleitoral, que diz que até seis meses antes do final do mandato tem que ser um processo eleitoral direto. E o TSE vai ter que se pronunciar: se o TSE cassa a chapa, ele vai ter que dizer de forma clara se vai ser eleição direta ou indireta. Na avaliação de muitos juristas com que nós conversamos, o caminho de cassação da chapa tem que ser eleição direta. Foi um ato que aconteceu no início do processo eleitoral, ou seja, não se trata do art. 81 da Constituição, que fala de vacância. Vacância seria no caso de renúncia ou de impeachment.

Então, nós saímos muito unificados do congresso, para discutir esse novo momento do País e para trabalhar em cima dessa bandeira do "Fora, Temer", das eleições diretas. É claro que tem um debate que ainda vai continuar pelo próximo período, que é o debate sobre estratégia.

E eu vejo agora a eleição no Reino Unido, como cresceu a candidatura de Jeremy Corbyn. A diferença era de 20 pontos da Theresa May, que é candidata do Partido Conservador, em relação ao Jeremy Corbyn – era de 20 pontos. A diferença agora está em 5 pontos; tem pesquisas que estão dando 3 pontos. A eleição vai acontecer na próxima quinta-feira.

E eu, quando olho para a situação da esquerda do mundo e vejo não só Jeremy Corbyn, que fez um discurso pegando um conteúdo programático de muita contestação do sistema, quando eu olho também para a eleição francesa e vi lá o resultado do Mélenchon e, nas eleições norte-americanas, do Bernie Sanders, eu estou convencido de que só uma esquerda para valer pode fazer frente a uma direita extremamente conservadora, com um discurso que se aproxima de características fascistas.

[Falando sobre o contexto político e econômico brasileiro]

Nós temos que fazer diferente, e fazer ainda muito mais do que a gente já fez. [...] Eu falo, inclusive, do ponto de vista econômico. Nós tivemos ali [2003, início do governo Lula], o boom das commodities, que nos ajudaram, e tivemos uma situação nova na economia, nós tínhamos um crédito. O crédito era lá embaixo, era pouco crédito para o povo brasileiro, e a gente conseguiu utilizar aquela margem de manobra ali para, sem grande conflito com o capital, fazer um grande processo de distribuição de rendas e inclusão social no País.

Eu estou convencido de que a situação agora é diferente. Não tem espaço mais no mundo inteiro dentro dessa etapa do capitalismo extremamente hegemonizada pelo capital financeiro.

Nós temos que ter um programa de reformas de base. Agora, para isso, vai ser necessário, dessa vez, a gente tocar em interesses do grande capital, principalmente duas questões que são centrais: uma é na hora da arrecadação. Nós temos que mexer nesse sistema tributário brasileiro. Quem paga imposto no País é a classe média, são os trabalhadores. Os multimilionários pagam muito menos, proporcionalmente, impostos no País. É algo absurdo, é um sistema tributário extremamente regressivo e, se a gente quer ter um novo plano de investimentos em saúde, educação, fazer reforma urbana, reforma agrária, nós vamos ter que mexer nesse sistema tributário, como vamos ter que mexer na hora do gasto, porque há duas formas para combatermos a desigualdade: na hora em que arrecadamos e na hora em que gastamos.

Infelizmente, hoje, 35% de tudo que a gente gasta no nosso orçamento são para pagar juros a um pequeno grupo de rentistas, é uma transferência do orçamento – que era para ser para os pobres – para os multimilionários desse País, para os grandes empresários, para o sistema financeiro.

Então, esse é um debate que está em aberto. Eu tenho convicção de que o PT está em boas mãos com a Senadora Gleisi, e a gente espera construir a candidatura do Lula em cima de uma nova plataforma, de uma plataforma em que entrem temas de debates como democratização dos meios de comunicação, porque nós temos uma concentração gigantesca em poucas famílias de todo o nosso sistema de radiodifusão aqui, no País. Então, esse é um ponto importante também.

Nós estamos caminhando em direção ao Estado de exceção. É impressionante essa perseguição infame contra o Presidente Lula. É uma caçada contra o Presidente Lula, e até agora não acharam uma prova sequer contra o Presidente Lula. E estão querendo condenar sem provas, porque o desespero todo deles – por isso é que a gente sempre diz que esse golpe é um golpe continuado – é porque o Lula não para de subir nas pesquisas.

Eles fizeram tudo isso, deram esse golpe. Eles diziam na época: "Se tirar a Dilma, a economia vai melhorar". Melhorou coisa alguma. A situação da economia brasileira é impressionante. Inclusive, eles estão fazendo o maior estardalhaço aqui no Senado Federal de que houve um crescimento de 1% do PIB do 1º trimestre. Houve, sim, mas há várias questões a serem discutidas nesse crescimento do PIB do 1º trimestre. Primeiro, houve uma mudança de metodologia do IBGE no que se refere a serviços e comércio. Eles mexeram, mudaram, em fevereiro, a metodologia, o que os ajudou. Segundo, é que foi a agropecuária que cresceu 13%. O que puxou o crescimento da economia foi agropecuária e a exportação. Quando você vai ver os números da economia brasileira, internos, você vê o seguinte: investimentos – queda de 1,6% em investimentos. Não sei como eles têm coragem de comemorar. Consumo das famílias: queda também de 0,1%. Continua caindo o consumo das famílias.

Hoje, há uma matéria no jornal Valor Econômico que diz que, desde 2014, o PIB per capita caiu 11 pontos, que nós vamos demorar cinco anos para voltar à situação de 2014. O consumo do Governo caiu 0,6%. Então, vejam bem, isso é retomada do crescimento? Não! Nós estamos numa situação de estagnação. Nós chegamos ao fundo do poço. E é comum nessa situação você ter melhoras na área de exportação, no setor de exportação, mas o concreto, quando a gente olhar para o Brasil, é este: o consumo das famílias continuou caindo, os investimentos caindo e gastos do Governo caindo também.

O plano de ensino e a construção de conceitos na geografia escolar

O PLANO DE ENSINO E A CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS NA GEOGRAFIA ESCOLAR

Santiago Alves de Siqueira

RESUMO


O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre a importância pedagógica do plano de ensino para construção de saberes geográficos no ensino fundamental. Nossa perspectiva é ampliar o debate sobre os objetivos e possibilidades da geografia no ensino básico trazendo para a discussão a construção de conceitos como eixo orientador para que a geografia escolar possa cumprir um de seus propósitos: auxiliar os alunos na compreensão do espaço geográfico.

PALAVRAS-CHAVE


Plano de ensino; Construção de conceitos; Geografia escolar

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REFERÊNCIAS


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KAERCHER, Nestor André. Se a geografia escolar é um pastel de vento o gato como a geografia crítica. Porto Alegre: Evangraf, 2014.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
PONTUSCHKA, Nídia Nacib; PAGANELLI, Tomoko Iyda; CACETE, Núria Hanglei. Para ensinar e aprender Geografia. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
SANTOS. Milton. Metamorfoses do espaço habitado: Fundamentos teóricos e metodológicos da geografia. 6ª ed. São Paulo: Edusp, 2014.
TONINI, Ivaine Maria. Geografia escolar: uma história sobre seus discursos pedagógicos. Ijuí: Ed. Unijuí, 2003.

COMO DISCUTIR MEIO AMBIENTE





No dia mundial do meio ambiente, utilizo este vídeo para falar sobre a importância deste tema e sua relevância em sala de aula.


Discutir os aspectos do meio ambiente em sala de aula deve ir além de ensinar as crianças a escovar os dentes ou tomar banho com o consumo reduzido de água.

É preciso apontar diversos elementos que são fundamentais para a escolha de uma vida com qualidade e ambientalmente saudável.

Vacina contra gripe está liberada para toda a população

O Ministério da Saúde autorizou as secretarias estaduais de Saúde a estender a campanha de vacinação contra gripe para toda a população, e não apenas para grupos prioritários, que incluem crianças, gestantes e idosos, entre outros. A partir desta segunda-feira (5), 14 estados estão aplicando as vacinas em pessoas de todas as faixas etárias. 

A prevenção é a melhor saída para a crise na saúde do país. É importante que a população possa aproveitar a oportunidade e se imunizar. Se você tem interesse em reforçar sua imunidade contra a gripe é preciso procurar os postos de saúde da sua localidade para ver se ainda há doses disponíveis da vacina.

É preciso saber que as doses liberadas à população são limitadas ao estoque remanescente da campanha de 2017.

Aquecimento Global e o Acordo de Paris



O presidente do Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira dia 1° a retirada do país do Acordo Climático de Paris. Você tem alguma dúvida que isso será tema de questões do Enem?
O Acordo de Paris é um compromisso global que define metas conjuntas para amenizar os efeitos das mudanças climáticas no mundo.
Trump nem saiu direito e já quer entrar novamente. Eu explico, veja o vídeo.

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