DIDÁTICA DA GEOGRAFIA - Dica de livro [ao vivo]





Didática da Geografia: aportes teóricos e metodológicos é o livro que apresento como dica de leitura para os professores de geografia, seja em formação inicial ou continuada.



Um livro organizado pelas geógrafas Sonia Castellar, Lana Cavalcanti e Helena Callai o livro torna-se uma referência importante para o Ensino de Geografia.

ELEIÇÕES DIRETAS: CAMINHOS POSSÍVEIS explica Lindbergh Farias



Em pronunciamento no Senado Federal o Senador Lindbergh Farias explicas os possíveis caminhos para eleições diretas para presidente da república ainda em 2017.

"Eu fico impressionado com a irresponsabilidade dessas classes dominantes brasileiras. Primeiro, fizeram um impeachment sem crime de responsabilidade por uma Presidente da República, um golpe que está desmoralizado no seu primeiro ano. Eu fico vendo os principais atores do golpe: Eduardo Cunha está na cadeia; Aécio Neves, afastado do Senado; e o Temer, nessa situação em que se encontra. Eles agora querem ir para uma outra aventura. Estão subestimando o povo brasileiro. O povo brasileiro não vai aceitar a eleição de um novo Presidente da República, de forma indireta, por este Congresso Nacional completamente distante da sociedade brasileira. E não adianta eles repetirem que não há saída constitucional para eleições diretas. Existe, sim! Quero chamar a atenção, primeiro, Senadora Fátima, que o Código Eleitoral, no seu art. 224, aprovado recentemente, diz o seguinte – e o TSE tem decidido neste caminho –: que, se houver cassação de chapa, têm de ser convocadas imediatamente, no prazo de 90 dias, eleições. Decidiu assim no caso do Governador do Amazonas agora; ele foi afastado nos últimos dois anos. Eu sei que alguns dizem que isso se choca com o art. 81 da Constituição, que fala em vacância de Presidente e Vice-Presidente nos últimos dois anos. Nesse caso, está escrito na Constituição que a eleição seria indireta. Só que, como o crime eleitoral aconteceu antes, não cabe a situação de vacância. Se for cassado pelo TSE, vai ter de ser eleição direta. Já existe inclusive um voto, do Ministro Barroso, que está há seis meses no Supremo... Inclusive, aproveito para cobrar da Presidente do Supremo que paute essa matéria, que é muito importante. Então, isso vai ser decidido no TSE e no Supremo. Esse é o aspecto que está lá nessas duas Casas. Em relação a nós aqui, Senadora Fátima Bezerra, há duas PECs: uma do Deputado Miro Teixeira, que a base do Michel Temer na Câmara dos Deputados não deixou entrar na pauta na terça-feira passada; e existe a PEC do Senador Reguffe, para a qual nós conseguimos inverter a pauta na reunião da CCJ passada – eu fui o Relator, eu li, concedi vista coletiva, e está pronto para ser votado nesta quarta.

O que diz a PEC do Senador Reguffe? Diz o seguinte: se houver vacância do cargo de Presidente e Vice, nos três primeiros anos, ou seja, até dezembro de 2017, têm de ser chamadas eleições diretas em 90 dias. Então, eu chamo a atenção para essa importante votação na próxima quarta-feira. Eu acho que fica muito mal para um Senador ir lá na CCJ votar contra – votar contra a eleição direta! Então, eu quero falar da importante votação que vai acontecer na quarta-feira. E, só para finalizar, Senadora Fátima, quero dizer que eu concordo com V. Exª: nós não participaremos de nenhum acordo por cima de conciliação que dê força a um colégio eleitoral. Não há legitimidade! Se alguém acha que tirando o Temer vai haver um Presidente com legitimidade, está enganado. É um processo ilegítimo. Vai ser tão ilegítimo quanto o Temer. É o golpe dentro do golpe. Nós não participaremos de nenhum tipo de conciliação e de votação para eleger um Presidente pelo colégio eleitoral."

Necessidades, Tecnologias e o Capitalismo





Neste vídeo inicio falando dos estudantes que fazem uso da internet e do youtube para aprender novos conteúdos. Falo um pouco do perfil dos estudantes e de como eles se esforçam para se prepararem para exames como o Enem.

Já parou para penar como o capitalismo criou necessidades em nosso mundo atual? Quais são de fato, nossas necessidades cotidianas, ou as necessidades fundamentais. Como a geografia pode nos auxiliar a compreender essas falsas necessidades?

Brasília em Chamas

Imagem de ministério em Brasília ardendo em fogo. Exército nas ruas e o caos instaurado. Senadores aquartelados falam sobre a barbárie nas ruas da capital Federal.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Rodrigo Maia afirma que uso das Forças Armadas foi decisão do governo federal

Rodrigo Maia desmentiu o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que, em pronunciamento para anunciar a convocação das Forças Armadas, afirmou que o decreto havia sido editado a pedido do presidente da Câmara. “Já pedi ao líder do governo que procurasse o ministro da Defesa, para que esclarecesse os fatos e pudesse recompor a verdade.

O Psol protocolou Projeto de Decreto Legislativo (PDC 676/2017) que suspende o decreto editado por Temer, que autoriza o uso das Forças Armadas em Brasília até o dia 31 de maio.


Deputados de oposição saem do Plenário em protesto contra decreto sobre Forças Armadas


O líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), anunciou há pouco que os partidos de oposição decidiram retirar todos seus deputados do Plenário em protesto contra o decreto do presidente Michel Temer – publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União – que prevê o emprego das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios entre 24 e 31 de maio.


Arma de fogo 


Feridos


Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas no protesto. De acordo com a polícia, um manifestante foi atingido no rosto por um projétil. O homem foi socorrido por um médico que também participa do protesto e depois atendido pelo Corpo de Bombeiros e Samu. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) investiga o caso e não descarta que o ferido tenha sido atingido por arma de fogo.

Vejam alguns registros das manifestações em Brasília (créditos imagens Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília 24/05/20174
Brasília 24/05/20174


Brasília 24/05/20174

CCJ adia mais uma vez a análise da PEC de eleições diretas

CCJ adia mais uma vez a análise da PEC de eleições diretas

A proposta de emenda à Constituição (PEC) 227/16 prevê eleições diretas no caso de vacância da Presidência e da Vice-Presidência da República a qualquer tempo do mandato, exceto nos seis últimos meses
Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária. Dep. Rodrigo Pacheco (PMDB - MG)
O presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco, sinalizou que pode pautar a PEC 227/16 na próxima quarta-feira (31) pela manhã, como item único de votação
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), da Câmara dos Deputados, não conseguiu analisar, nesta quarta-feira (24), a proposta de emenda à Constituição (PEC 227/16) que prevê eleições diretas no caso de vacância da Presidência e da Vice-Presidência da República a qualquer tempo do mandato, exceto nos seis últimos meses.
Mais uma vez a Ordem do Dia do Plenário se iniciou sem que o colegiado chegasse a uma decisão sobre a proposta.
Apesar de ter sido retirada de pauta ontem pelo presidente da comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), o tema monopolizou os debates hoje e impediu a votação de outras propostas.
Pacheco sinalizou que pode pautar a PEC na próxima quarta-feira (31) pela manhã, como item único de votação, como foi feito para a PEC da reforma da Previdência (287/16), mas não houve acordo para isso.
Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Dep. Wadih Damous (PT-RJ) concede entrevista
Wadih Damous: governo está obstruindo as votações na CCJ porque sabe que não tem votos para derrotar essa questão; insistiremos para que ela seja votada
“Eu já demonstrei que pauto, e pautarei se não houver acordo, mas primeiro devemos tentar um acordo para que ela seja votada em pauta única”, disse Rodrigo Pacheco.
Oposição em obstruçãoO deputado Waldir Damous (PT-RJ) explicou que enquanto não houver essa data, a oposição vai continuar em obstrução. “O governo está obstruindo a CCJ porque sabe que não tem votos para derrotar essa questão, e nós continuaremos insistindo para que ela seja votada”, disse.
Para o deputado Fausto Pinato (PP-SP), que comandou a obstrução contra a PEC, esse foi um momento de bom senso, para analisar se é oportuno votar a proposta em meio a uma crise que ainda não se sabe qual será o fim.” Até porque não devemos fazer da comissão um palco, inclusive porque não há nem tempo para que essa PEC se aplique ao governo atual, que precisa de estabilidade”, disse.
Embora haja sessão da CCJ marcada para amanhã (quinta-feira, 25), não há garantias de que a PEC seja votada. Ela não faz mais parte da pauta da reunião, mas a oposição deve apresentar, como hoje, requerimento para que ela seja incluída, o que deve gerar mais um dia de impasse porque deputados governistas prometem impedir novamente que ela seja votada.
Outra no SenadoNo Senado, uma proposta semelhante foi lida hoje na CCJ, após uma disputa entre governo e oposição, e pode ser votada na próxima semana.
Fonte: Agência Câmara Notícias

Qualidade da banda larga será debatida na quarta-feira

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e informática (CCT) realiza na quarta-feira (24) audiência pública para debater a política nacional de banda larga. No foco, a massificação do acesso, a qualidade e o preço dos serviços de conexão.
Para a audiência, foram convidados Artur Coimbra, diretor de Banda Larga no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); Igor Freitas, membro do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); Fabio Andrade, diretor de Relações Institucionais do grupo América Móvil; Giuseppe Marrara, diretor de Relações Governamentais da Cisco no Brasil; Rafael Zanatta, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec); e Eduardo Navarro, diretor-presidente da Telefônica Brasil/Vivo.
A política nacional de banda larga foi escolhida como política pública a ser analisada pela CCT em 2017. O relator do processo de avaliação é o senador Jorge Viana (PT-AC).
Com a Resolução 44/2013, as Comissões Permanentes do Senado Federal passaram a avaliar as políticas públicas do Executivo anualmente, como parte de sua função fiscalizadora.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe: 
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
www.senado.gov.br/ecidadania
Alô Senado (0800-612211) 

Fonte: Agência Senado

O Velho e o Novo





Uma breve fala sobre o consumo de dados que as propagandas geram no uso dos celulares ou computadores. Será que isso acontece somente na internet?

O que está em jogo é o grande volume de investimento em publicidade destinado à internet, estimativas dizem que são cerca de 220 bilhões de dólares só em 2017 e é claro que a televisão, jornais, revistas e rádios perdem com isso.

Alerta para a Grande Florianópolis

ALERTA à Grande Florianópolis: Casan informa que as adutoras de água de Pilões se romperam com a enxurrada nesta manhã. O abastecimento de água está prejudicado para a Grande Florianópolis, reduzido a 40%. Equipes da Casan já estão no local trabalhando na reparação dos estragos, porém ainda sem previsão de retorno à normalidade. A Casan solicita redução no consumo de água por parte de todos para que os efeitos da diminuição de oferta de água sejam minimizados.
Reprodução: Facebook

Avenida Paulista tomada por manifestantes pedindo Fora Temer

Neste momento, a Av. Paulista, em São Paulo, tem suas vias lotadas pelo povo que, neste domingo, pede #DiretasJá e #ForaTemer.

Foto: Reprodução Twitter

Oposição protocola novo pedido de impeachment de Temer; já existem oito

Partidos argumentam que gravação mostra tentativa de obstrução da Justiça; líder diz que ministros do PSDB saem do governo se denúncias forem comprovadas

Partidos de oposição protocolaram na Câmara, no início da noite desta quinta-feira (18), mais um pedido de impeachment do presidente da República, Michel Temer. O documento foi assinado por PT, PDT, PCdoB, Rede, Psol e PSB. Até às 18h desta quinta, oito pedidos de impeachment foram formalizados na Secretaria-Geral da Mesa desde a divulgação das denúncias contra Temer, na quarta-feira (17).

Dois pedidos foram apresentados – um pelo deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) e outro pelo deputado JHC (PSB-AL) ainda na quarta-feira. No dia seguinte, outros seis foram protocolados na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara: um segundo feito pelo deputado Alessandro Molon, outro pelo deputado João Gualberto (PSDB-BA) e mais sete parlamentares do PSDB; outro do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); um do deputado Diego Garcia (PHS-PR); e outro apresentado por um deputado estadual. Caberá ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, analisar a admissibilidade dos pedidos.

Segundo o líder do Psol, Glauber Braga (RJ), o argumento principal do novo pedido da oposição será a tentativa do presidente da República de obstrução à Justiça. Os partidos também defendem eleições diretas para a substituição de Temer.

“Para que isso aconteça, é fundamental a aprovação Proposta de Emenda à Constituição 227/16”, acrescentou Braga. A PEC, que será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na próxima terça-feira (23), permite eleições diretas para a Presidência da República em caso de vacância do titular, exceto nos seis últimos meses de mandato.

Gravação
Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou ao Ministério Público Federal gravação em que “o presidente Michel Temer, em março, dá aval para o empresário comprar, com mesadas, o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato”.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) disse que, ao tentar obstruir a Justiça, apoiando o silêncio de testemunha, Temer procedeu de modo incompatível com o decoro do cargo. Na visão do deputado, há claramente crime de responsabilidade, ao contrário do ocorreu no impeachment de Dilma Rousseff, quando havia dúvidas se a chamada “pedalada fiscal” era motivo para afastamento da ex-presidente.

Os partidos de oposição anunciaram ainda que vão entrar com representação na Procuradoria-Geral da República para verificar a ocorrência de crime comum por parte de Temer.

Saída do governo
Já o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), afirmou que, caso as denúncias contra Temer sejam comprovadas, os ministros do partido sairão do governo. Tripoli defendeu, porém, a continuidade da agenda de reformas e, em eventual afastamento de Temer da Presidência, pediu “o respeito à Constituição”.

Tripoli acrescentou que o presidente do PSDB, Aécio Neves, vai anunciar até o fim do dia o seu afastamento da direção do partido. A bancada do PSDB na Câmara indicará o deputado Carlos Sampaio (SP) para concorrer à eleição interna para a presidência da legenda.

Na manhã desta quarta-feira (18), o Supremo Tribunal Federal determinou o afastamento de Aécio do mandato de senador. Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista disse ter uma gravação de 30 minutos em que Aécio pede R$ 2 milhões, sob a justificativa de que precisava pagar sua defesa na Lava Jato. Em nota, o senador afirmou estar “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”.

Apoio à renúncia
O líder do PPS, Arnaldo Jordy (PA), defendeu a renúncia de Michel Temer e informou que a Executiva do partido vai definir a permanência ou não no governo. Segundo o deputado, as denúncias, se confirmadas, “são de extrema gravidade”. Ele disse ainda que, neste momento de crise institucional, é preciso respeitar a Constituição.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Lindbergh: oposição deve formular pedido de impeachment de Michel Temer

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que os senadores de oposição se reunirão na noite desta quarta-feira (17) para elaborar um pedido de impeachment do presidente Michel Temer após denúncia de que ele teria sido gravado por empresários dando aval para pagamento de propina a aliados. O senador afirmou que o fato é gravíssimo.

Segundo notícia veiculada pela imprensa no fim da tarde, os donos da empresa de produção de carnes JBS, Joesley e Wesley Batista, entregaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) gravações que mostrariam Temer conversando com eles sobre o pagamento de uma "mesada" ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso no Paraná. O dinheiro teria a função de garantir que Cunha não faria um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Os senadores Magno Malta (PR-ES) e José Medeiros (PSD-MT) criticaram a postura dos senadores oposicionistas, dizendo que eles não levam delações a sério quando elas envolvem figuras dos seus partidos.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) reforçou a comunicação de Lindbergh e disse que o Senado precisa "levar a sério" a denúncia.
Fonte: Agência Senado

Oposição pede renúncia de Temer por denúncia de que avalizou compra de silêncio de Cunha

Na noite de quarta-feira (17) no Plenário do Senado, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) leu notícia sobre conversa gravada, com autorização judicial, do presidente da República, Michel Temer com o dono do Frigorífico JBS, Joesley Batista. Segundo a notícia, na conversa Michel Temer dá o aval para que Joesley continuasse comprando o silêncio do ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso pela Operação Lavajato. A líder do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), cobrou intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério Público por entender que ocorreu obstrução de justiça. A líder do PC do B, senadora Vanessa Grazziotin (AM), considera que as denúncias impedem a continuidade da votação das reformas trabalhista e da Previdência.

Noticiário sobre a Operação Lava Jato cancela sessão do Plenário

Informações citam delação premiada de donos do frigorífico JBS, que envolveriam o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves

A segunda sessão extraordinária desta quarta-feira (17) foi encerrada após um tumulto generalizado no Plenário da Câmara dos Deputados, provocado pelo noticiário relacionado à Operação Lava Jato. Segundo a versão on-line de O Globo, donos do frigorífico JBS apresentaram gravações envolvendo o presidente da República, Michel Temer, e o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB.

Em nota, Temer reagiu ao noticiário. “O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados”, diz o texto. Aécio, também em nota, rebateu as informações e disse estar “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”.

De acordo com o noticiário, os irmãos Joesley e Wesley Batista prestaram depoimentos entre abril e maio. Em gravação de áudio, Temer teria sido informado por Joesley sobre pagamentos pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha e do empresário Lúcio Funaro, ambos preso na Lava Jato. Além disso, a Polícia Federal acompanhou a entrega de dinheiro, pela JBS, a intermediário de Aécio – situação gravada em vídeo pelos investigadores, que monitoraram ainda o caminho do dinheiro. Os empresários, que também mencionaram o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, já teriam confirmado os depoimentos ao ministro Luiz Edson Fachin, responsável no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Lava Jato.

Assim que essas notícias foram veiculadas pela internet, diversos parlamentares usaram a tribuna do Plenário para comentar o caso. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que a Câmara não poderia votar MPs “editadas por um governo desmoralizado por toda a mídia”. Diante de gritos “Fora Temer” e do tumulto em Plenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encerrou a sessão.

Pedido protocolado
O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou na noite desta quarta-feira (17), na Secretaria-Geral da Mesa, um pedido de impeachment de Michel Temer por crime de responsabilidade. No Salão Verde, deputados da oposição pediram a renúncia imediata de Temer e a convocação de eleições diretas para a Presidência da República.

Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o deputado Esperidião Amin (PP-SC), relator da admissibilidade da proposta que permite eleições diretas para a Presidência da República (PEC 227/16), apresentou pedido de urgência para a votação no colegiado. De acordo com o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), o requerimento pode ser analisado pela CCJ já nesta quinta-feira (18).

À noite, deputados da oposição se reuniram para definir uma estratégia conjunta de ação – novo encontro está marcado para a manhã desta quinta-feira. No mesmo momento, parlamentares da bancada governista participaram de reunião no Palácio do Planalto.

Fonte: Agência Câmara Notícias

OPOSIÇÃO DISCUTE PEDIDO DE IMPEACHMENT DE MICHEL TEMER





Oposição avisa que entrará com pedido de impeachment contra Michel Temer em virtude das acusações de envolvimento com corrupção no caso da JBS (Lava Jato).

Duas notícias bomba envolvendo Aécio Neves e Michel Temer

Reprodução: Jornal O Globo

Reprodução: Jornal O Globo
Duas notícias foram publicadas pelo jornal O Globo de hoje com denúncias sérias envolvendo o senador Aécio Neves e o presidente Michel Temer. Estou escrevendo este post praticamente ao vivo (enquanto você o lê) para levantar as informações mais recentes sobre essa notícia. No Senado, que estava em sessão deliberativa a Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) disse que a minoria iria se reunir neste momento para discutir a séria situação em que o país se encontra em função das denúncias que se apresentam.

Vamos reproduzir aqui a matéria do jornal O Globo que fala sobre a gravação do senador Aécio Neves

Do O Globo

RIO - Joesley Batista entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação que piora de forma descomunal a tempestade que já cai sobre a cabeça de Aécio Neves. No áudio, o presidente do PSDB surge pedindo nada menos que R$ 2 milhões ao empresário, sob a justificativa de que precisava da quantia para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato.

O diálogo gravado durou cerca de 30 minutos. Aécio e Joesley se encontraram no dia 24 de março no Hotel Unique, em São Paulo. Quando Aécio citou o nome de Alberto Toron, como o criminalista que o defenderia, não pegou o dono da JBS de surpresa. A menção ao advogado já havia sido feita pela irmã e braço-direito do senador, Andréa Neves. Foi ela a responsável pela primeira abordagem ao empresário, por telefone e via WhatsApp (as trocas de mensagens estão com os procuradores). As investigações, contudo, mostrariam para a PGR que esse não era o verdadeiro objetivo de Aécio.

O estranho pedido de ajuda foi aceito. O empresário quis saber, então, quem seria o responsável por pegar as malas. Deu-se, então, o seguinte diálogo, chocante pela desfaçatez com que Aécio trata o tema:

— Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança — propôs Joesley.

— Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho — respondeu Aécio.

O presidente do PSDB indicou um primo, Frederico Pacheco de Medeiros, para receber o dinheiro. Fred, como é conhecido, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. Tocava a área de logística.

Quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos sete delatores. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma. A PF filmou uma delas.

No material que chegou às mãos de Fachin na semana passada, a PGR diz ter elementos para afirmar que o dinheiro não foi repassado a advogado algum. As filmagens da PF mostram que, após receber o dinheiro, Fred repassou, ainda em São Paulo, as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG).

Mendherson levou de carro a propina para Belo Horizonte. Fez três viagens — sempre seguido pela PF. As investigações revelaram que o dinheiro não era para advogado algum. O assessor negociou para que os recursos fosse parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella.

Não há, portanto, nenhuma indicação de que o dinheiro tenha ido para Toron.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/grampo-revela-que-aecio-pediu-2-milhoes-dono-da-jbs-21353924#ixzz4hNkT5jKs 
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Até o momento o presidente Michel Temer não se manifestou sobre as denúncias que envolvem diretamente seu nome. Presidente e ministros mais próximos estão reunidos no Palácio do Planalto.

Atualização:

Com Informações da EBC - A Presidência da República divulgou nota agora há pouco em que nega que o presidente Michel Temer tenha solicitado pagamento para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba na Operação Lava Jato.

A nota diz que o presidente "não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar."

De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. "Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República".

O comunicado diz ainda que Temer "defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, coma responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos e que venham a ser comprovados."

No início da noite, o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro com empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio.  

Temer estava reunido com governadores da Região Nordeste. A reunião terminou às 19h50. O presidente, então, iniciou uma reunião com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, após a divulgação da reportagem. Também estiveram presentes assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência. A nota do Planalto foi enviada à imprensa cerca de uma hora e meia após o início da reunião no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete de Temer.

Previdência: CPI quer lista dos mil maiores devedores

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência se reuniu nesta terça-feira (16) e aprovou requerimentos com pedidos de informações a órgãos públicos. Entre eles, está uma solicitação do senador Paulo Paim (PT-RS) à Receita Federal especificando os mil maiores devedores do sistema previdenciário.

O senador requer o montante no mês de abril de 2017 dos débitos inscritos na dívida ativa previdenciária e demais receitas da seguridade social, por tipo de tributo e por empresa devedora. Ele também quer uma estimativa da efetiva capacidade de recuperação dos créditos tributários nos próximos dez anos.

O senador Lasier Martins (PSD-RS) lembrou que tem muita "gente importante" devendo e que não paga, sobrecarregando aqueles que pagam. Por isso, sugeriu o foco nas empresas ativas, visto que muitos dos devedores já estão falidos.

— Vamos saber quem não paga e cobrar. Temos que exigir que eles cumpram suas obrigações. Assim já teríamos uma linha de conduta definida — afirmou.

Esclarecimentos

Os parlamentares aprovaram ainda convites para que prestem esclarecimentos à CPI representantes dos cinco maiores devedores nas áreas industrial, comercial e de ensino. Da mesma forma, a comissão aprovou o convite de representantes dos cinco municípios brasileiros com mais dívidas, dos cinco bancos e dos cinco frigoríficos.

Esta é a segunda reunião da CPI nesta semana. Na segunda-feira (15), os parlamentares receberam convidados da Fazenda Nacional, da Advocacia-Geral da União e de outros órgãos do governo federal. Na audiência, eles divergiram quanto ao deficit na Previdência Social.

Fonte: Agência Senado

MECANIZAÇÃO DO CAMPO: aula para o Enem






Você vai fazer o Enem este ano? Então preste atenção nesta informação: Uma pesquisa que analisou todas as 3.076 questões aplicadas no exame entre 2009 e 2016 aponta que os conteúdos do ensino fundamental são os mais cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com esse estudo, na área de Ciências Humanas / Geografia o tema Geografia Agrária foi o mais abordado com 19,1% de todas as questões e em segundo lugar vem as questões com abordagens ambientais abarcando 17% das questões.


Neste vídeo eu vou juntar esses dois temas para que você possa refletir sobre os problemas ambientais e rurais e quem sabe isso pode te ajudar em seus estudos para o Enem.

DIAS DAS MÃES NAS ESCOLAS





Dia das mães na escola
Você já parou para pensar o quanto é difícil falar em dia das mães nas escolas? Pelo menos se você quiser que a escola fale do jeito certo.
No Brasil o segundo domingo de maio é reservado para se comemorar o dia das mães. E é muito comum as escolas realizarem festas do dia das mães para celebrar esta data. Eu sei que não são todas, mas pode ter certeza que é a maioria.
Este tema chegou aqui no meu canal por conta de algumas fotos que recebi de uma mãe, orgulhosa da festa que a escola fez para homenagear as mães e isso me fez pensar. Na verdade, eu já conheço escolas que há algum tempo aboliu a data “festa das mães” pelo fato de que alguns alunos não possuem mãe e a situação fica um pouco constrangedora, ou seja, ter que fazer uma criança que não tem uma mãe, participar de uma festa que é, de fundo, para celebrar a existência da mãe.
Sem entrar no mérito de que mãe é quem cria, que a criança tem vó, ou tia etc. eu vou falar disso daqui a pouco, mas sob um outro ponto de vista.
Voltando a questão da escola, como havia dito, conheço escolas que deixam de celebrar o dia das mães, e dos pais, para fazer uma única festa chamando-a de “festa da família” acredito que na tentativa de romper com o constrangimento de fazer festa para mães ou pais para crianças que possam não ter mãe ou pais.
Esse negócio de festa da família me chama mais a atenção, mas será que estamos fazendo isso direito? Que tipo de família estamos celebrando nas escolas? Se for a tradicional constituída de pai, mãe, vô, vó, tio, tia... bem vocês entenderam né, se for essa família tradicional a escola continua insistindo no erro. Não se pode fazer uma festa da família no singular, deve ser uma família no plural para que possa dar conta da diversidade existente de famílias que nossos alunos fazem parte hoje.
Troquem o dia das mães e o dia dos pais pelo dia das famílias. E celebrem com todos as variadas formas de viver e compartilhar a vida.

DECLRAÇÃO FINAL DE LULA A SÉRGIO MORO



Últimas palavras de Lula a Sérgio Moro no depoimento dado na Justiça Federal em Curitiba ontem dia 10/05/2017. Vale a pena ver o vídeo até o final.

Lista dos 10 maiores devedores da Previdência é divulgada pela CPI

A CPI da Previdência ouviu representantes de entidades na tarde desta quarta-feira (3) e divulgou a lista dos 10 maiores devedores da Previdência Social: S.A. Viação Aérea Rio-Grandense (falida), JBS, Viação Aérea São Paulo, Associação Educacional Luterana do Brasil, Transbrasil SA Linhas Aéreas, Caixa Econômica Federal, Marfrig Global Foods S.A., Banco do Brasil, Instituto Candango de Solidariedade e São Paulo Transporte. Uma dívida de mais de 16 bilhões de reais.

A lista foi apresentada por Cláudio Marcio Oliveira Damasceno, Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (SINDIFISCO NACIONAL), que apontou a política de desoneração do governo federal como um dos pontos principais a serem combatidos.

“A Seguridade Social deixou de arrecadar cerca de 450 bilhões de 2012 a 2016 com a política de desoneração.  E agora, o país enfrenta a maior crise econômica. A sonegação está se tornando um excelente negócio no Brasil e quem sofre é o trabalhador. Nós precisamos fazer uma reforma séria, sem essas falácias, sem se concentrar que existe um déficit, pois muitas vezes o déficit é gerado por reformas propostas pelo próprio governo”, afirmou Damasceno.

Carlos Fernando da Silva Filho, Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) revelou números assustadores. Segundo o auditor, o Governo Federal deixou de arrecadar mais de 18 bilhões nos últimos quatro anos. E alertou para o aumento de trabalhadores empregados sem carteira assinada – hoje, chega a 16 milhões.

“O Governo Federal não tem foco e prioridade no trabalhador assegurado que representa 81,5%. Definitivamente, a preocupação do Governo não é com o trabalhador. O país registrou 700 mil acidentes de trabalho ao ano e três mil mortes. E esse número pode piorar com a aprovação dessa reforma”, argumentou.

Para Achilles Linhares de Campos Frias, Presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (SINPROFAZ), o Governo Federal está legislando em causa própria. “Um Governo que aprova leis para anistiar as próprias dívidas, não tem credibilidade alguma para aprovar essa reforma. Existe um sucateamento deliberado da Procuradoria Geral para que os grandes sonegadores não sejam cobrados. Os bancos são os maiores devedores. Se o governo privatizar a dívida ativa da União, eles (bancos) deixam de pagar. Querem destruir a Procuradoria”, destacou Frias.

Segundo Vilson Antonio Romero, Presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), o Governo deve revisar ou acabar com a desoneração da folha de pagamento e incentivar as Micro e Pequenas Empresas. Romero questionou “Cadê o rombo da Previdência? Estamos pagando um preço do passado, de gastos com 400 mil celetistas na Constituição de 88”, disse.

Na avaliação do presidente da CPI, senador Paulo Paim (PT-RS), a reunião superou todas as expectativas e voltou a pedir para o presidente Temer retirar as reformas previdenciárias e trabalhista para um debate mais amplo com a sociedade. “Depois de tantas denúncias apresentadas, essa reforma deveria ser trancada imediatamente para discussão”, declarou Paim.

A CPI tem como objetivo investigar as receitas e as despesas do sistema previdenciário, desvios de recursos em formas de anistias, desonerações, desvinculações, sonegação ou outro meio que propicie a retirada de fontes da previdência. Além disso, a comissão também pretende investigar os beneficiários de tais desvios.

A CPI da Previdência é formada por sete membros titulares e cinco suplentes, com prazo de funcionamento de 120 dias, e tem como relator o senador Hélio José (PMDB-DF).

Originalmente publicado em http://www.senadorpaim.com.br/noticias/noticia/6560 (inclusive foto). Acesso em 06/05/2017.

CUIDADO COM AS NOTÍCIAS FALSAS FAKE NEWS





As notícias falsas, em inglês Fake News, são um perigo real para uma sociedade permanentemente conectada. É preciso saber reconhecer e interromper a circulação esse tipo de "notícia".
O vídeo apresenta mais detalhes sobre esse assunto e algumas de suas consequências em sala de aula.

A greve geral do dia 28 e o jornalismo de guerra da Globo

Foto: Ana Volpe/Agência Senado
Neste artigo transcrevo a fala do Senador Lindbergh Farias (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT - RJ. que Pronunciou o seguinte discurso*. Segue o discurso:

E eu não poderia começar a minha fala sem me referir à vitoriosa greve geral do dia 28.

É interessante o debate que houve, porque, na verdade, essa foi a maior greve da história do País: 40 milhões de trabalhadores paralisaram a produção. Greve é isso: paralisação de produção. E eu ouvi aqui tantos argumentos. Uns diziam: "Olha, só pararam porque não teve transporte coletivo". Claro que não teve, porque houve greve, porque houve o convencimento dos trabalhadores, que fizeram assembleias.

Agora devo dizer que a gente, depois de 1988 até aqui, tentou fazer muita greve geral em determinados momentos da história. E às vezes não conseguia, porque não tinha adesão da população, não tinha adesão das pessoas. As pessoas iam ao trabalho.

Agora não! É impressionante como esse Governo ilegítimo de Michel Temer tentou diminuir o peso dessa greve, desconhecendo um fato objetivo que está por trás dela: a baixa popularidade desse Presidente da República. Segundo o Instituto Ipsos, só 4% de ótimo e bom; segundo Vox Populi, 5%; Datafolha, o melhor, 9%: 92% da população dizendo que o Brasil está no rumo errado!

E essas reformas, as pessoas sentiram. Aquilo que a gente falava no golpe: foi um golpe não contra a Dilma; foi um golpe contra o trabalhador brasileiro e um golpe na democracia brasileira. Eles desprezaram isso. Foram feitas assembleias das mais diversas categorias, houve um processo dinâmico. Interessante que a Rede Globo tentou esconder, até a véspera da greve geral, não se falava em greve geral; no outro dia, eu fiquei impressionado com a cobertura que estou chamando de jornalismo de guerra. Que a Globo sempre manipulou, isso a gente sabe, mas, no último período, eles estão fazendo um jornalismo de guerra contra o Lula e na greve geral. Na greve geral, eles foram para cima, o tempo todo tentando passar a ideia de baderna, de confusão. Era impressionante como eles disputavam a versão. Agora, eles não perceberam que, na véspera, havia uma greve e que foi uma greve extremamente ampla.

A vitória da greve é porque não foi só coisa dos partidos de esquerda, foi muito mais amplo. Eu destaco aqui a posição da Igreja Católica, a posição oficial da CNBB e de mais de cem bispos do Brasil que gravaram vídeos chamando o povo a aderir à greve geral, que falaram nas missas; lideranças evangélicas também. Então, não venham com essa de tentar diminuir o tamanho desse movimento, que foi um movimento gigantesco. Se houvesse o interesse dessa imprensa em observar a construção da greve, teria observado a assembleia de bancários no Brasil inteiro, a assembleia de metalúrgicos, petroleiros, professores, metroviários – metroviários de São Paulo paralisaram completamente suas atividades, aquilo foi decidido em assembleia –, comerciários, trabalhadores rurais.

Aqui, um fato que nós temos que entender desse processo de sexta-feira: o mundo do trabalho entrou em cena. E, quando o mundo do trabalho entra em cena, há uma alteração muito sensível da correlação de forças da sociedade. O recado dado nas ruas era o seguinte: somos contra a reforma trabalhista e previdenciária, mas, mais: queremos afastar esse Governo. O recado das ruas era: "Sai daí, Temer! Sai daí, Temer!" Esse era o recado que veio das ruas. Eu, sinceramente, estou convencido.

Há aqui uma articulação de Senadores para apresentar uma proposta de antecipação de eleições em um ano – eleições gerais. O Brasil não tem condições de chegar a outubro de 2018. Nós temos que fazer eleições em outubro de 2017, eleições gerais para Deputado, para Senador, para Presidente da República, porque tem que haver alguém com legitimidade para tirar o País da crise. Nós teríamos o nosso candidato Lula, o PSDB pode ter o dele; o PMDB pode ter outro.

O problema é que o País não aguenta. Nós estamos mergulhados numa crise violentíssima. Então, eu acho que aqui no Parlamento a gente tem que começar a fazer esse debate. As seis centrais sindicais, as maiores, CUT, UGT, CTB, Força Sindical, CSB, Nova Central, elaboraram uma carta conjunta com ataques a essas reformas. Diz o documento:

Com nossa capacidade de organização, demos um recado contundente ao governo Temer e ao Congresso Nacional: exigimos que as propostas nefastas que tramitam em Brasília sejam retiradas. Não aceitamos perder nossos direitos previdenciários e trabalhistas.

Eu queria trazer também aqui, para quem fala nessa coisa da greve geral, para quem insiste nessa narrativa que não foi vitoriosa, quero trazer aqui o estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, na Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV, que diz que a greve geral foi extremamente vitoriosa nas redes sociais e na percepção do povo.

Segundo o relatório da pesquisa publicada do site Poder 360, a #BrasilEmGreve esteve entre os tópicos mais comentados mundialmente no Twitter, 1,1 milhão menções. Teve mais repercussão na rede do que os protestos do impeachment de Dilma Rousseff, em 2015 e 2016.

Agora, na greve, você para a produção. Eu, por exemplo, fui no ato em São Paulo e iria no ato do Rio de Janeiro, que acabou sendo dispersado pela Polícia Militar. No ato de São Paulo, tinham 70 mil pessoas, agora, não tinha nem ônibus nem metrô. As pessoas que foram para aquele ato deram seu jeito.

Tivemos mobilizações muito expressivas. Em Recife, 150 mil pessoas; em Natal, 70 mil pessoas; em Campo Grande, 60 mil pessoas; em João Pessoa, 20 mil pessoas. Agora, a cobertura da imprensa – quero chamar a atenção aqui da cobertura internacional, que foi uma cobertura muito digna –, a cobertura da imprensa no Brasil, acho que quem muito bem definiu foi a ombudsman da Folha de S. Paulo, Paula Cesarino Costa, que, num artigo magnífico, escreveu que: "...na sexta-feira, o bom jornalismo aderiu à greve geral, não compareceu para trabalhar". Continua Paula Cesarino: "A greve geral convocada por centrais sindicais e movimentos de esquerda mostrou que a mídia precisa se qualificar para esse tipo de cobertura, complexa e de altíssimo interesse do público leitor".

Eu queria também trazer a opinião aqui do escritor e blogueiro Mário Magalhães, que, no artigo "Ódio contra a greve retrata atraso do Brasil". Escreve Mário Magalhães:

Se eu fosse antropólogo, estudaria um fenômeno curioso e obscuro: por que muitos brasileiros que viajam ao exterior são tolerantes com conflitos sociais no estrangeiro e intolerantes aqui?

Mais pontualmente, por que encaram ou aparentam encarar as greves de lá como episódios do cotidiano democrático e as do Brasil como aberração extremista?

Continua ele dizendo que nada vai esconder o fato de que os trabalhadores se movimentaram e essa greve conseguiu mostrar para o País que o que está por trás de tudo isso é uma profunda retirada de direitos dos trabalhadores.

Eu hoje confesso que tomei um susto, porque foi aprovada a reforma trabalhista na Câmara e ela está aqui. Amanhã vamos ter uma reunião de centrais sindicais com o Líder do PMDB, Senador Renan Calheiros. Tinha uma discussão aqui de atropelar, de urgência para votar no plenário. Não foi isso. A Presidência despachou para passar em duas comissões, CAE e CAS, mas nós não aceitamos. Nós defendemos ainda a CCJ e a Comissão de Direitos Humanos. Pelo menos na CCJ tem que passar, porque nós estamos falando da CLT, que é um código, um conjunto. Nós temos que ter uma discussão aprofundada no aspecto jurídico, da constitucionalidade. Mas eu tenho muita esperança de que aqui no Senado a gente dê uma brecada nessa reforma trabalhista, para discutir ponto a ponto, com calma, da mesma forma que a gente fez no projeto da terceirização, quando foi aprovado por Eduardo Cunha, e até hoje está tramitando aqui. Eu espero muita responsabilidade do Senado.

Mas confesso que eu tomei um susto ao ver – e eu quero depois falar sobre a reforma trabalhista – uma matéria no jornal Valor Econômico que fala numa segunda parte de uma reforma trabalhista destinada aos trabalhadores rurais, um projeto feito pelo presidente da Frente Ruralista, Deputado do PSDB Nilson Leitão. Eu tomei um susto e fico vendo até onde estamos indo, porque, na verdade, Senador Hélio José, aqui parece ... Eu falei muito disso aqui. Eu disse no período do impeachment que esse golpe era um golpe de classe. Por quê? Porque a economia estava em recessão e essa burguesia foi convencida do projeto de que para sair da crise teria que apertar o trabalhador, apertar violentamente: redução de salário, retirada de direitos. E isso está em curso, mas com uma violência impressionante, impressionante!

Olha aqui esse trecho que eu quero ler da proposta do Deputado do PSDB Nilson Leitão, que o Governo quer colocar como prioridade. A proposta permite que as empresas não paguem mais seus funcionários com salário. Olha isso, Senador Hélio José! A proposta permite que as empresas não paguem mais seus funcionários com salários, mas mediante remuneração de qualquer espécie, o que pode ser simplesmente fornecer moradia e alimentação!

Dá para aceitar um negócio desses? Isso é um escândalo! Isso existia, sim, no começo do século XX aqui no País. Eu hoje citei várias vezes Tizuka Yamasaki. Eu me lembrei na hora de um filme que eu vi lá atrás, Gaijin, que falava de imigrantes japoneses que vieram para cá. E como é que o cara fazia? O cara trabalhava lá na produção rural, havia uma venda, ele ficava sempre devendo e ficava ali escravizado. O nome disso é regime de servidão. Nós estamos no século XXI e eu estou lendo isso aqui. E isso é prioridade para o Governo. Isso é escravidão. Regime de servidão é trabalho análogo ao trabalho escravo. É um escândalo! Mas isso continua. Veja bem, é terra arrasada, é terra arrasada. Eles continuam.

Além disso, aumentar até 12 horas a jornada diária por motivo de força maior. Substituição do repouso semanal dos funcionários por um período continuo com até 18 dias de trabalho seguidos e a venda integral das férias dos empregados que moram no local de trabalho. Então, o trabalhador que mora no local de trabalho pode vender as férias, porque férias é um direito do trabalhador. O outro que mora longe vai trabalhar 18 dias seguidos, sem direito ao repouso semanal. Senador Hélio José, é escandaloso! É escandaloso.

Mas eu quero continuar. Fala lá que o projeto protocolado em novembro reproduz parte da reforma aprovada pela Câmara. "Os acordos coletivos entre sindicatos e empresas poderão prevalecer sobre a legislação". Nesse ponto, o negociado e o legislado. Sabem que o Vice-Presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch falava: "Por que trabalhador tem de almoçar uma hora? Pode ser meia hora ou 15 minutos". Eles aprovaram agora meia hora, se houver o negociado à frente do legislado.

Mas continua. Acabará o pagamento de horas no deslocamento em veículos da empresa onde não há transporte público – é aquele tempo em que você se dirige ao trabalho; institui a jornada intermitente, em que o funcionário pode trabalhar em horários específicos do dia, quando houver demanda, sem uma jornada contínua. Também deixa exclusivamente com o Ministério da Agricultura a fixação de regras sobre a manipulação de agrotóxicos, excluindo os Ministérios da Saúde e do Trabalho. Acaba com a obrigação de descontaminar os equipamentos de segurança ao fim de cada jornada. Olha a situação do trabalhador! E permite que maiores de 60 anos utilizem os chamados defensivos agrícolas. Isso aqui é terra arrasada! Impressionante!

O texto ainda autoriza que sempre que a jornada normal for interrompida por motivo de força maior ou resultante de causas acidentais, como uma máquina quebrada, o trabalhador poderá ser obrigado a trabalhar até quatro horas a mais para recuperação do tempo perdido! A jornada também poderá ser ampliada para até 12 horas diárias, mesmo sem interrupção por motivo de força maior, causas acidentais ou ainda para atender à realização ou à conclusão de serviços inadiáveis.

Olha essa, o trabalho aos domingos e feriados, hoje limitado por portaria do Ministério do Trabalho a laudos técnicos que indiquem a necessidade de execução de serviços nesses dias, também está liberado! Trabalho aos domingos! Isso é escravidão!

E vou dizer a última aqui: é autorizado, ainda, que o repouso semanal remunerado – já tinha falado isso – seja substituído por um período de descanso contínuo, para melhor convívio familiar e social, caso o empregado more em local distinto do emprego. Os dias seguidos de trabalho poderão chegar a até 18. Já os que morarem no local de trabalho poderão vender integralmente suas férias, bastando previsão no acordo coletivo individual. Sinceramente, eu fico impressionado. Aonde esse pessoal está indo?

Quero encerrar dizendo que, no começo dos anos 90, foi construído nos Estados Unidos o chamado Consenso de Washington. Era todo um receituário de políticas neoliberais que falava de privatização, de retirar direitos trabalhistas, direitos previdenciários, abertura comercial total. Mas, ali, no Consenso de Washington, um de seus formuladores, John Williamson, chamava a atenção ao dizer que essas reformas estruturais têm de ser feitas pensando no colchão social, senão elas não são aprovadas, pela impopularidade do presidente e do projeto.

Estou falando tudo isso porque o que eles estão fazendo não é baseado nem na lógica do Consenso de Washington. É muito mais grave: é no que a escritora Naomi Klein, que escreveu Doutrina do Choque, diz, citando Milton Friedman. Milton Friedman dizia que no momento de crise ou de suposta crise tem que se aproveitar para fazer as mudanças com velocidade, para não se voltar à situação anterior. É justamente isso que eles estão fazendo aqui, uma espécie de doutrina de choque, aproveitando o momento dessa crise que a gente viveu no País todo para passar todo projeto – entregar Pré-sal; vender terra a estrangeiros; fazer essa maldade com a reforma da previdência e a reforma trabalhista; com a PEC dos gastos, que coloca este País numa crise permanente, porque é um plano de austeridade que não oferece saída alguma para o crescimento econômico...

Eu encerro a minha fala neste dia de hoje ainda feliz pela repercussão da greve. É impressionante como os tucanos sumiram do plenário. Os tucanos estão num processo de depressão profunda, porque sumiram, sumiram completamente. Nós hoje aqui falamos tudo que tínhamos que falar sobre essas greves e essas reformas trabalhistas. E impressiona, quando eu falo que os tucanos sumiram, é que no meio de todo esse bombardeio contra o Presidente Lula, o Lula sobe cinco pontos na pesquisa Data Folha. Aparece em primeiro lugar disparado com 30%, 31% – o dobro do segundo colocado, Jair Bolsonaro, 15%. Senador Aécio, 8%; Governador Alckmin, seis pontos.

Eu tenho dito inclusive que os tucanos foram responsáveis por isso. Eles abriram o caminho para a extrema direita, para o fascismo no Brasil. Eu disse isso aqui há dois anos. Em todo discurso eu falava para eles: vocês estão indo para passeatas, vestidos de verde e amarelo com a turma que defende intervenção militar! E os senhores não estão demarcando o campo. Foram engolidos pela extrema direita, por um discurso de intolerância que eles mesmos ajudaram a criar.

Agora, é impressionante a resistência do Presidente Lula, porque essa resistência vem de uma coisa muito objetiva: as pessoas lembram que naquele período houve inclusão social, que a vida do trabalhador melhorou, que 40 milhões de brasileiros saíram da miséria absoluta. As pessoas têm esse sentimento. As pessoas viveram aquele processo todo e agora a gente está nessa situação – um Presidente fraco, que ataca os trabalhadores. E ataca os trabalhadores por quê? Porque ele não tem prestação de contas a fazer ao povo brasileiro, porque ele não foi eleito. Ele só tem de prestar contas a quem? A quem deu o golpe, ao grande capital, à mídia. E aí fica com a bandeira dessas reformas antipovo.

A gente tem que ter uma pauta que coloque o crescimento da economia brasileira em primeiro plano.

Eu hoje, no meu Estado do Rio de Janeiro... O Rio de Janeiro está vivendo uma situação de convulsão social. Hoje foram nove ônibus queimados, colapso total do sistema de segurança... Hoje, hoje, eu estive hoje, eu já falei hoje cedo aqui, um dia de colapso total. As pessoas paradas no trânsito, assustadas. É claro que a crise do Rio tem várias... Há um processo de corrupção gigantesco que houve; há isenções fiscais a empresas, que deram e que não podiam dar; houve desequilíbrio fiscal também, há que ser dito – no momento em que a economia crescia eles foram demais. Mas o Rio de Janeiro não sai dessa crise econômica se o País não voltar a crescer. Não tem jeito. A frustração de receitas é violentíssima.

E no Rio de Janeiro há uma situação mais grave: a economia do Rio de Janeiro está toda montada em cima de óleo e gás, do petróleo. Toda a força da economia do Rio está aí. E o que que está acontecendo? A Petrobras, que há dois anos tinha investimentos no Brasil da ordem de 1,9% do PIB, a maior parte no Rio, caiu o investimento para 0,86%. Isso é um baque violentíssimo. E, para acabar, a loucura final: acabaram a política de conteúdo local!

Hoje, a Senadora Ana Amélia, da qual eu discordo na maior parte dos pontos de vista que discutimos, falava sobre o polo naval no Rio Grande, que tinha 16 mil trabalhadores e tem agora pouco mais de mil. O que era política de conteúdo local? Você tinha os investimentos e o obrigavam a produzir aqui no País – navios, plataformas, sondas, todo um setor industrial. Agora, com o argumento de que nós temos de ganhar velocidade, querem produzir fora do País. Na verdade, o ritmo, o tempo de atraso é o mesmo em obras feitas aqui e fora do País. Mas, mesmo que atrasasse um pouco mais aqui, você estava gerando emprego aqui. Então, o fim da política de conteúdo local, o fim da política de conteúdo nacional para o Rio de Janeiro é um desastre gigantesco.

Agora, a retomada do crescimento econômico é fundamental. E, num momento como este, a gente fica falando só de austeridade, austeridade, austeridade, ajuste, ajuste, quando o centro das preocupações nacionais tinha que ser a construção de um processo que tirasse o País da recessão, colocasse o Brasil para crescer. Esse tinha que ser o grande esforço do Parlamento e do Brasil neste momento.

Infelizmente, nós no Brasil não temos elite. É completamente despreparada.

Nós temos uma classe dominante completamente despreparada, que não tem projeto para este País.

Eu encerro repetindo o que eu falei há pouco: eu acho que agora a gente tem que olhar mais para o Brasil. Acabar com as disputas partidárias de só aqui ficar no debate. Claro que vai haver disputa partidária de projetos. Mas eu acho sinceramente que é hora de a gente parar e dizer: "Gente, será que não é melhor para todo o mundo a gente antecipar uma eleição para 2017?" Nós vamos lançar o Lula; o PSDB lance quem quiser; o outro lance quem quiser. E daí sair um Presidente com legitimidade popular para construir uma saída. Eu volto a afirmar aqui: Temer não tem condições levar isso até o final de 2018! E a morte dele saber qual vai ser? A reforma da previdência, que não vai ser aprovada. Quando ele não aprovar a reforma da previdência, ele será descartável, porque só o seguram para fazer a reforma.

Então, é uma crise muito grande que a gente vive hoje no País. E eu acho que, num momento como este, a gente tem que pensar em saídas para o País. Isso passa pelo povo, por recuperar a legitimidade popular e, quem sabe, até, depois discutir um processo constituinte, porque o grau de esgarçamento a que as instituições do Brasil chegaram é gigantesco. E a gente tem compromisso esse povo trabalhador, com esse povo mais pobre, que é quem está pagando a conta por essa crise.

Lindbergh Farias, Senador PT-RJ 02/05/2017. *aqui editado.

Senadora analisa a greve geral do dia 28/04

A Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez um pronunciamento* no plenário do Senado analisando a greve geral do dia 28/04. Segue a parte final do pronunciamento onde se destaca os pontos ligados à greve geral.
Foto: Ana Volpe/Agência Senado
 E, para encerrar o meu pronunciamento, eu queria falar da greve geral, porque eu ouvi aqui algumas pérolas, neste plenário, de que a greve geral foi um fracasso e que quem fez greve foram os sindicatos. Realmente, quem falou não entende nada de movimento sindical, de sociedade e de greve geral. Primeiro, pelo seguinte: obviamente, quem conduz uma greve geral são os sindicatos – ou deveriam ser os Senadores a fazer piquetes? Será? Podemos mudar isso também. Colocar para que os Senadores também tenham, entre as suas funções, o fazer piquetes e chamar a greve.

Bom, os sindicatos são conscientes, fazem os piquetes, chamam as greves, convocam as categorias. Agora, se a categoria não quiser aderir, se o povo não quiser aderir, há uma coisa que o povo faz ou a categoria faz: chama-se fura-greve. Sabem o que é fura-greve? Muitos aqui devem conhecer o que é fura-greve. Fura-greve. Não faz greve: vai para o local trabalhar. Não faz greve: vai para a loja. Não faz greve: pega o carro e vai trabalhar do mesmo jeito. Mas não foi o que aconteceu. O Brasil parou. Gostem os senhores ou não, o Brasil parou. Eu estava em São Paulo. Não havia loja aberta em São Paulo. O comércio não estava funcionando. A indústria não estava funcionando.

O senador Magno Malta [fora do microfone] grita – Com medo, com medo!

Pergunta a senadora Gleisi Hoffmann – Medo de quem? Dos sindicalistas? O que é isso?

O Sr. Magno Malta [fora do microfone] diz – Dos milicianos.

Continua a senadora Hoffmann – Milicianos que vocês, da direita, colocam na rua, infiltrados nos movimentos sindicais e sociais. E eu vi, em São Paulo, porque participei da passeata que houve lá, Senador. Saí do Largo da Batata e fui em passeata com o pessoal. Sabe o que é que acontece? A polícia começa a dispersar a manifestação quando chega no final. E chama, com isso, a atenção, para irem para o confronto os Black Blocs, porque eu os vi descendo. E não era o pessoal da manifestação. E tenho certeza de que havia muita gente ali no meio, infiltrada, que tinha interesse em fazer baderna, para a mídia e a Globo filmarem e dizerem: "Olha aqui, o movimento é baderneiro."

O fato é o seguinte: vocês não mudam a realidade. O Brasil parou. O Brasil disse "não" às reformas de Temer. "Não" à reforma da previdência, "não" à reforma trabalhista, "não" à retirada de direitos.

Esta Casa tem que ter a dignidade de ouvir a sociedade brasileira. Agora, se não quiser ouvir, vai pagar o preço. Pagar o preço não só do ponto de vista eleitoral; pagar o preço sobre uma rebelião civil, sim! As pessoas estão com raiva do que está acontecendo. Nós temos responsabilidade com este País, responsabilidade de conduzir isso num processo de mediação, e não num processo de confronto. Se vocês quiserem continuar fazendo o confronto, façam, mas o preço será alto.

Obrigada, Sr. Presidente.

*por mim editado.

Mensagem do presidente de primeiro de abril saiu só no primeiro de maio


Vídeo de primeiro de abril de Michel Temer saiu com um mês de atraso. Publicado hoje, 1° de maio, o vídeo fala que o Brasil inicia uma nova fase em favor do emprego (resta convencer cerca de 15 milhões de brasileiros que encontram-se desempregados) com a reforma trabalhista.

O presidente (sic) fala ainda que o governo está fazendo a "modernização das leis trabalhistas"  e que o trabalhador terá inúmeras vantagens (essa foi a pegadinha de primeiro de abril mais fácil de se descobrir), o velho Michel é fraco, tirooooso...

Diz que vai criar mais empregos (kkkkk) descumpem... diz também que todos os direitos trabalhistas estão assegurados (como assim, se a reforma acaba por tira-los?. )

Diz que a criação de postos de trabalhos para os jovens ocorrerá de forma muito mais rápida (sente-se para não se cansar de esperar meu jovem!).

E tem mais... olha só que legal! Agora os patrões e empregados poderão negociar, fazer acordos de forma "livre e soberana".

Eu pretendo continuar a não ter que escrever palavrão em meu site então vou parando por aqui. Se você tem estômago para continuar ouvindo/vendo o vídeo acima boa sorte. Eu, eu vou vomitar...

Dia do trabalhador, motivos para comemorar?

O Governo de Michel Temer chama de "Modernização trabalhista" a lei aprovada na Câmara dos Deputados que retiram direitos dos trabalhadores, com a alteração na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Hoje no dia 1° de maio, dia do Trabalhador, o governo afirma, através de seu ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que o país vive um processo de modernização, que aperfeiçoa e adapta esta mesma CLT à realidade do século 21, preservando e assegurando todos os direitos da classe trabalhadora.

Uma coisa que o governo não soube explicar é como o direito dos trabalhadores pode ser assegurado se o direito básico de uma verdadeira democracia, que é o direito ao voto, não foi respeitado?

O trabalhador não foi sequer ouvido nesse processo de alteração da CLT, se o fosse, certamente não haveria essa desmedida modificação que beneficia tão somente os empresários.

Não, não acabou, neste 1° de maio de 2017, a luta de classes está mais nítida do que nunca. Trabalhadores uni-vos!

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