Um abraço cartográfico




Recebi ontem (22) das mãos de uma grande professora e amiga, Rosemy Nascimento, o livro sobre cartografia. Confesso que essa é uma área bastante limitada em minha biblioteca, ao  menos era…

Estou envolvido com outras leituras no momento, mas o “bicho geográfico” não pode ver um livro novo que começa a folhear e nesses movimentos descubro a cada parágrafo algo novo. Preciso parar, não posso me envolver (por enquanto) com essa leitura… Será que consigo?
Na página 33 o autor (já já falo dele) me ensina algo novo sobre o “mapa” de Ga-Sur (será que devo continuar chamando de mapa?) como resistir e não continuar lendo?
Eu vou parar, não vou mais olhar este (viciante) livro, mas antes de fecha-lo vejo na página 59 uma contextualização coerente e uma leitura mais política sobre o fuso horário no Brasil daí, nova recaída, e continuo a folhear o livro, até onde isso vai? Esse negócio de livro de cartografia nas mãos de professor de geografia, hummm
E aquele negócio de escala que o autor trata com tanta naturalidade em seu livro… quem sabe consigo transmitir essa leveza e simplicidade para algumas de minhas entradas pedagógicas com meus alunos. As dificuldades são muitas, mas tenho certeza que este livro vai ajudar muito, arrisco-me a dizer que em uma escala de zero a dez… o livro é dez! (desculpem o trocadilho, achei que ia ficar legal, sei que posso ter errado na escala, digo, escolha.😉)
Acha que acabou? Não mesmo! Tem muito mais… nem cheguei a falar das projeções, das histórias cartográficas, da poesia dos mapas… tem tanta coisa que se for falar de tudo, acabo correndo o risco de não falar do autor, e como não falar dele?
Jörn Seemann nasceu (ou será que foi “cartografado”?) em Hamburgo, norte da Alemanha hoje é professor da Universidade Regional do Cariri (URCA) no Ceará, e autor do livro Carto-Crônicas: uma viagem pelo mundo da cartografia. Defende que 

Em vez de ver a cartografia como técnica esotérica para os aptos em matemática e engenharia, como língua culta para os mais cultos e como um conjunto de ferramentas especializadas que espantam até o último interessado em mapas, precisamos mergulhar no mundo fascinante das representações cartográficas e olhar além das suas aparências para alcançar os professores e outros “mortais” com curiosidade potencial de querer saber de mapas. (p.13)

Fui presenteado com seu livro, aqui registro meu obrigado. O que posso dizer é que um livro, nas mãos de um professor, é lido e (re)lido várias vezes, nunca sozinho, um professor sempre lê com/para/junto (de) seus alunos.
Com tristeza e por motivo de força maior, preciso adiar esta leitura (não sei se vou conseguir). Estou razoavelmente satisfeito(por enquanto), as poucas linhas lidas já me ajudaram a entender o sentido de um “grande abraço cartográfico”.
Referência:
SEEMANN, Jörn. Carto-crônicas: uma viagem pelo mundo da cartografia. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2013.




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