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Cadê meu salário?

O final de ano não está sendo fácil para muita gente. O nível de desemprego só aumenta e a popularidade do governo (ilegítimo) federal só cai - nem poderia ser diferente. Mas isso é para outro post.

Governos estaduais também vem enfrentando (depois de muita farra com o dinheiro público) muitas dificuldades em honrar os compromissos da administração pública. E o Tiririca disse que pior não fica!

Claro que isso poderia esbarrar nos governos municipais e não só esbarrou como em alguns casos o esbarrão foi tão forte que tirou a administração do eixo (se bem que alguns já vinham cambaleando há muito tempo, sem precisar de ajuda para isso).

O problema é que crise vai e crise vem (e no capitalismo ela sempre vai e vem) o capital vive disso. É a população que acaba sofrendo suas piores consequências, digo piores pois há várias consequências de uma crise, inclusive a consequência de maior concentração da riqueza, ou seja, alguns poucos acabam ganhando muito com essas crises (seriam elas fabricadas? Oh! povo inocente). voltando ao texto...



A população acaba sempre sofrendo com as piores consequências de uma crise do capitalismo que, entre outras, podemos destacar as perdas de direitos, maior aperto no orçamento doméstico (que nem de perto poderia ser comparado ao orçamento de uma nação, mas isso é outra história...), sofremos também com o fantasma da inflação, aumento das desigualdades e suas consequências (como a violência, a fome, os problemas de saúde, etc) e o famigerado (des)emprego.

O (des)emprego é o elemento de maior contradição em todo processo. Ele é usado como moeda de troca para legitimar todas (ou a maior parte) ações contra o trabalhador. Por causa do (des)emprego parece que vale tudo, inclusive eliminar a aposentadoria dos atuais e futuros trabalhadores.

Mas não é sobre isso que eu quero falar, é tanta coisa que fica difícil manter o foco. Eu quero falar é sobre o salário. Para os que ainda não entenderam a luta de classes tão sabiamente explicada por Marx, o salário é algo que recebemos em troca de nossa força de trabalho e não adianta bater panelas pois nenhuma panela (até hoje) tirou um trabalhador da condição de proletariado e o colocou na condição de dono dos meios de produção. Mas teve muito alienado que acreditou que pensando como burguês e batendo muita panela poderia, um dia, ser patrão.

Fugi novamente do assunto... quero falar de salário, mas o salário não veio. Veio muitas postagens (nas redes sociais) sobre o não salário, ou sobre o salário que não veio. Salário que agora é o meu, pois quando era o dos outros ninguém comentava, a não ser os "outros" sem salários. Agora somos todos sem salários "e agora José"?

Em meio a propaganda na televisão (é sempre nela né!) de governo afirmando que está com salário em dia (como se isso não fosse uma obrigação de qualquer administração pública e sim uma virtude - quanta inversão de valores não?) em harmonia com propaganda de governo avisando a data de vencimento do IPTU, abrimos nossos extratos bancários e percebemos que os salários em plenas férias ainda não foram pagos. 

Mas não se apavorem, tudo está sob controle (pode levar isso a sério, tudo está sob controle. Basta saber de quem é o controle... Alô trabalhadores onde estão?) e os salários serão depositados até a próxima segunda. É o que se pode pesquisar em sites e jornais sobre o tema. Só que o problema não é o salário, ou a falta dele, o problema é que quando o salário não entra na conta o que acaba sendo creditado na conta do servidor público é a insegurança. Um governo sério que respeita a população, em hipótese alguma, deixaria como presente de natal uma caixa cheia de incertezas e como lembrança de ano novo um pacote de insegurança.

Além dos salários, precisamos de transparência. Não basta dizer que não têm dinheiro. Funcionário público não pode ser tratado como uma criança que pede uns trocados para comprar chicletes e o pai diz que não tem dinheiro.

Pague ou não os salários em dia, o estrago já foi feito.

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