DOUTOR É QUEM FEZ DOUTORADO?

O SR. ROBERTO REQUIÃO (PMDB - PR. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Presidente, Senador Paim, ontem, nesta t...

Não existe nobreza na desigualdade

Vi em uma rede social um vídeo de umas pessoas distribuindo caixas de chocolate em uma localidade com crianças visivelmente desprovidas de recursos materiais, descalças, descamisadas, casas por concluir, terrenos baldios, sem serviços  (aparentemente) de coleta de lixo em ruas não pavimentadas. Esses foram alguns dos aspectos que percebi no primeiro contato com as imagens. (Não vou colocar o vídeo neste post para preservar as crianças).


O vídeo é "tocante" música em língua estrangeira, para mexer com as emoções (USA for África - We are the world), isso sempre têm um forte impacto.

Os comentários... bem os comentários são só elogios à ação, claro!

Minha primeira preocupação foi com o diabetes, comentei: "Se tiver diabetes...", ou seja, se alguma daquelas crianças tiver pré-diabetes, ou algum tipo de intolerância aos produtos fornecidos, sozinhas estavam, sozinhas continuarão depois que os chocolates acabarem, não?



Um comentário me chamou atenção e me pôs a refletir dizia "Muito bacana...gesto nobre!". O roteiro, o cenário e a situação demonstra como a má distribuição de riqueza em nosso país produz situações de sofrimento e falta de recursos básicos.

O gesto, podemos considerar bacana, sem intenções promocionais (apesar de terem feito um vídeo que pela situação de pobreza e falta de recursos materiais, supostamente, não será visto por nenhuma daquelas crianças e este ter mais de 6.646.359 visualizações), o que me chamou atenção é o fato de que apesar do gesto ser "muito bacana" não se trata de um "gesto nobre", como disse o comentarista do post, pois não existe nobreza na desigualdade social.

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