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Os riscos de um negócio em expansão

Um vídeo recente de uma batida de carros publicado na página do Facebook do site The Lad Bible termina com um pedido aos espectadores para enviarem vídeos mediante pagamento. Seria esta uma prática perigosa ou normal?

O conteúdo gerado pelo usuário é um grande negócio. A abundância de smartphones e câmeras pequenas, portáteis, deu às organizações de mídia e aos publishers online um lucro inesperado com material barato – e até gratuito – para para adicionar às matérias jornalísticas e atrair audiência.

No entanto, o uso de vídeos enviados por membros do público sem treino e inexperientes trouxe sérias considerações, de ordem ética, sobre a segurança desses colaboradores. Atualmente, muitos publishers estão determinados em garantir que qualquer pessoa que envie um vídeo não corra riscos desnecessários. Mas quando se tem certeza que determinados momentos emocionantes captados pela câmera irão gerar milhares de vídeos e compartilhamentos, as consequências de incentivar vídeos de natureza semelhante devem ser seriamente levadas em consideração.

Num vídeo publicado na página do Facebook do site The Lad Bible na segunda-feira (11/07), abaixo da legenda “Você alguma vez já viu alguém tão tranquilo depois de uma batida de carro?”, um homem capota seu carro evitando por pouco outra batida numa estrada do interior da Grã-Bretanha. O vídeo, que já foi visitado mais de 10 milhões de vezes, termina com um gráfico incitando os espectadores: “Filme. Envie o vídeo. Use-o. Qualquer vídeo aproveitado recebe 100 libras [R$ 430,00]!”

Códigos de ética

A BBC tem diretrizes para conteúdo gerado pelo usuário (user-generated content – UGC) instaladas desde 2006 e a primeira delas refere-se diretamente à segurança do colaborador, dizendo: “É fundamental que não incentivemos nossas audiências a porem em risco a segurança de duas equipes ou de outros, para coletar material para enviar à BBC.”

De forma semelhante, sua diretriz para colaboradores estimula: “Se você tirar uma fotografia de um evento, você deveria evitar situações de perigo, para você para outros, correndo riscos desnecessários ou violando qualquer lei.”

As organizações jornalísticas estabeleceram códigos de ética em torno do envio de conteúdo gerado pelo usuário – UGC porque já morreram colaboradores – e continuam morrendo – no processo de divulgar as informações. É um peso que nenhum publisher responsável quer em sua consciência. Esperemos que os colaboradores do site The Lad Bible não corram riscos semelhantes.

Fonte: Observatório da Imprensa - Título Meu.

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