Nada há menos “humanitário” que o pedagogismo conservador




Nada há menos “humanitário” que o pedagogismo conservador que faz da escola a fonte dos “recursos humanos” (para a empresa capitalista) que “humanizarão”, isto é, darão vida, aos instrumentos de produção, às máquinas, aos equipamentos, às fábricas, aos bancos (fábricas de juros), aos balcões do comércio (fábricas de lucros de intermediação), às empresas produtoras de serviços, aos computadores, aos sistemas telefônicos, aos complexos hidro-elétricos, aos sistemas de comunicação por satélites, de que nenhum trabalhador afinal é proprietário. Mas de que os capitalistas o são. E dará vida às escolas também, onde cada vez mais o professor é um operador de capitais de que não é proprietário também.

ROSSI, Wagner Gonçalves. Capitalismo e Educação: contribuição ao estudo crítico da economia da educação capitalista. São Paulo. Cortez & Moraes. 1978 (p. 38).




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