A privatização do bônus e a socialização do ônus


As imagens acima mostram uma realidade de muitas cidades brasileiras. Aspectos de uma sociedade capitalista que ainda não compreendeu o conceito embutido na palavra cidadania.

Lugar: Servidão Coruja Dourada, uma rua da capital de Santa Catarina, um dos estados mais ricos do Brasil. Por que dizer isso? Para entender que cidadania não se trata de riqueza material e sim, riqueza intelectual.

O problema aqui (visível) é o lixo, ou serias as pessoas que o produzem? Ou, no caso, o problema seria outro?

Esta foto foi tirada no último domingo (19), até aí tudo certo, não fosse o detalhe de que nesta servidão (rua) a coleta de lixo convencional só é feita nas segundas, quartas e sextas. Sendo que os moradores devem depositar seu lixo apenas nos dias de coleta e o mais próximo possível do horário de passagem do caminhão coletor.

Observo que, além do problema do não cumprimento ao dia e horário de coleta de lixo, existe o problema do dimensionamento da lixeira que, além de visivelmente não suportar o volume de resíduos está disposta onde, em princípio, deveria existir apenas uma calçada para os pedestres.

Esse "condomínio" tem um dono. Os alugueis, se estão em dia, é o suficiente para que o "resto" seja ignorado, mesmo que o "resto" trate-se do bem estar de todos os moradores dessa localidade (dentro e fora dos muros).

A imagem é emblemática, o muro divide a vida das pessoas em duas partes: a que eu quero, fica do lado de dentro do muro; a que eu não quero, é posto para fora do muro. Assim eu jogo para o coletivo um problema particular. E voltando ao "dono", este privatiza o bônus (aluguel)  e socializa o ônus (lixo).

E para não falar que não falei das flores... #cadêopoderpúblico?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário!
Aproveite e visite o site www.geografiaescolar.com.br

Postagens mais visitadas