Secretaria de Educação de Florianópolis dará aulas de português para haitianos

Haitianos que moram na capital catarinense receberão aulas gratuitas para aprender a língua portuguesa e concluir o ensino fundamental. A ação é parte do projeto “Cidadão do Mundo”, realizado pela parceria entre a Secretaria de Educação de Florianópolis, por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Fundação Vidal Ramos e da associação de haitianos em Florianópolis, Kay Pa Nou, Nossa morada. A turma deve ser formada por no mínimo 25 estudantes.

O objetivo do curso é contribuir para a inclusão dos imigrantes na cidade e auxiliá-los no acesso aos serviços públicos. Atualmente, existem cerca de 200 haitianos na região da Grande Florianópolis. Nas aulas serão debatidos os direitos de imigrantes e, nesse contexto, serão desenvolvidas práticas de leitura e escrita. Os encontros serão realizadas das 19 às 22 horas, na Fundação Vidal Ramos, localizada na rua Vitor Konder, 321, Centro. As aulas serão ministradas por um professor da EJA.

O curso tem duração de dois anos, mas a expectativa é de que, tendo em vista o reconhecimento dos estudos anteriores realizados pelos alunos, ainda no Haiti, a maioria seja certificada neste ano. Na próxima quinta-feira, às 19 horas, será realizado encontro na Associação Kay Pa Nou para definir a data do início das aulas.

A demanda para o atendimento dos estudantes haitianos foi apresentada à EJA em 2014. No segundo semestre, o atendimento começou a ser realizado com uma turma no núcleo de EJA sediado na Escola Básica Municipal Almirante Carvalhal, na área continental.

Busca por uma vida melhor

Com 10 milhões de habitantes, o Haiti possui 2.750 km² e é a primeira república negra das américas. Seus idiomas oficiais são o francês e o crioulo. Ex-colônia francesa, em 1º de janeiro de 1804 o país foi o primeiro da América Latina a conquistar sua independência.

O Haiti é o país mais pobre das Américas e o principal motivo da imigração de seus habitantes para outros países é busca por melhores oportunidades de trabalho e estudo. A violência e os estragos causados pelo terremoto que matou 120 mil pessoas em 2010 também estão entre os fatores que os levam a tomar essa decisão.

Fonte: PMF (intertítulo nosso).

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