Menos Cubo, menos Globo

Fiquei muito curioso em descobrir por qual motivo afiliadas da Rede Globo não usavam o cubo quando iam cobrir matérias relacionadas às manifestações que reivindicavam o passe livre.

O cubo é aquela peça que fica logo abaixo do bocal do microfone, e onde todas as emissoras pintam seu logotipo.

DSCN3524 (2) Na imagem ao lado o “cubo” é visto curiosamente em reportagem feita a partir de Xanxerê, cerca de 550 quilômetros da manifestação que ocorria na capital do estado de Santa Catarina.

 

Já em Florianópolis, dentro do mesmo telejornal, a entrada do repórter foi marcada pela ausência do “cubo”, porquê?
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Por qual motivo afiliadas da Rede Globo não usam a sua logo durante a cobertura das manifestações. Não se trata de uma exclusividade da afiliada de Santa Catarina. Isso aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades.

Não sei responder (É claro que sei!) os motivos que fizeram suas afiliadas retirarem sua logo das ruas, mas pistas podem ser dadas para que você entenda alguns dos motivos das manifestações contra a Globo durante as coberturas nas ruas, pistas como a opinião equivocada (tenho que manter a calma pois não tenho imunidade parlamentar) sobre o passe livre, do jornalista do grupo que, além de TV, mantém rádio e jornal.

sergio da costa ramos

Não tenho nada contra o senhor Sérgio, nem sabia de sua existência até que uma professora me apresentou sua coluna indignada com sua fala dúbia (não posso colocar outro termo mais adequado porque, como disse, não tenho imunidade parlamentar) em relação a vários trabalhadores. Nela ele não deixa claro o que entende por “população dita carente”.

Existem vários tipos de carência. A carência de crítica é uma delas. Mas é certo que essa carência pode ser proposital. A carência de crítica pode, supostamente,  servir aos interesses de quem paga o salário no fim do mês.

E sobre o passe livre o que dizer?

Como pode uma pessoa, como eu, que defende a escola pública e gratuita, não defender com a mesma legitimidade e vontade um serviço de transporte público que seja público e gratuito? A questão não se limita ao chamado “passe livre”. A questão vai além, é a luta pela estatização do transporte público, fazendo deste um verdadeiro transporte público e gratuito para todos, inclusive jornalistas.

A conquista deste direito é fundamental para que todos possam exercer, com reais condições, o direito à cidade.

Quero imaginar que a “carente” opinião dada nesta coluna tenha sido apenas um deslize e que a coluna esteja a favor de uma cidade mais humana e solidária, afinal, não é para isso, também, que pagamos nossos impostos?

Não critico aqui a coluna desse jornalista pois, como disse, não sou leitor deste senhor. A crítica se limita ao recorte dado dentro da coluna. Minha intenção é de que com essa manifestação “pacífica e ordeira” feita neste meu blog, eu possa estar contribuindo para que a empresa não tenha que, no futuro, continuar a esconder sua logo.

Lembro que, assim como nas manifestações das ruas, aqui neste blog uma “pequena minoria” (sic), no caso, de palavras, pode ter cometido algum “ato de vandalismo”, talvez pela dureza das palavras, mas como todo bom jornalista defende a liberdade de pensamento e de expressão, penso que serei compreendido.

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