Trânsito na UFSC - Esclarecimento e divulgação

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Att.

Caos no trânsito não é culpa da universidade

Membros do Conselho Universitário da UFSC (CUn) reagiram com
indignação à cobertura dada por parte da imprensa à decisão da
instituição de postergar a votação da cessão de 18 mil metros
quadrados de área do campus da Trindade ao município para a duplicação
da rua Deputado Antônio Edu Vieira, no bairro Pantanal.

Eles alegam que a Universidade não é responsável pelo caos do trânsito
na cidade e que não tem, como afirmam alguns colunistas, a obrigação
de ceder o terreno. No entanto, a instituição está disposta a fazer
isso, desde que a prefeitura apresente um projeto que contemple os
interesses dos moradores do entorno e seja respaldado por estudos de
impacto ambiental e de vizinhança.

Outra observação dos conselheiros é que, ao contrário do que se diz, a
UFSC não é a grande geradora do tráfego na região citada. Esta área da
cidade cresceu muito de 2003 (quando começaram os estudos para a
duplicação) para cá, com a implantação de um grande shopping center e
a autorização para a construção de inúmeros prédios e empreendimentos
comerciais, o que multiplicou o número de veículos em circulação ao
redor da Universidade e nos bairros próximos.

Além disso, a prefeitura não melhorou a qualidade do transporte
público e, em relação à duplicação da via citada, também não
apresentou um projeto específico, atendendo à demanda crescente pelo
uso do transporte coletivo. A única proposta diz respeito à
implantação do sistema BRT, que ainda se encontra no nível de projeto.

Outro argumento é de que não há recursos assegurados para a execução
da obra, o que leva a suspeitar que ela pode ser iniciada, mas
dificilmente será concluída dentro do prazo previsto de 12 meses,
causando transtornos ainda maiores que os atuais nas vias do entorno
da Universidade.

Também é temerário acreditar que apenas a duplicação do trecho de um
quilômetro entre o Centro Tecnológico (CTC) e a Eletrosul eliminará os
engarrafamentos, porque há outros gargalos, como o da entrada no
bairro Pantanal, na altura do Armazém Vieira, não contemplado no
projeto da prefeitura.

Ao evitar que o tema fosse votado diante de tantos temores e
incertezas, o reitor Alvaro Toubes Prata abriu a possibilidade de
novas negociações com a prefeitura, removendo arestas e detalhando
melhor o projeto em questão. A UFSC está disposta a ceder a área, a
partir de elaboração de um novo parecer, no momento em que o projeto
de duplicação contar com o aval técnico do Conselho Universitário e o
apoio das comunidades vizinhas, em vista do impacto social e ambiental
da obra.

O que a Universidade Federal de Santa Catarina deseja, sublinha a
Administração Central, é de mais tempo para estudar o assunto e tomar
uma decisão baseada no equilíbrio e no bom senso.



--

Att.
Agência de Comunicação da UFSC (Agecom)

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