Estudo: crianças provocam professores para incriminá-los na internet

21% dos educadores relatam ter passado pelo movimento conhecido como "cyberbaiting", frequente entre alunos de 8 a 17 anos
647640x361_w480

A empresa de segurança Norton divulgou um novo relatório sobre hábitos on-line adotados por crianças da geração atual. A pesquisa revela que o "cyberbaiting" se tornou um fenômeno em constante crescimento. Para quem não sabe, "cyberbaiting" é quando os jovens instigam os professores para, então, registrarem comportamentos, muita vezes agressivos ou suspeitos, por meio de filmadoras ou celulares. Em seguida, o conteúdo é postado na internet.
O estudo contou com as entrevistas de 2.379 professores de alunos com idades entre 8 e 17 anos. Desses professores, um em cada cinco (21%) relatam ter passado pelo "cyberbaiting", além de, posteriormente, lidarem com a vergonha da acusação e outros problemas psicológicos.
Muito desse resultado pode ser ligado ao fato de alguns mestres serem amigos dos estudantes nas redes sociais - amizades que, segundo os próprios professores (67%), os expõe a riscos tanto virtuais quanto em sala de aula. As escolas não oferecem nenhum tipo de ajuda específica com relação ao assunto, e apenas 51% dos entrevistados dizem seguir um código de conduta sobre como os educadores e alunos devem interagir nos sites de relacionamento.
No entanto, os professores não são os únicos a vivenciar essas experiências no mundo on-line. Em geral, quase 62% das crianças que participaram da pesquisa afirmam ter uma experiência negativa nas redes sociais. Além disso, 4 em cada 10 estudantes (39%) relataram situações negativas de gravidade séria, como receber imagens inadequadas de estranhos, ser alvo de intimações ou tornar-se vítima de crimes virtuais.
Crianças que acessam a internet com frequência são mais suscetíveis a esse tipo de experiência on-line, totalizando 74%, contra 38% das que não se envolvem tanto com a web. O relatório da Norton revela que 88% passam mais de 49 horas por semana na frente do computador, em comparação com 60% que acessam a internet menos de 25 horas durante o mesmo período.
Outros dados do estudo apontam que uma em cada dez crianças admitem ter visto pornografia e outros sites de conteúdo adulto sem que seus pais soubessem. 33% delas já fazem compras pela web pelo cartão de crédito da família, e muitas com o consentimento dos próprios pais, que sabem o que as crianças compram (música, games, ingressos para filmes, shows). Porém, quase um terço (30%) afirma que seus filhos usam os cartões sem permissão.
O relatório realizado pela Norton ocorreu em 24 países - incluindo o Brasil -, e contou com 20 mil questionários preenchidos, em fevereiro e março de 2011, com quase 13 mil adultos e 4.500 crianças entre 8 e 17 anos.

Fonte: Olhar Digital

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário!
Aproveite e visite o site www.geografiaescolar.com.br

Postagens mais visitadas