Há pena de morte no Brasil?

A Carta Capital publicou uma matéria com Walter Maierovitch, jurista e professor, foi desembargador no TJ-SP. O título da matéria é O boom dos “homicídios legais” onde Maierovitch fala do aumento da pena de morte no mundo. Só nos Estados Unidos, de acordo com a matéria, no chamado corredor da morte, encontravam-se 3.261 condenados em 1º de janeiro de 2011.

Maierovitch diz que o título de “Estado assassino” de 2010 ficou com a China. Das 5.837 ocorridas no planeta, 85% consumaram-se na China. O segundo posto coube ao Irã (564 eliminados) e o terceiro à Coreia do Norte (19). Para que se possa comparar, em 2009 o Irã havia cumprido 402 execuções capitais. A Coreia do Norte matou 17 sentenciados.

Não quero ser inocente ao ponto de acreditar que no Brasil, um dos maiores produtores de grãos do mundo e onde ainda se morre de fome, não tenha, de certa forma, a pena de morte. Neste caso, uma "pena de morte social".

Fico triste ao imaginar quantos, no Brasil, estão no “corredor da morte”... e mais triste ainda é o fato disso estar se naturalizando nas filas dos serviços públicos de saúde, nas mortes pela situação de miserabilidade, devido ao uso de drogas, sem falar na "pena de morte" decretada aos que não têm acesso a uma educação de qualidade e ficam à mercê de uma educação politiqueira e demagógica, voltada ao domínio dos condenados à morte pela sua condição social.

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