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HD externo ou Serviço de Nuvem?

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E você achava que a grande dúvida da humanidade em pleno século XXI seria "casar ou comprar uma bicicleta?" Essa dúvida até já fez sentido um tempo atrás, mas na atual conjuntura social onde o grande número de informações bitzadas que fazem parte da vida de praticamente todo mundo uma questão que se apresenta é: Onde e como armazenar todas essas informações?
Pessoas mais conservadoras vão dizer que bastaria escrever mais uns volumes da Barsa e tudo estaria resolvido. Mas a questão é um pouco mais complexa.
Existem duas possibilidades que concorrem diretamente quando o assunto são dados e armazenamento desses dados. Armazená-los em HD externos ou em serviços empresariais especializados em Nuvem?
Ainda no Brasil ambos os preços podem ser, para a maioria das pessoas, proibitivos, especialmente os serviços em nuvens que, na média, (considerando as maiores empresas no mercado) o serviço sai por R$ 50, 00 (cinquenta reais) mensais. Isso considerando que além do serviços em nuvem outr…

Já pensou em ficar sem jornal diário?

"Já pensou em ficar sem jornal diário? Então, nem pense nisso". Foi desta forma que um grupo de comunicação (TV , rádio e jornal) aqui de Santa Catarina se apresentou hoje aqui no pátio de casa. Recebi um jornal impresso que foi, agressivamente, jogado no quintal de casa. Não pedi e nem procurei pelo tal periódico.
Acho agressivo essa forma de impor uma leitura, sei que posso simplesmente pegar o papel e jogar na lixeira ou fazer outros usos, sem que a leitura se imponha, mas para quem tem no pensar uma prática cotidiana a leitura é imprescindível e quase que uma obrigação de ofício e, deste modo, a leitura veio.
O referido jornal traz a seguinte mensagem "Nosso compromisso é com você leitor, que merece notícias de fato e jornal de verdade." O grifo é meu, para destacar que o jornal deve acreditar que exista jornal de mentira, já que se apresenta como sendo um "de verdade".
Aa virar a primeira página já nos deparamos com a foto e o nome de alguns de seus…

Fortnite, o fim

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Comecei a jogar esse tal de Fortnite e nem sabia direito onde eu estava entrando. Inicialmente eu não podia nem ver o jogo que meu estômago "embrulhava", sentia náuseas por causa dos movimentos rápidos do jogo e não conseguia acompanhar uma partida sem sentir uma tremenda tontura. Mas a insistência de minha filha para que eu jogasse o tal do Fortnite chegou ao seu ápice quando eu resolvi encarar o jogo pela primeira vez.
Nas primeiras puladas do ônibus flutuante eu não sabia quais teclas apertar e nem que tecla fazia o quê. Construir era um problema (aliás continua sendo até hoje) e minha mira seria melhor se usasse um estilingue ao invés de armas. Minha filha insistia em ensinar os movimentos, o como ser ágil nas construções (e confesso que não sei como eles conseguem construir tão rápido) o que é um verdadeiro problema para quem ainda sente um pouco de labirintite com os movimentos do jogo e não sabe onde está depois da segunda rampa construída.
O que não dá para consider…

Anarriê! Será esse nosso Brasil agrário?

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Anarriê, sala de aula. Recebi um convite que me causou estranhamento. O recado da imagem acima me causou espanto não pelo fato da "festa junina" estar acontecendo em julho. Nem mesmo pelo fato de que a escola (espaço público) venderá comidas (ação capitalista) para os pais. Certo, eu sei que isso é "praxe" e que várias justificativas poderiam ser dadas em defesa do comércio em escola pública, mesmo assim, respeitando as opiniões em contrário, prefiro neste momento, continuar defendendo uma outra escola.
Voltando ao convite o que salta aos olhos é o fato dos alunos terem que comparecer a caráter, vestidos de "jeca". Minha dúvida: qual é a representação, para uma criança em formação, se "transformar" de forma estereotipada em jeca? O quê ou quem é o jeca? O que ele representa ou o que querem que ele represente?
Será esse nosso Brasil agrário? É importante refletir sobre as representações desse Brasil rural inclusive, as influências francesas desta…

Sala Valmir Albino Martins

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Participava de um grupo de discussão no WhatsApp, esse grupo teve seu início nos idos de 1996 quando o professor/apresentador/jornalista Mario Motta criou um ambiente para que os ouvintes da rádio CBN pudessem interagir com seu programa Notícia na Manhã. Pelo uso da internet esses foram pelo apresentador "batizados" de "ouvinternautas".  Atualmente as pessoas que participam desse grupo de discussão frequentam a chamada Sala Valmir Albino Martins, homenagem feita ao ilustre e saudoso participante da antiga Sala CBN (do programa Notícia na Manhã).
O clima político atual estava (e continua) presente nas discussões da sala V.A.M. e, como era de se esperar, as manifestações pró e contra o atual governo pipocaram ao ponto do estranhamento entre alguns de seus membros. 
Que saída tomar quando nos deparamos com um grupo de pessoas e estas se manifestam com ideias diferentes das nossas?
No caso do WhatsApp, sair do grupo e ir para a praia pode ser uma opção, mas o problema da …

Pessoas chatas

Vou começar este texto sem saber ao certo como ela vai terminar, sem saber ao certo se ele vai terminar ou se vou, como em muitas outras ocasiões, apagar e não publicar. Mas se você está lendo estas linhas é porque eu não apaguei, apesar da vontade ser grande.
Mas sem enrolação, este texto nasceu pela observação de uma fala, uma bate papo que ouvi no ônibus no caminho para o trabalho. Uma pessoa de voz elevada com grande desenvoltura como se não estivesse num ambiente compartilhado e sim em seu carro articular, gesticulava muito enquanto falava quase que aos berros, como que querendo dizer que todos os presentes deveriam prestar atenção naquilo que ela relatava, para ela deveria ser a coisa mais importante do dia.
Provavelmente você já se deparou com pessoas assim, que não conversam e sim impõe suas histórias e opiniões para que todos que estão próximos participam, mesmo que de forma indireta, do assunto que ela acredita ser de maior importância, mas o fato é que, geralmente, o assun…

Você entrou no grupo

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Na adolescência para descobrir o número de telefone da casa da menina mais bonita da escola era preciso ser quase um James Bond, não por conta da beleza ou do charme, mas pela empreitada investigativa que era preciso fazer, toda uma artimanha de espionagem para, quem sabe, descobrir aquela preciosa informação. Rolava até mesmo suborno, era o tempo onde se conseguia informações em troca de algumas balinhas, passar a respostas dos exercícios de matemática ou coisas do gênero. No final a recompensa, o número do telefone era descoberto e iniciava então a segunda fase, ligar à cobrar e torcer para que a mãe ou o pai da garota não atendesse o telefone.
Era uma época em que celular era cosa de aula de biologia e o próprio telefone fixo era para poucos na cidade, a maioria, como eu, usava mesmo era as fichas telefônicas em orelhões públicos ou ficava ouvindo boatos de como fazer ligações sem ter que usar as famigeradas fichas. E quando não funcionava o negócio era ligação a cobrar que naquel…